No Bico do Corvo
Atos “badernáticos” 

Quem ajudou a avacalhar a dona Democracia recebeu visita da Polícia Federal na manhã de ontem, por meio de um pedido de busca e apreensão em residências de blogueiros, ativistas, políticos e simpatizantes desses movimentos imbecis, de xingar ministros e congressistas em troco de nada. Sim, porque muita gente nem forma opinião sobre o que está fazendo, vai na onda e se dá mal. 

Livre expressão
E o interessante, é que alguns se julgam injustiçados, porque apenas expressaram a opinião e isso é um “direito constitucional”. Caluniar, difamar e injuriar são crimes contra a honra e não podem ser confundidos com liberdade de expressão; são manifestações além dos limites, algo que ultrapassa a linha da responsabilidade e do decoro, das regras que permeiam o convívio social. 

Pela bola 8
Dizem que é a situação do ministro da Educação AbrahanWeintraub deixou de ser confortável com o presidente Jair Bolsonaro. Depois de se expor em manifestação do domingo, as relações ficaram um tanto estremecidas, tanto que Bolsonaro tem reclamado aos quatro cantos. Pode ser, o Brasil enfrente outra troca no ministério. Seria desgastante, mas aliviaria um pouco a pressão contra o governo. Bolsonaro precisa mandar um recado mais firme, de que não aprecia manifestações fora do controle, ou que excedam a linha do bom senso. Em Brasília há um zum-zum que a cabeça de Weintraub pode rolar a qualquer momento. 

Contradição
Os fanáticos pode fazer qualquer coisa em nome da “liberdade de expressão”, mas quando o contraditório se manifesta, não aceitam. É o que está acontecendo com o cartunista Aroeira. Por causa da publicação de uma charge, o Ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, ameaçou instaurar inquérito contra o artista gráfico.

Renato Aroeira
Artistas, escritores, jornalistas, cientistas e professores, repudiaram frontalmente a declaração de Mendonça, que viu ameaças à "segurança nacional" em razão de uma charge em que Aroeira ironiza as falas do Presidente da República incitando seus seguidores a invadirem e filmarem hospitais. 

Que medão
O ministro disse que o desenho de humor “leva perigo à integridade do Estado, coisa que para o segmento que apoia Aroeira não passa de um “delírio fanático que alimenta as fantasias totalitárias dos criminosos que promovem ataques crescentes contra a democracia no Brasil”. E é esse senhor que o presidente espera ver na Corte Suprema. 

Mistureba
O que Bolsonaro precisa fazer, é dar uma demonstração mais firme em favor da democracia e seus valores e deixar de lado a ambiguidade, porque ela não ajuda, pelo contrário, aumenta a dúvida e o medo em quem vê ameaças contra o sistema. A paz e a normalidade dos atos, sem distúrbios e ameaças, seria um caminho mais firme para os brasileiros lidarem com a linha de frente dos problemas, que não são poucos, com a pandemia.  

Retomada
A vida parece florescer no setor de Turismo e mesmo que o movimento seja tímido, mexe com o ânimo de toda a cidade; é aquele afago no ego que Foz precisava para encarar o que vem pela frente. No mais, será possível dar uma demonstração de maturidade, ao saber flexibilizar, ao mesmo tempo lutando contra o covid-19.

Jamais
O Corvo deu uma apalpada nos ânimos em Assunção e está muito difícil o presidente Marito Abdo aceitar qualquer medida de flexibilização com relação a abertura da Ponte da Amizade. Ele teria expressado a preocupação com as fronteiras secas com o Brasil e pode enviar reforço de fiscalização para a extensão que há no Mato Grosso do Sul.    

Tormento
O que mais balançou a cabeça dos empresários que tentaram falar com o presidente paraguaio de segunda-feira para cá, é que o processo de abertura de fronteiras, segundo confidenciou um ministro, pode levar até um ano. É fato: qualquer medida está calçada nos números do covid-19 no Brasil. O Corvo detesta dar notícias ruins, mas é isso que acontece. Abrir a fronteira com os vizinhos será uma tarefa muito complicada e cheia de pontas.

Em Foz
Na linha de “detestar notícias ruins”, se engana aquele que acredita que estamos longe de uma retomada nas restrições, do tipo “lockdown”. Uma parcela considerável da ala técnica, na Saúde, acredita que só assim Foz conteria o aumento no índice de contaminações. Existe uma conversa de bastidores, pedindo o fechamento da cidade em todos os setores, pelo menos em mais 15 dias, o que seria suficiente para dominar a situação e fazer uma testagem mais abrangente. A resistência acontece na ala política, depois de tantos acordos de flexibilização. Se houver um lockdown, Chico pode procurar uma carpintaria e mandar fazer a cruz. 

