Renan baixa o tom


- Por: Redação 1

Renan baixa o tom

O assunto em Brasília é a pegada do senador Renan Calheiros. Ele foi na jugular do governo e isso assustou até a base oposicionista. Foi tão duro, que o presidente do Senado começou a acreditar que sua permanência na relatoria da CPI da Covid, poderia ser derrubada pelo STF. Pudera, irritaram o homem. Aqui entre nós, será que não havia alguém menos conflitante para indicarem para ser o relator da fatídica CPI? 

Hora sinistra
Muita gente acredita que não é o momento para instalarem uma CPI assim. A pandemia continua apavorando e com a ameaça de uma terceira onda. Não seria o caso esperar a situação amenizar, para depois, envolver o povo do governo? Sim, porque tem gente deixando de lado processos de aquisição de vacinas, oxigênio, insumos para entubar os pacientes, medicamentos para tratar infectados, dentre outras situações, para correr o dia todo atrás de documentos e se defender da CPI.

60 anos
Foi pela tampinha, que não conseguiram cumprir a meta de vacinar todos os idosos, prioritários e essenciais até hoje, último dia de Abril. Mais alguns dias e recebendo as vacinas, o Paraná vai começar a atender as faixas etárias inferiores. 

Comparação?
Convenhamos, não é possível comparar a eficiência de Israel, com a do Brasil, que barbaridade? Nem com outros países como é o caso da Itália e Reino Unido. Israel tem 9 milhões de habitantes  e uma área de 22 072 km². Para terem ideia, o Paraná é cerca de quatro vezes maior e com 11 milhões de habitantes. O Corvo nem teve o cuidado de calcular essa dimensão com o Brasil. Com vacinas, nosso Estado já teria imunizado muito mais que 50% da população. Proporcionalmente, o Paraná ainda perde feio para os israelenses. Até ontem, Israel havia vacinado 5,6 milhões de habitantes (começou a vacinação bem antes), o Brasil, mais que o dobro, cerca de 12 milhões de totalmente vacinados. O fato é que não há comparação. Apenas para ilustrar, todo o Estado de Israel, cabe dentro das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. Veja o desenho na proporção. 

Com vacinas
O Brasil deveria largar mão do blá-blá-blá e partir para imunizar a população, correndo atrás do prejuízo, isso sim. Um país como o nosso, que não tem medo de ser feliz, deveria empenhar todos os esforços no desenvolvimento dessas vacinas, testá-las e aprová-las e chutar esse chutar esse covid-19 do mapa. A vacina desenvolvida pelo Butantan parece ser eficiente o que falta é um pouco de atenção da ala que move a ciência no governo, liberando recursos; seria mais barato que empenhar a compra de vacinas dos laboratórios estrangeiros. No fim, o imunizante ajudaria muito até os países vizinhos. Mas a opção parece ser dar atenção à CPI, seria como o cão viver de correr atrás do rabo. É triste. 

Aumento
Depois de vários dias com o contágio por covid-19 na casa dos dois dígitos, o placar superou uma centena de transmissões, com cinco óbitos. Algumas autoridades sentiram a inquietação com os números e os dedos voltam a apontar o botão das restrições. 

No Brasil...
O país atingiu a lamentável marca de 400 mil mortes por covid-19. Foram 100 mil em apenas 37 dias. Fatalmente alcançaremos o emblemático número de meio milhão de óbitos. E ainda há quem negue a pandemia. Que barbaridade! 

Novas variantes
O perigo agora, vem da Índia. Dizem os especialistas, que a terceira onde terá origem nas variantes indianas, porque a coisa por lá dissemina com violência até. Curiosamente o número de óbitos não é proporcional à infestação, pelo menos até o momento. Até ontem, o Brasil possuía aproximadamente a o dobro de óbitos, caminhando para superar os Estados Unidos. 

