Luiz Araújo Vacina que previne a covid19 parece cada vez mais próxima

 Todos concordam que a pandemia provocada pela covid19 somente será superada com a vacina. O que ninguém no mundo sabe é quando essa vacina estará liberada para ser produzida em larga escala. O que se sabe é que há cientistas, governos e universidades ao redor do mundo todo investindo em pesquisas e testes, numa corrida sem precedentes na história em busca de uma solução para esse problema de saúde que abala o planeta todo.

     Algumas dessas pesquisas parecem estar em estágio já bastante adiantado. Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, já anunciaram que a vacina provocou resposta positiva 14 dias após a imunização, ou seja, dos glóbulos brancos capazes de atacar as células infectadas pelo sars-cov-2. Em 28 dias, a vacina induziu a uma resposta de anticorpos com capacidade para neutralizar o vírus.

     De acordo com artigo publicado pelos cientistas, os participantes que receberam a dose tiveram anticorpos neutralizantes detectados, sugerindo uma boa proteção. Após uma dose de reforço, 100% dos voluntários tiveram neutralizador a detectada. O próximo passo no estudo da vacina é confirmar que ela pode efetivamente proteger contra a infecção pelo novo coronavírus.

 

Produção em larga escala

     A Universidade de Oxford já estabeleceu associação com laboratório farmacêutico para a fabricação e distribuição da vacina em desenvolvimento, para que possa estar disponível de maneira rápida e em larga escala em caso de sucesso dos testes complementares que precisam ser feitos. A vacina é baseada em um adenovírus modificado, que geralmente afeta os chimpanzés. De acordo com a universidade, "gera uma resposta imune forte com apenas uma dose e não é um vírus que se réplica, portanto, não pode causar uma infecção contínua no indivíduo vacinado".

     Até o momento, os testes da Universidade de Oxford foram feitos com 4 mil voluntários no Reino Unido, sendo que agora a vacina será testada em outras 10 mil pessoas.

 

Vacina chinesa

     Além de realizar testes com a vacina produzida pela Universidade de Oxford, já chegaram a São Paulo 9 mil doses de uma vacina contra a covid19 que está sendo desenvolvida pela China. Além da capital paulista, outras 11 grandes cidades do país, vão receber e aplicar essa vacina em voluntários que se prontificaram para participar dos testes. A prioridade para a testagem será dada a profissionais de saúde.

     Além de participar de fase de testes, o Instituto Butantã, de São Paulo, está adaptando uma fábrica com capacidade para a produção de até 100 milhões de doses da vacina até a metade de 2021. Se o medicamento tiver eficácia comprovada, o acordo do Instituto Butantã com o governo chinês prevê que 60 milhões, das 100 milhões de vacinas que serão produzidas, sejam distribuídas para o país.