Vans, que diria?


- Por: Redação 1

Vans, que diria?

Durante muito tempo, as vans e veículos alternativos, eram os maiores vilões do transporte público na cidade. Era, inclusive alvo da categoria que compreende os motoristas e cobradores, pois as operações ameaçavam o caixa das empresas e por tabela, os empregos. A prefeitura batia duro; fazia blitze e o pátio de veículos aprendidos, vivia cheio. Muitos pagam a multa e eram devolvidos para as ruas, outros bem tanto, porque acumulava, infrações e atraso na documentação. Quem diria, com a greve dos funcionários no transporte público de Foz, a solução foi (mais uma vez) apelar para o transporte alternativo. O que antes era um problema, hoje é a solução.

Greve e pandemia
As coisas não vão bem em nenhum segmento. O que parece, é que há uma trava nos setores produtivos, porque os decretos, por suas necessidades, afetaram a cadeia produtiva. E, na hora da reação, o povo não pode contar com os ônibus? Alguns donos de empresas não sabem o que fazer, porque se repõem o que os funcionários exigem, não terão dinheiro para combustíveis, manutenção e a limpeza dos carros, o que é fundamental em tempos de pandemia. 

Subsídios
Há quem argumente a necessidade de o município investir uma grana no setor de transporte, desanuviando a situação. As empresas, são obrigadas a manter ônibus novos, e, fazer o mínimo para garantir o transporte, mesmo agonizando. Não é uma situação fácil de se resolver. O risco, é as vans entrarem no sistema e não saírem mais, porque ganharam licença moral para trabalhar e ainda cobrando a passagem à vista. Dentre outras é assim que o sistema vai para o brejo. 

Prejuízos operacionais
Não é ilegal e nem imoral o governo apoiar o transporte, afinal de contas é um direito do cidadão. Um projeto de investimento daria sustentabilidade ao sistema, viabilizando-o para depois da pandemia, coisa que o iguaçuense vai precisar muito. Várias cidades estão implementando projetos que garantem a vida do setor de transporte, mantendo as operações, sem lucro aos empresários, preservando os empregos. Chico deve estar pensando muito na situação. 

Vacinação
O Corvo vai relatar uma experiência pessoal. Este colunista entrou no site da prefeitura, agendou a vacinação para as 11:00 do dia 20, terça-feira. No local, foi recebido por agentes da Saúde e informaram que a vacinação iniciaria pontualmente no horário agendado. E foi o que aconteceu, às 11:04, o Corvo estava saindo, feliz da vida, do posto de atendimento na Vila Iolanda. Nem deu para sentir a agulha entrar e despejar o líquido milagroso. Parabéns pela organização. Possivelmente não haveria tanta rapidez lá nos Estados Unidos, onde vacinam mais de 3,5 milhões de pessoas ao dia. Os norte-americanos ultrapassaram a marca de 50% da população e já estão espetando a agulha na molecada de 16 anos! 

Já no shopping...
Na terça-feira, havia apenas dois endereços para o povo de 62 anos receber as doses contra a covid-19. Um onde o Corvo foi vacinar e o outro no Shopping Catuaí Palladium. Lá a fila era muito grande, invadia, inclusive, uma das pistas da Avenida das Cataratas.

Boatos maldosos
O Corvo escreveu que a pendenga nos postos de Saúde, para a aplicação da segunda dose, ocorrida na segunda-feira, foi por causa do sistema, mas em verdade, a bagunça se formou em razão de espalharem boatos. Muitos idosos sofreram com a maldade. Quem aprontou essa vai arder no mármore do capeta.

