Idgar Dias Júnior
O grande chanceler

Olá, leitor! Tudo bem?


- Hoje, terça-feira, dia 23 de de março de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial da Meteorologia’.

- Também hoje se comemora o ‘Dia do Optometrista’.

Pois é

O grande chanceler
Com o Brasil assumindo a liderança do número de mortes diárias, o ministro Ernesto Araújo realizou seu sonho:
“Talvez seja melhor ser esse pária deixado ao relento, deixado de fora, do que ser um conviva no banquete no cinismo interesseiro dos globalistas, dos corruptos e semicorruptos”.
Comentário: o nota, do jornalista Elio Gaspari, foi publicada no domingo retrasado (14) na Folha de São Paulo.
Esta semana o Brasil ultrapassará a marca de mais de 300 mil mortos pela pandemia da Covid-19 e as previsões que chegam são sinistras: para além da falta de leitos de UTI, com muita gente morrendo na fila à espera de uma vaga, há ainda a ameaça no ar dando conta de que vai faltar oxigênio em muitas cidades País afora e, pior ainda, começam a faltar medicamentos e materiais para intubação de gente que chega para atendimento à beira da morte.
O chanceler brasileiro é tão chinfrim e despreparado quanto seu chefe. Todo mundo sabe que não há 'semijoia', 'semigrávida' e 'semicorruptos', como sugere Ernesto Araújo.

Veja esta
Bolsonaro arranjou para a semana que vem uma reunião em que espera receber apoio da cúpula de Judiciário e Legislativo para criar um “gabinete de crise” da epidemia (vai ocupar a sala do gabinete do ódio?). Será uma farsa, faltando saber apenas o tamanho da presepada. Para que não o fosse, Bolsonaro teria de renunciar a si mesmo.
Bolsonaro quer ganhar tempo, assim como seus cúmplices no comando do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Fará a pose do governante, no que tem sido ainda mais diminuído por prefeitos, governadores e até por Lula da Silva, que não governa coisa alguma.
Tentará sufocar conversas sobre CPIs ou coisa pior. Quem sabe ocorresse uma estabilização do número de mortes até o fim do mês. Seria resultado do trabalho de governadores e prefeitos, mas Bolsonaro, como o grande parasita que é, sugaria o esforço alheio.
Com uma mão grande, Bolsonaro afana a faina dos outros. Com a mão pesada do ferrabrás, Bolsonaro de novo volta a fazer ameaças de golpe, como em meados do ano passado. Para sua massa, seria o líder contra o caos social que adviria das políticas de distanciamento social. Para começar, sugere um estado de sítio.
Pacheco e Lira também ganham tempo até que o diálogo com Bolsonaro pela união contra a epidemia acabe por se revelar a farsa que é - ou até que as pessoas comecem a agonizar sufocadas nas calçadas dos hospitais.
O objetivo comum é conter com custo baixo a ira crescente contra o genocida. O acordão Bolsonaro-Centrão não se sustenta com fúria popular crescente. Os colaboracionistas do empresariado, assim como os cúmplices por omissão, esperam também essa água na fervura que começa.
Para que a farsa durasse pelo menos um ato, Bolsonaro teria de engolir por uns dias as imundícies que cospe sobre as políticas de distanciamento, violência agora acompanhada de ações do governo na Justiça contra estados que adotam lockdowns (fajutos, mas ok). Seria também o mínimo para não desmoralizar logo de cara o ministro da Saúde que nem assumiu, esse que anuncia que a ciência irá para o governo.
Quanto mais tempo levar a farsa, melhor para a sustentação do grande acordo de morte entre Centrão, Bolsonaro e o grosso da elite econômica.
Em abril, começa a ser pago o auxílio emergencial. Há uma chance de estados e cidades conterem a explosão contínua de mortes na virada do mês, a tal estabilização do horror. Neste mundo sem Deus e em um país que aceita quase 3.000 mortes por dia, tudo é possível. O tombo da economia e os 100 mil cadáveres extras até o fim de abril já estão no preço da política e da elite.
Artigo do jornalista Vinícius Torres Freire publicado na Folha de São Paulo no último domingo, 21.

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