Dramático
Assim foi o relato do filho do paciente que veio a óbito em razão do covid-19, em Foz, no domingo. Se bem que é difícil considerá-lo um “paciente”, porque ao deu para entender, foi atendido à distância. Agora vem a pergunta: se tratava de alguém com doenças pre-existentes, com 60 anos, e, ao testarem positivo, não deveriam levá-lo para uma setor intensivo? É isso que dá medo, de falar atendimento ou empacar na falta de organização e acabar morrendo em casa. Triste isso, muito triste.   

Donos de bares e restaurantes
O Corvo é um frequentador de muitos estabelecimentos e talvez, por isso, os proprietários se sentem à vontade telefonando, aflitos, para saber se a prefeitura mandará fechar tudo de novo. Essa dúvida aumentou com o decreto para os novos horários. É difícil saber e prever, mas se o número de testagem positiva continuar alto, é provável que haja endurecimento. Pode ser, façam mais uma redução, a exemplo de outras cidades, onde o comércio abre tipo 10 horas da manhã e fecha 16:00, evitando o rush. Nesses casos as empresas continuam a trabalhar o delivery o tempo todo. Ainda há muitas alternativas até uma medida mais extrema, do tipo “lockdown”.

23h00
Um leitor enviou uma cartinha ao Corvo e acertou. A maioria dos estabelecimentos na área de serviços e gastronomia colocam as cadeiras em cima das mesas lá pelas 23 horas, o que não muda muito a situação. Neste caso, a regra vale para botecos nos confins, ou em bairros que atravessam a noite na baderna, com música alta, gritaria e bebuns se abraçando e beijando; é como brota o amor depois de uma dúzia de cerveja. É fácil identificar o povo nas alturas, é quando um olha para o outro e diz: “eu te amo cara!”. Afago de borracho é bem assim mesmo. 

Política
Os leitores cobram o Corvo na publicação de notas políticas. É preciso calma, porque o terreno está em movimento e com a pandemia, muita gente, prefere ficar na sombra. Mas este colunista estabeleceu uma linha de estratégias para analisar o setor e numa rápida pesquisa, descobriu que poderá haver novidades nos processos da Operação Nipoti; eles estão “estacionados” e se tem vereador dizendo que foi inocentado, isso não é verdade. Pior, o assunto pode enveredar para o lado eleitoral. Pensa uma bagaça dessas em ano político?

Bocão
Há dois ditados que devem ser levados a sério no ambiente da fauna. Um é “minhoca esperta não atravessa galinheiro” e o outro é bem mais antigo: “bicho de boca grande não vai à festa no céu”. É que certas pessoas andam falando demais sobre os processos, quando o correto seria deixá-los quietinhos, onde estão. Já que estamos nos ditados, “cutucar a vara” com a onça curta não é uma boa. 

No horizonte
Um sintoma de que há preocupação com o caso Nipoti, é a informação que uma cliente deixou o escritório de advogados em Curitiba. O Corvo se interessou pelo assunto e não gostou muito do resultado da pesquisa. “Ingratidão” e “deslealdade” não são predicados adequados para se esboçar, a quem trabalhou e teve êxito em defender e conseguir reintegração. Gente do bem não gosta de trairagem.    

Seo Paulo
Esses dias o Corvo publicou uma notinha resvalando no Mac Donald e claro, isso atiçou a atenção de muita gente. O fato é que o homem vem babando e está sendo incentivado por muitas alas, de estudantes à professores, de empregados à empresários, de auxiliares à médicos e assim vai... pode haver novidades nos próximos dias.

Frontal
Caso Paulo entre em combate, será virtualmente a pedra no caminho da reeleição do Chico, ainda mais sem a possibilidade de divisão de voto, uma vez que não teremos o Phelipe na disputa, o que é uma pena. Será um momento interessante para acompanhar.  

Tributos
Alguém estaria organizando mais um tributo em memória ao Phelipe Mansur. Será que não seria o caso, deixá-lo em paz, de preferência sem o envolvimento político? Phelipe será lembrado eternamente pelos amigos, porque muita gente gostava dele, como é o caso deste colunista, mas esses movimentos hipócritas não ajudam em nada. Em vida, Phelipe enfrentava muita dificuldade em lidar com algumas pessoas, algumas delas estão articulando essas odes memoriais. Calma gente. Muita calma nessa hora.