No Bico do Corvo
Cartas ao corvo (xxcc)

Bom dia! Este colunista espera que a semana seja de algum modo frutífera, sem aquela dúvida cruel de correr o risco de contrair o Covid-19. Sim a dúvida é dolorosa, só de pensar, porque com tantos infectados, o iguaçuense já formou opinião, que terá dificuldades de atendimento em caso mais delicado. O Corvo aproveita o exercício laboral de domingo, para esvaziar a gaveta de comunicados dos leitores.  

Bloqueios
Caro senhor Corvo, então hoje teremos mais cinco bairros bloqueados, no setor Leste. E amanhã, quantos bairros mais enfrentarão o lockdown? Quero ver quando apertarem o perímetro no Jardim São Paulo, Vila Yolanda e esses locais mais pertos do centro. Não será fácil controlar a população. Não estou gostando nada disso que está se formando Corvo, o povo não se cuida e continua furando as regras. 
Murilo B. Alcântara

O Corvo responde: prezado, a estratégia da prefeitura é esta, de trabalhar os perímetros onde há maior incidência da covid-19. Atacou a região norte e passa a controlar outras localidades. A atividade maior parece ser a de conscientização, e o que se vê, é as pessoas desrespeitarem as medidas, até mesmo na cara das autoridades. A capacidade de leitos de UTI está para colapsar e quem precisar de atendimento, corre o risco de ficar na mão. Vamos torcer para o projeto de lockdown regional dar certo.

Miniaturas
Que barbaridade isso Corvo, os brinquedos se tornaram equipamentos de contrabandistas? Quanta criatividade! A notícia do barquinho, cheio de celulares é digna de sair no Fantástico. O que mais devem estar inventando hein Corvo? 
Marcio José R. Junqueira

O Corvo responde: prezado, a coluna fechou no domingo após o almoço, mas certamente as editorias de curiosidades utilizarão a matéria, porque o feito é mesmo fantástico. Quem imaginaria a utilidade assim para drones e barcos de brinquedo? É o tipo de situação que acaba dificultando até a fiscalização, porque no lugar de procurar elefantes, como é o caso de mercadorias escondidas em caminhões, precisam ficar de olho nos camundongos, rápidos e quase desapercebidos. 

Almanaque
Os órgãos de controle de fronteira possuem uma espécie de museu para estudar e aprender a traquinagem dos contrabandistas e falsificadores. A unidade, segundo informações, fica em São Paulo e é tão repleta de curiosidades, que se cobrassem ingresso, arrecadariam uma boa grana dos curiosos e pessoas que adoram esse tipo de entretenimento, em saber sobre situações adversas. Lá há um pouco de tudo, rótulos perfeitamente elaborados, garrafas e até pedaços de automóveis. Certamente as miniaturas entrarão para o almanaque dos ilícitos fronteiriços. 

A velhinha da moto
Nos tempos que o Corvo vivia longe de Foz, ouvia uma piada da época, sobre a fronteira, sobre uma idosa que cruzava a ponte rotineiramente com um saco cheio de correntes na garupa de uma “lambreta”. Os fiscais viviam desconfiados, e, nada acabavam encontrando. Tempos depois descobriram que a senhorinha, com cara de professora aposentada, contrabandeava as lambretas. As correntes serviam para desviar a atenção. 

Dificuldade
Corvo, não sou de reclamar, mas está muito difícil de assistir televisão de uns tempos para cá. A gente vê novela, sabendo o que vai acontecer; shows, só se for na casa dos artistas, com mais falatório do que música; filmes antigos cobrindo o horário do futebol e nos telejornais, o assunto é covid-19, Fabrício Queiroz; covid-19, Bolsonaro sem usar máscara; covid-19, ministro que mentiu sobre pós-graduação; covid-19, falta de leitos hospitalares, tá louco, a gente não enlouquece pelo fato de ficar em casa, mas ao ver o que há fora dela. 
Marcos R. G. Andrade

O Corvo responde: prezado, ache um livro para ler, mas use a máscara, porque se não pegar covid-19, poderá sofrer com os ácaros e o mofo, daí, precisará ir ao médico e é aí que a porca vai torcer o rabo. Mas não há solução, é simplesmente o momento que estamos atravessando e embora o otimismo, isso vai longe.

