Perigoso ter muitos ministros


- Por: Redação 1

Perigoso ter muitos ministros

Situação arriscada essa hein? Quanto mais ministros se revezam em uma pasta, em período de crise, mais eles serão usados contra o governo em alguma oportunidade. É o que acontece na CPI do Covidão. 

Tripla cacetada
As declarações do Mandetta sacudiram o coreto do Bolsonaro, e, atingiram pastas correlatas à crise, como Relações Exteriores e Economia. Ser atrapalhado pelo Chanceler e evitado pelo homem que comanda a grana, se tornou uma tarefa das mais complicadas no cargo de ministro. É assim que a CPI vai se espalhando, em momento muito infeliz. 

Adiamento trágico
O ex-ministro, general Pazuello trançou os pés pelas mãos. Não atendeu a CPI, alegando contato com subordinados infectados, em verdade, tentou a audiência remota. Deu foi um tiro no pé. A CPI caminhará e os algozes do governo acumularão munição, até o dia da nova convocação. Se falasse na última terça, 04/05, Pazuello teria chances de se defender em melhores condições. Daqui 15 dias, será bem mais difícil matar a cobra e mostrar o pau.    

Família unida
O que disse o ex-ministro da Saúde, o Mandetta, aclara de que maneira as crises são enfrentadas na presidência, com uma porção de pessoas atuando nos bastidores. O que um vereador do Rio de Janeiro pode agregar de valor em reunião de ministros? Isso vai complicando a vida do Bolsonaro e seu clã. Se depender do rol de acusações, teremos manifestações em apoio ao presidente, dia-sim-dia-não. 

Enquanto isso...
...faltam vacinas, os números de contágio e óbitos continuam altos, a economia treme com a possibilidade de uma terceira onda, e, esse cabo de guerra político, com o país dividido, com cada grupo puxando a corda para um lado. Que barbaridade! O Correto seria todos se unirem, fazerem uma espécie de armistício, e puxarem a corda para o mesmo lado.

Doenças matam
Os negacionistas ficam enviando para este colunista, mensagens desafiantes e em muitos casos, sem compostura. Isso acontece pelo simples fato, da coluna se manifestar em favor da ciência. Pois bem, no ponto de vista dessas pessoas, que independentemente a situação são tratadas com educação, o que todo leitor merece, a pandemia não é um problema e outras doenças matam muito mais. O Corvo pesquisou: na ordem natural das doenças, as cardíacas mataram perto de 360 mil pessoas em um ano; o câncer causou óbitos no patamar de 260 mil acometidos; as doenças hepáticas, mataram 30 mil; 79 mil pacientes foram a óbito em decorrência de AVC; 4.600 por tuberculose; em acidentes, a média anual é de 30 mil mortes; enfim, nada matou mais, em um ano, do que a covid-19! Nem guerras, terremotos e tsunamis. Será que dá para parar com esses exercícios de asneiras, de negarem a importância de uma doença assim? Oras, vão se proteger, no lugar de ficarem espalhando essas imbecilidades. 

O fenômeno da comédia
O país entrou em comoção diante da morte do comediante Paulo Gustavo. Foi um fenômeno dos palcos telinhas e telonas, um homem ativo, hiperativo, compulsivo pelo trabalho, um profissional genial. O Brasil ficará bem mais triste ao não poder contar mais com a irreverência do ator. São mais do que justas a homenagens.  

O efeito Paulo Gustavo
E quem diria, isso foi acontecer justo no dia que inauguraram a CPI para investigar o relaxo na condução da pandemia. PG, jamais toleraria uma “mistureba” entre essas situações, e, em sua memória, ele não merece isso, mas o caso é que infelizmente, muita gente caiu de pau, ao prestar a solidariedade e lamentar o falecimento. Isso vai pesar sim, pois acaba movendo uma onda muito poderosa na direção dos que trabalham o combate à doença. Tudo nos faz crer, que no assunto “pandemia”, teremos poucos heróis vivos. 

Vacina contra hipocrisia 
E na morte de um personagem tão destacado das artes cênicas, há quem se aproprie do espaço cibernético para distorcer o carinho popular, fazendo o contraditório, tentando macular o morto, pelo fato de ser gay, ou pelos papéis que desempenhou. Puxa vida! Paulo Gustavo nasceu em Niterói, batalhou e muito pelo espaço, saiu-se bem graças à qualidade profissional, merece todo o respeito! Criticar vivos, dependendo, pode custar caro, caso a crítica seja descabida, amadora, mal-intencionada. Criticar alguém quando se despede da vida, em condições tão atormentadoras, debaixo de sofrimento, isso é covardia! 