Mesmo com a vacinação...
... a índia já vacinou quase 200 milhões de pessoas, mas como possui população na casa de 1,3 bilhão de habitantes segue no epicentro da pandemia. O problema é exportarem as variantes, depois da situação meio que controlada na Europa. 

Covid pega com vacina? 
Corvo, conheço várias pessoas que foram vacinadas e depois contagiadas pela covid-19. Isso quer dizer que não estão 100% seguras. Li na internet que ocorreram inclusive óbitos com pessoas vacinadas com as duas doses. Sendo assim, não estamos seguros, é certo? 
Marcia L. G. Sandoval

O Corvo responde: ninguém está ou estará 100% seguro, até porque as vacinas apresentam 70%, 85%, 98% de eficácia. O que acontece, é que em vacinados, o vírus agirá com menos intensidade, evitando tantas internações. São raros os casos de óbitos depois das duas doses da vacina e no período de criação de anticorpos, mas não impossível de acontecer. Com o “rebanho” vacinado, haverá menos transmissão, em consequência, uma menor ocupação por leitos e maiores chances de atenção e tratamento. 

Campanha dos tropeços
Corvo, não faz muito tempo, você escreveu que a campanha pela presidência, no ano que vem, será baseada nos erros cometidos na pandemia. É o pior quadro que os brasileiros poderiam acompanhar, porque se em tempos de normalidade, já é impossível assistir programas eleitorais, pensa você assistir aos telejornais e depois os políticos se pegando de novo? Jesus, nos acuda!
Raimundo K. L. Farias

O Corvo responde: políticos que encaram uma campanha, visam as falhas dos oponentes. Em contrapartida, lançam suas promessas. Quem enfrenta crises e ainda consegue fazer um bom governo, é que possui chances de se manter no poder. É isso o que os eleitores avaliam. Campanhas ruins, acusações, e enfrentamentos pobres, sem qualidade, ajudam a diminuir o interesse do eleitor. Não será um privilégio dos políticos brasileiros, se defenderem ou acusarem, com base nos efeitos da pandemia. Leia-se “privilégio”, com um tom de ironia. 

Farmácia Raia
Corvo, li no jornal Folha de São Paulo, que a Farmácia Raia ficou aberta 24 horas nos tempos da Gripe Espanhola? Puxa vida, eu pensava que era uma rede nova. Essa empresa existe faz mais de um século!  
Giovanni J. Gonçalves

O Corvo responde: sim, caríssimo, antes era conhecida como Droga Raia, nos tempos que se escrevia “Pharmácia”, com “PH”. Trata-se de uma botica inaugurada em 1905 pelo grande Marcíllio Pousada, dono da antiga Drogaria São Paulo, onde havia escadas para escalar as estantes de madeira adornadas com cristal. “Pharmacia” era coisa chique! Apenas para ilustrar, a rede hoje, fatura 21,1 bilhões de reais e emprega cerca de 44 mil pessoas. 

A lanterna
Corvo, interessante esse caso do grego que morava na barrica e andava por aí com uma lanterna de dia, procurando alguém honesto. Nos dias de hoje iria parar no manicômio. E será que ele, o tal Diogenes, conseguiu iluminar alguém? 
Tânia Maria S. Campos

O Corvo responde: parece que não, devido a exigência de honestidade pretendida. É para ver como as coisas eram naquele tempo, quando já havia corrupção. Taí uma praga difícil de erradicar, e, que suplanta milênios. Mas a busca pela sociedade perfeita continua. O homem tem vontade de acertar, mesmo que seja tímida. 

Aumento? 
Corvo, não entendo essas coisas: está praticamente impossível pegar um ônibus, ou é por causa da pandemia, ou em razão da greve e ainda por cima, dão aumento de tarifa? Que situação hein? 
Paulo Cesar F. Rafoeri

O Corvo responde: trata-se do resultado de uma demanda judicial em curso. Pode ser, o reajuste, ajudará a aclarar a discussão entre empregados e patrões no setor. Se bem que a medida deve entrar em prática hoje.

 

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