Tratamento precoce
Corvo, eu tomei esses medicamentos para prevenir a covid, mas isso foi lá no começo, e, fracamente, quero contribuir, porque alguma coisa errada aconteceu em meu corpo, os cabelos estão crescendo em todos os lugares, até na cabeça, levando em conta que eu era meio careca. Nasceram umas pintas esquisitas na cara, sinto dores nas gengivas e tenho que cortar as unhas dia sim, dia não. O que será está acontecendo comigo hein seo Corvo?
Marcello A. J. Silva

O Corvo responde: seria necessário descrever melhor os sintomas, porque se eles ocorrerem em noite de lua cheia, se tranque e jogue as chaves fora, porque isso pode ser caso de lobisomem. Mas para ficar mais tranquilo, o ideal é procurar um médico.

Virar jacaré
Corvo, tomei a vacina e não senti efeitos colaterais, pelo menos até agora. Só uma tontura mínima. O que estou cuidando mais é para ver se vai criar casca na pele, porque não quero virar jacaré, igual estão falando. Será que a vacina não dá mesmo problema? 
Jair Villa C. Cantaleano

O Corvo responde: como este Corvo já relatou, ao tomar a vacina, não surgiram efeitos colaterais agravantes. Deu uma pequena quase imperceptível dorzinha de cabeça. Já o Corvo está cuidando para não crescer um rabo, em todos os casos, tem um pequeno lago na chácara onde o Corvo mora, em caso de virar jacaré. Não será, ao todo, um problema. Pelo menos não morrerei de covid.   

Contrabando de vinhos
Nunca, em tempo algum, se imaginou tantas garrafas de vinhos contrabandeadas pelas estradas do Sul, parece ser o jeito das vinícolas argentinas sobreviverem, porque só o mercado interno não dá conta da demanda, ainda com safras muito boas nos últimos anos. Isso tudo acontece com as fronteiras fechadas, o que nos dá uma dimensão do que seria, na normalidade. O vinho argentino é o bem de consumo de muitos brasileiros, mesmo com o ágil pandêmico. Em outras épocas, era o uísque paraguaio, o rei das apreensões no ramo das bebidas. A diferença com os produtos argentinos, é que eles não são falsificados. Muita gente tem curiosidade em saber o que é feito do material apreendido. 

Transformação
Há quem defenda leilões para abastecer restaurantes. Numa rápida pesquisa, o Corvo descobriu que todas as bebidas alcoólicas viram álcool em vários formatos. Pensa, um D.V. Catena virar produto para limpar o chão? Que judiação! 

Droga nos containers
O tráfico continua inovando, arranjando soluções quase que fenomenais para enviar droga à Europa, que barbaridade? A moda, pelo momento, é ocupar os contêineres em aeroporto e principalmente nos portos. E não é uma tarefa fácil, porque o vai e vem é grande nos pátios, com gente entrando e saindo a todo instante, sem contar que há aquelas torres enormes, várias, levando container de um lado ao outro. Isso tem o cheirinho de mão molhada. 

Movimentos
Muitos iguaçuenses estão em Brasília, organizando e participando dos movimentos que eclodirão na semana, assim que iniciarem a CPI do Covidão. Tomara o país não entre em convulsão por causa disso. 

Feriado chato
Data nacional, na quarta-feira, isso ninguém merece. A pandemia está causando uma sensação de desperdício até nos momentos cívicos. Ontem muita gente trabalhou normalmente. Do jeito que as coisas acontecem, em breve, não teremos mais finais de semana. O povo vai mandar ver para recuperar o tempo perdido. 

Não é só aqui
Quem pensa que é só o Brasil está inquieto com a pandemia, na luta pelo direito de produzir e trabalhar, se engana. Na Alemanha o bicho está pegando, com muita gente protestando contra as regras de distanciamento. O que o Brasil precisa é dar um jeito de aumentar essa vacinação e urgentemente, do contrário, o país vai se converter nessa barrica de pólvora, com o paiol no fim da queima. 

Que venham los Hermanos
Alguns locais de Foz estão tirando o pé da jaca, por causa da valorização do Guarani, a moeda paraguaia. A valorização está garantindo o comércio antes travado pela pandemia. Havia mais gente nas calçadas da Vila Portes, do que em CDE.

 

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