Pico?
Qual será a distância para se chegar ao topo da curva epidemiológica? Taí uma pergunta que as pessoas fazem a todo momento e o Corvo não sabe responder. Aliás, parece que ninguém sabe no Brasil, porque no lugar das coisas melhorarem, pioram. 

Não dá para entender
Corvo, a gente fica de cara com as notícias sobre os recordes de contaminações em nosso país, no entanto, o comércio reabre nas grandes cidades, justamente onde o covid-19 está fazendo a festa. Não deveria ser o contrário? Será que a solução não seria trancar o mundo por 15 dias e depois tentar voltar ao normal?
Paula. G. Silvestri Macedo

O Corvo responde: prezada, os projetos de distanciamento, lockdown e medidas similares, servem para achatar a curva e aliviar a situação nas UTIs, mas parece que nem isso não adianta mais. A curva achata e novas ondas vão surgindo. Veja o caso de Manaus, que chegou a fechar os hospitais de campanha: a ocupação dos leitos de UTI está subindo novamente, já voltou aos 65%. Tudo depende da conscientização da população. 

Presepada 
Pois então Corvo, o novo ministro da Educação mal entrou e já está faiscando. Mas me diga, será que alguém não tem o cuidado de antes fazer uma varredura na vida da pessoa e saber se ela está de fato preparada para a função? Porque depois vão descobrindo podres aqui e ali, e dá-lhe desgaste na imagem do presidente. Não precisava ser assim, não acha?
Francisco (Chiquinho) R. Silva

O Corvo responde: caro Chiquinho, é perfeitamente possível realizarem um “exame” de títulos em alguém que assume um cargo executivo de primeiro escalão. No caso do novo ministro, Carlos Alberto Decotelli, experimente pesquisar a quantidade de cursos realizados e cargos ocupados pelo homem ao longo da vida? A lista não é nada pequena. Mas o atual governo tem dessas, de agir por impulso, depois paga o preço. O que o Brasil precisa é um pouco de paz para enfrentar a crise na área da Saúde, que aliás, ainda mantém um ministro interino. 

O frio chegou
Corvo, o mês de junho foi-se embora e nem tivemos o gostinho das tão esperadas festas juninas. Que tristeza isso. Mas o frio chegou. Será que as pessoas se lembrarão de realizar campanhas de agasalhos? As atenções estão voltadas para o coronavírus e tem muita gente tremendo nas ruas.
Maria Aparecida 

O Corvo responde: apesar dessa tensão em razão das endemias, há sim várias campanhas para aquecer os vulneráveis. O Gdia inclusive realiza uma. Os clubes de serviço estão trabalhando duro para assistir aos necessitados.  

Lista 
Corvo, na área da política, vocês escreveram que Foz terá mais de dez candidatos. Nunca chegaremos a isso, porque as pessoas lançam os nomes para sacolejar um pouco o processo e isso faz parte da estratégia dos partidos. Acredito que Foz terá no máximo cinco nomes na disputa, dois fortes e os demais para ajudar na divisão de votos, sempre pendendo para um lado, ou outro. É assim que acontece. Mas na lista de vocês, esqueceram o Paulo Ângeli, um dos primeiros a colocar o nome à disposição. 
Rubens O. P. Maquelatto

O Corvo responde: sim, são tantos os nomes, que é normal a memória ou a pesquisa falhar. Vai aqui um pedido de desculpas ao amigo Paulo Ângeli, pessoa devotada à cidade e que está à disposição de encarar o rojão, caso seja convocado. Mas em sua, a realidade não será muito diferente da abordada pelo leitor, afinal de contas, uma campanha custa caro, e a situação anda apertada para todos. Pesquisamos e teremos novidades nos próximos dias.