No Bico do Corvo
Hoje é diferente

Antigamente era normal dizerem que fulano tinha “costas quentes”, e nem pensar prender um amigo ou pessoa muito ligada a uma autoridade. Ser amigo de um prefeito, governador, deputado era salvo-conduto garantido. Isso acabou, já era, é de fato coisa do passado. A tese se reforça pela prisão do Fabrício Queiroz, homem muito ligado ao clã Bolsonaro.

Dominó
As investigações se aprofundaram, o esquema das “rachadinhas” foi esmiuçado, estaria repleto de depoimentos e até delações e será algo bem complicado para o senador Flávio Bolsonaro explicar e mesmo, se defender. O fato é que no dominó enfileirado, a primeira peça tombou. Vamos ver como a verdade se manifesta. 

Ministros
Tomara os ministros da Suprema Corte façam valer o que pensam sobre fakenews e liberdade de expressão. Quem trabalha seriamente com a notícia, sabe o quanto dói essa distorção entre a liberdade e libertinagem. Está na hora de moralizarem o segmento da informação e o que é tratado assim nas redes sociais e internet. 

Generalização
O Corvo quer deixar claro, que há muita gente, mas muita gente mesmo, fazendo um trabalho sério e importante na internet e redes sociais, mas infelizmente, tudo vai para a vala comum do descrédito, quando outros desvirtuam, mentem, contestam o que está certo, com a intenção de fazer a mentira, se transformar em verdade. Mas a campanha de saneamento parece funcionar, porque a cada dia mais pessoas dizem “não ao fuxico e notícias falsas”. Isso é possível ser medido pela quantidade de denúncias. 

Discurso
O Corvo ouviu de cabo a rabo a fala do novo ministro da Comunicação, Fábio Faria. Francamente, nem parece que ele pertence ao governo de Jair Bolsonaro, porque tudo o que disse, vai na contramão das práxis de seus, agora, colegas. Pode ser, Fábio será o homem que promoverá os primeiros movimentos de mudança no governo, o que seria por demais salutar para o presidente Bolsonaro. Ele falou em “pacificação” nas relações institucionais, tudo o que o país precisa no momento. 

Fortalecimento
Em suas palavras, Fábio falou em importância das empresas que atuam na área da Comunicação, elementos “verticais” da democracia, como é o caso dos canais fechados e abertos de Tv, emissoras de rádio e jornais, cada um cumprindo o papel dentro do seu quadrado. Colocou em evidência a necessidade de inclusão digital dos brasileiros, a começar pelos estudantes. Diga-se, ele é um político preparado, filho do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria e a esta altura, deve ter aprendido boas lições com o sogro Senhor Abravanel. 

Ex-pegador
Fábio, hoje, é um homem dedicado à família e à carreira política. É casado com a apresentadora Patrícia, segunda filha do casamento entre Silvio Santos e Íris Abravanel. Eles têm três filhos. Em tempos nem tão distantes, porque Fábio tem apenas 42 anos, foi considerado o Dom Juan potiguar, com uma lista considerável de famosas nos relacionamentos, como a atriz Priscila Fantin, Adriane Galisteu e Sabrina Sato. Apareceu muito nas revistas dedicadas às celebridades. A verdade é que o setor de comunicação está muito animado com o novo ministro e a reconstrução do ministério. 

Rádios piratas
Contaram, para o Corvo, que faz parte dos planos de Fábio Faria, o extermínio do que chamam de rádios piratas. Ele quer, em verdade, uma moralização na área da radiodifusão e na classificação da mídia formal; é com base nisso, que o governo fará a classificação da chamada “mídia técnica”. Segundo este colunista soube, técnicos do recém implantado ministério já possuiriam uma lista de emissoras em desacordo com as leis brasileiras e o nome Foz do Iguaçu, aparece com certo destaque, ou pelo menos, no topo das cidades de fronteira, onde há influência e cessão de frequências em países vizinhos. 

Ajuste
O Brasil, por sua vez, já estaria tratando com Paraguai, Argentina e Bolívia, uma dinamização no dial, e, isso começa por conversas diplomáticas, com base na isonomia cultural das nações, e todas possuem uma cláusula constitucional que regula a concessão para a instalação de transmissores. O fato deve tirar o sono de muitos negócios radiofônicos em toda a faixa de fronteira. Associações de emissoras formais, teriam fornecido aos técnicos do governo, uma lista de CNPJ’s, de empresas atuando na radiodifusão, sem a devida concessão.  

