No Bico do Corvo
Cofres cheios

Alguém já dizia: nada afunda Foz do Iguaçu, uma cidade que supera todas as dificuldades e obstáculos. Bom, se depender da arrecadação, mesmo em tempo de pandemia, o provérbio é verdadeiro. Chico, bora implementar a grana da arrecadação em benfeitorias, enquanto boa parte da população está no confinamento. Manda ver no asfalto, assim não reclamarão do trânsito impedido; ajeita as escolas, já que não há aulas e põe as obras no calendário. Se tem dinheiro e há recursos para enfrentar a Covid-19, de várias frentes, aproveita para cumprir o cronograma de obras. 

Trabalhando
O Corvo deu uma “avoada” pela cidade e testemunhou que algumas obras estão sendo tocadas normalmente e devem ser entregues em breve, como é o caso da creche do Jardim Buenos Aires, que entrou na fase da pintura e acabamento. A população local aguarda ansiosamente a ligação dos bairros Cataratas e Carimã, por meio de uma ponte na Rua Tigre; isso se faz necessário, sobretudo com o anunciado início das obras na Avenida das Cataratas.  

Errata
Sob os efeitos da pandemia, também erramos, o que parece ser comum em todos os meios de comunicações, a todo momento repetindo notícias e fazendo correções. Mas isso não é desculpa, o fato é que saiu uma foto de Ciudad del Este, na página 5, da edição de ontem, em matéria assinada pelo jornalista Ronildo Pimentel e que tratava de assuntos relacionados ao covid-19, em Foz. 

Salto mortal
Emendando a errata, é impressionante imaginar uma escalada tão abrupta, de 128 para 545 casos no espaço de 23 dias, o que é uma barbaridade. O que estamos passando já entrou para a fase do “pesadelo”, porque é difícil imaginar como nossa cidade será depois, com tantos negócios baixando as portas e pessoas perdendo o emprego. Não está difícil explicar o aumento de pedintes nas ruas e vale ressaltar, que nem todos aparentam a vida abaixo da linha da pobreza. Já há casos de pais de famílias que arriscam pedir alimentos na porta de supermercados. 

Desequilíbrio
Dureza é sentir a “desflexibilização” de medidas que foram muito comemoradas. Bem que muita gente avisou, que seria prematuro relaxar, porque era cedo, a doença nem havia aparecido para valer. Mas agora o estrago já está feito e a cidade vai acabar pagando o preço. À cada momento aumentam as chances de um lockdown, ou a emissão de mais decretos restritivos. Segundo este colunista apurou, a prefeitura não enfrentará muita resistência, porque a cidade está apavorada, a começar pela ocupação de leitos dedicados ao covid-19. Por isso, amigos, não vamos estranhar o anúncio de endurecimento.

Ciudad del Este
Corvo, me disseram que muitas empresas não voltarão a funcionar quando o “paraíso das compras” reabrir. Quem atravessar a ponte, ávido em busca das novidades, achará uma porção de lojas fechadas e produtos antigos, porque antes da pandemia, segundo disseram, os estoques ainda não haviam sido renovados. Pensa a tragédia? 
Claimar O. R. Sartori

O Corvo responde: prezada professora, o que deve acontecer é uma baita queima do estoque, com liquidações das mais diversas, dos eletrônicos à perfumaria e isso, certamente, vai atrair gente de todos os lados. Os comerciantes da cidade vizinha são experts em se safar de tempos ruins, isso sabemos bem. De outra maneira, eles repõem os estoques em dias. Tomara se recuperem.

No Paraná
O bicho está pegando seo Corvo, as cidades paranaenses, antes consideradas seguras, estão entrando na fase laranja, ou seja, um pouco abaixo do “vermelho”. E pensar que nos tempos em que grandes cidades da Região Norte, como Manaus estavam enterrando as pessoas em valas comuns, nos gabávamos de manter índices baixos do covid-19. E agora?
Paulo J. U. Peixoto

O Corvo responde: prezado, agora vamos tratar de nos defender e encarar o coronavírus de cabeça em pé, cuidando da família, se expondo menos, porque chegou a nossa vez. Apenas como comparação, Manaus está até mesmo fechando os hospitais de campanha e a população aprendeu uma triste lição. Provavelmente não relaxem mais nas medidas.   