Vacina contra ignorância
A ciência ensina que o homem aprendeu a dominar e combater elementos microscópicos, o que demanda além do conhecimento, inteligência, tecnologia, investimentos e graças a isso tudo, surgem vacinas e a propagação de condutas para se evitar a extinção. Mas pensar, que para combater a ignorância é preciso investir séculos em educação, isso sim beira o desanimador. Eita bicho complicado esse tal de homo sapiens, autodestruidor. 

Assassino de bebês
O que será, causou tamanho tormento num rapaz de 18 anos, identificado como Fabiano Kipper, ao invadir uma creche no pequeno reduto de Saudades (SC), e, assassinar três crianças e duas jovens, de maneira tão torpe, cruel, com facas? Que loucura. Tomara não seja um novo vírus, desconhecido, capaz de mexer com a estrutura dos infectados a esse ponto. Nem a ficção dimensionou uma situação tão macabra. Pensa a dor das famílias?    

37 anos de produção
Corvo, não faz muito tempo, você escreveu sobre o que seria do Brasil, caso não construíssem Itaipu. Tenho apenas 23 anos, e sempre tive curiosidade em saber quais as opções naquela época. Saberia escrever sobre isso? 
Paulo Renato S. Vergueiro

O Corvo responde: prezado, vale a pena pesquisar, certamente encontrará respostas bem mais completas. Mas fora os embates com o Paraguai, lá pelos anos 60, o Brasil avançava em seu programa para a construção de hidrelétricas, aproveitando as calhas de grandes rios. Na época, o saudoso Lyrio Bertolli, primeiro deputado federal pela região, acompanhou essa discussão em Brasília e narrou isso em várias ocasiões. A opção era a construção de várias usinas ao longo dos rios, mas isso causaria um impacto ambiental bem maior, imaginando a linha de reservatórios necessários; de outra maneira, o país vivia sob o impacto da implantação de usinas nucleares. Foi debaixo de muita discussão que resolveram por Itaipu e sua grandiosidade. Vale a pena pesquisar!

Dona Copel
Atenção, atenção, pessoas que andam coçando a cabeça para acertar as contas com a Companhia Paranaense de Energia. O assunto não é um bicho de sete cabeça, pelo contrário, é até bem fácil, em especial para os que possuem débitos acumulados, que não ultrapassam R$ 10 mil, como o caso de um amigo deste colunista. Bastou acessar a Copel pelo WhatsApp e seguir as mensagens. O número é (41) 3013-8973. O atendimento é robótico, mas muito eficiente e cordial. No momento de fazer o acordo de pagamento, surgem opções de entrada e quantidade de parcelas, a formalização é realizada por e-mail, um dia depois. Há quem não durma, sem saber o que fazer, na hora que alguém aparecer e subir no poste. Isso pode até demorar, mas é melhor evitar. A Copel é de todos nós e para fazê-la funcionar, prestando bons serviços, é necessário pagar pelo consumo. Isso é um dever do cidadão. 

Vai faltar Kit Kat
Quem é chegado no tradicional wafer crocante, coberto de chocolate, pode ser surpreendido com o seu desaparecimento dos supermercados. Empresas britânicas que fornecem alimentos e outros derivados ao Brasil, ameaçam boicotar produtos caso o Senado brasileiro aprove a destinação de terras na Amazônia, para quem as invadiu. Não, sem Kit Kat, vai ficar difícil!   

 

Saudade do Gauchinho!
Ontem, dia 05 de maio, foi um dia muito especial pela classe que faz jornal diário, em especial pelos veteranos do extinto, abandonado (pelo patrão) e falido jornal A Gazeta do Iguaçu. Bom dia seo Ermínio Gatti, sabemos que o senhor ainda lê esta coluna. Esperamos que esteja com bastante saúde e lembre, com carinho, dos antigos colaboradores, muitos dos quais, muito tristes. Mas isso não vem ao caso. Nesta quarta-feira, o lendário Adair Leandro, mais conhecido como Gauchinho, primeiro funcionário do matutino em questão, faria 66 anos! Ele se gabava por nascer no dia 05/05/55 e, vivia jogando a numeração no bicho e loteria. Ganhou uma vez, quando deu o gato na cabeça! A grana ajudou na troca do carro, um Opala todo incrementado. Enfim, são tantas as histórias do Gauchinho, que os amigos pensam em escrever um livro. Detalhe, odiava o nome, o considerava “muito feio”. Nosso querido personagem faleceu em 31/10/2014. 

Arquivo
O que causa a imortalidade é exatamente isso: o caráter, amizade, humor acima de tudo, e, carinho pelos amigos. Gauchinho é, por todas essas virtudes, um ser inesquecível, e, merece ser sempre lembrado. Taí a diferença, depois de tantos anos ele ainda “é” e não “era”. O Corvo pediu aos amigos imagens e “causos” e, está seriamente pensando em publicá-los seguidamente em homenagem ao Gauchinho. As fotos aqui publicadas, bem como mais informações, foram prestadas pelo amigo Kiko Sierich (Fotos).

 

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