Weintraub
Até o fechamento desta coluna (fecha cedo), o ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, ainda estava no cargo. Segundo informaram a este colunista, o presidente não assinou a exoneração, para não roubar a posse do ministro da Comunicação, o que foi uma decisão acertada.  

Novo protocolo
Depois de vários e vários meses em obras, o setor de Protocolos da Prefeitura Municipal de Foz, passou a funcionar no endereço original, ou seja, ao lado do Palácio Cataratas. Mas quem diria, entregaram o espaço bem no meio de uma pandemia, depois que as pessoas aprenderam a fazer as coisas por meio de computadores. 

Pós-pandemia
É provável que o computador seja convertido em braços e pernas do cidadão e até mesmo de quem estiver administrando a cidade. Já existe acesso para praticamente tudo. Esse processo de informatização é a saída para muitas situações, até mesmo para consultas médicas. Não é atoa que o novo ministro colocou o tema em evidência, no seu discurso. Pensa na economia 

Tristezas e alegrias
Corvo, quanto tempo faz, não damos uma boa gargalhada, sobre um assunto qualquer, como o futebol, por exemplo, porque a gloria do time do coração é motivo para nos sentirmos em paz com a vida! Agora é só tristeza e nem mesmo assistindo as reprises, isso nos anima. A Globo está passando a Copa de 70 e meus filhos não estão entendendo nada. Não sabem nem que é o Pelé. Será que vamos superar essa Corvo?
Adelar Antônio G. Fogaça

O Corvo responde: vamos superar sim, isso vai passar e voltaremos a gargalhar, sorrir, sentindo o gosto que há pelas coisas boas da vida. E não é só futebol que proporciona prazeres, uma boa conversa pelo telefone, um livro, um filme, tudo ajuda. Mas o mais importante é manter a fé e o otimismo. Agora, ensine para os seus filhos quem foi Pelé, aquela geração sublime do futebol, mostre os vídeos, certas cosias são inesquecíveis e merecem ser lembradas. Sempre é bom manter a boa memória em evidência.    

Endurecimento
Os números dos covid-19 não baixam nem por reza, em Foz do Iguaçu. Contaram para o Corvo que não se fala em outra coisa nos gabinetes da prefeitura e que, o lockdown sempre é o primeiro da lista, antes de decidirem por outras medidas. Vão adiando o fechamento, porque será uma decisão dolorosa para toda a cidade. Acontece que não descartam essa possibilidade. É bom o povo ir se acostumando com a ideia. 

15 dias
Fechar a cidade toda, por 15 dias, seria uma maneira de localizar os casos de contaminação e depois partir para uma flexibilização definitiva. Foi o que um médico disso, ontem, ao Corvo. Mas será que a cidade encara mais uma parada dessas? 

Paciência
Avisar sobre um virtual bloqueio, com data marcada para voltar ao normal, é algo que estaria testado por meio de uma consulta com alguns empresários. Há quem concorde, mas também já andaram desligando o telefone, antes do início da conversa. Será difícil convencer a ala empresarial, bares e restaurantes. 

Pergunta fatal
Manter a flexibilização, aumentar os cuidados, distanciamento e a fiscalização, seria suficiente para conter a pandemia em Foz do Iguaçu? Todo mundo quer saber, mas os números dizem que não. A prefeitura não possui aparato suficiente para fiscalizar, porque há até tabacaria funcionando, no centro da cidade; as famílias de pessoas infectadas não estão sendo testas; parte da população não liga para as regras, sem usar máscaras, inclusive. 

Para dar certo
A evolução nas taxas de contaminação, só serão contidas apenas com medidas muito duras. O Corvo faz questão de repetir, que isso é a opinião de médicos, infectologistas, e órgãos que acompanham os acontecimentos. Tudo se faz, para evitar o colapso na área de Saúde. Mas um “lockdown”, nesta fase, é dureza no capo político e poderá ser evitado a todo custo. Se a população se cuidasse, levaríamos a situação com um pé nas costas.