Comparativo
Veja Corvo, os norte-americanos estão arrepiados com os picos de novos contágios, ocorrendo em vários estados. Chegaram a 35, 36, 38 mil pessoas infectadas ao dia, com os números dobrados se comparados aos nossos. Mas veja, no Brasil a média diária tem sido muito maior, 42, 43 mil novos casos! Será que vamos mesmo conseguir dominar esse bicho grudento, quer é o coronavírus? 
José Leandro B. Baptista

O Corvo responde que adora preguntas assim difíceis numa sexta-feira! Certamente que vamos, mas devemos fazer a coisa direito, se é que isso vai entrar na cabeça das autoridades e principalmente da população, que insiste em relaxar, não usando máscara e causando aglomerações. Não adianta o governo endurecer, se o povo dá um jeitinho de escapar e esculhambar o processo de erradicação da doença. 

Fim de semana
Hoje é sexta-feira e segundo disseram ao Corvo, tem gente anunciando festinha amanhã e na tarde de domingo e acreditem, fazem isso abertamente nas redes sociais. Como é que podem se comportar dessa maneira? É muita zombaria com coisa séria. Mas os desordeiros terão uma surpresa: o efetivo de fiscalização praticamente dobrou e disseram que pegarão pesado daqui em diante.

 

Moro distante
E como muitos previram, sem a necessidade de uma “bola de cristal”, o ex-ministro Sérgio Moro vai ficando sem o tapetão multicolorido do sucesso, com aquele ar de estar pendurado na brocha. É mais um “quixotesco” na política brasileira. 
Charge do corvo moro 1 e 2

Sem paradas
Ultimamente o presidente Bolsonaro está passando reto pela portaria do Palácio da Alvorada, onde em geral, dá aquela paradinha para cumprimentar os apoiadores. Segundo uma informação, ele deve se mudar temporariamente para o Palácio Jaburu, em razão da infestação de ratos na residência oficial. As várias tentativas de extermínio dos roedores, foram infrutíferas. 

“Extremistas”
Corvo, essa palavra foi incorporada ao dicionário político brasileiro. Aqui entre nós, isso era mais comum na Europa, com as manifestações dos partidos de direita, ou no Oriente Médio. Fica até estranho ouvir isso num país como o nosso, onde os setores políticos nunca foram tão radicais. 
Marcio J. Q. Silva

O Corvo responde: “extremistas” sempre existiram em nosso país, são aquelas pessoas difíceis de dialogar, porque possuem a ideia fixa de que as coisas, devem ser do jeito delas. Mas gente presa pela prática do extremismo, é raro; nem nos tempos do Lula, quando se imaginava que haveria um extremista em casa esquiva, no entanto, se converteram rapidamente ao sistema.   

Dom Fabrício
A estada na tal casa do “Anjo” está se tornando uma comédia. Afinal de contas, porque será, Fabrício Queiroz cumpria confinamento domiciliar tanto tempo antes da pandemia? Vai ver alguma cigana disse para ele ir se antecipando. Eita medo que turma tem, dele abrir a boca hein? Segundo se sabe, a patroa sumida é quem ameaçava falar, caso corresse o risco de prisão. 

Bons tempos
Agora, na cadeia, essa gente vive de lembranças, como é o caso do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Que mudança de hábitos hein?  Viver de corrupção, nunca acaba em final feliz, mesmo assim, com tantos exemplos, a turma continua merendo a mão no jarro. Olha quantidade de inquéritos, de desvios com a compra de insumos e equipamentos para combater a pandemia?  

Certo ou errado?
Corvo, fui comprar um lanche e havia uma publicidade onde oferecem o queijo “muçarela”, isso está correto. Até as crianças, no bando de trás, deram risada. Diz aí, oh professor de Deus! 
Nathália Cerqueira. B. Jesus

O Corvo cultural responde: prezada, está corretíssimo, o brasileiro é que se acostumou com a palavra errada “mussarela”. Se bem eu o correto, seria usar “mozarela”, como está no cardápio de muitas pizzarias.