O vírus da Terceira Onda


- Por: Redação 1

O vírus da Terceira Onda

Cientistas brasileiros estão se antecipando e tentando a todo o custo decifrar o potencial e o perfil de mutação do coronavírus, que poderá causar mais um round na pandemia. Há quem acredite que ele não fará muitos estragos, porque as vacinas são bem eficazes. 

Seo Mandetta
O ex-ministro deu ênfase ao desinteresse do presidente Bolsonaro no combate à pandemia. Essa CPI vai precisar muito empenho para separar as coisas: como um governo libera bilhões em ajuda emergencial, cria benefícios, compra vacinas (mesmo com atraso), se enrosca em negacionismo e contradiz a ciência? Isso vai gerar muita discussão. O problema do Bolsonaro tem nome: comichão. Essa tentação em peitar as coisas, sem pensar, é que vai render a maior dor de cabeça. Veremos os outros depoimentos. 

Seo Pazuello 
O general, diferente do ex-ministro Mandetta, não precisará jogar a culpa no presidente, ou dizer que o advertiu sobre isso ou aquilo. Antes de tratar do pelo dos outros, ele precisará cuidar o dele, porque ficou tempo suficiente à frente do ministério, no pior dos períodos da pandemia. Escrevam: é quem poderá para pela maior parte do pato.    

Capa falsa
E será que precisava o The New York Times fazer um alerta sobre uma capa falsa, defendendo o Bolsonaro? A arte é tão grotesca, ruim, que provavelmente todo mundo saberia que se tratava de um fake news. Ridículo. 

Ataque
Que mundo vivemos, um maluco entra numa escola e ataca crianças com facão? Os advogados de defesa, no pleno exercício das suas prerrogativas profissionais, colocarão a culpa na depressão pandêmica. Se cada afetado saísse pelas ruas matando gente, o Brasil precisaria de bem menos vacinas. Metade da população teria morrido antes de pegar covid.

Elvis
Notícia triste. O falecimento do advogado, anunciado no final da tarde da última segunda-feira, derrubou muita gente. Elvis Gimenes, apesar da rápida tentativa na área política, era muito querido e admirado, sobretudo por humildes, em boa parte dos casos, atendidos “pro bono”. Este Corvo vivia encontrando o Elvis em sua luta diária, ou pelo fórum, ou caminhando, ou no supermercado. As conversas eram sempre muito produtivas e alegres, porque o amigo era assim, sempre sorridente, solícito e parceiro. Doeu saber do ocorrido.

Más lembranças
No sentido figurado, Elvis se pontuou na história de Foz, ao “sair do paredão para a liderança”, depois da eleição para prefeito em 2012. Foi o último colocado com apenas 0,49% dos votos e com o maldito título de “laranja”, o que se consagrou numa tremenda injustiça. A disputa, foi vencida por Reni Pereira, que por sua vez, derrotou o candidato do governo, o Chico Brasileiro. O fato é que em campanha, Elvis antecipou tudo o que viria acontecer, e, ficou com a barra mais do que limpa. 

Elvis tinha razão
E acreditem, quando as pessoas o encontravam e diziam que ele “estava certo”, “que fez a previsão”, “tinha a visão”, “leu a bola de cristal”, e, o Elvis, discreto, desviava o assunto. Certa ocasião, ele se queixou do sofrimento que teve, porque adotou uma postura muito crítica em campanha, e não se dizia arrependido, porque tentou alertar a cidade. No fim, Foz perdeu uma gestão, quatro anos, mergulhada em escândalos, encrencas, prisões, delações, uma fuzarca pública inimaginável. 

E se o Chico vencesse?
Matematicamente, ele já teria cumprido os dois mandatos e a prefeitura estaria em mãos de outra pessoa, possivelmente o Paulo Mac Donald, no clássico estilo de revezamento dos grupos que se articulam no poder. Vamos ao exercício: Chico era o vice do Paulo e por isso, encarou a disputa. Se saísse vitorioso, no lugar do Reni, não teria que enfrentar o Paulo diretamente numa eleição futura, tampouco se enveredar pelas questões jurídicas pelo poder. Este passarinho só consegue pensar no avanço que teríamos, sem tanto sofrimento e decepção. 

Por onde anda o Reni?
O Corvo bem que tentou localizar o ex-prefeito, mas toda a vez que pedia o contato para alguém, sentia que as pessoas preferiam negar que sabiam o número do celular. Agiam assim, mais para não causar a imagem de uma ligação com o Reni, mesmo depois de tanto tempo e do caldo já amornado na Justiça. Mas o Corvo soube que Reni está bem, muito ativo, e totalmente refeito dos efeitos do caldeirão onde se meteu. Alguém garantiu que ele planeja uma volta por cima; tem se saído bem, atravessou inclusive boa parte do campo minado de processos, pulou a horta de pepinos. Quem possui um espírito moldado na política, dificilmente desiste. Sempre foi assim, e, assim será. Desesperem-se os contrariados.

Guerra no Transporte
Corvo, não quero me posicionar contra os vereadores, até porque ainda são meio estreantes e mal esquentaram as cadeiras, mas será que expulsar o Consórcio responsável pelo transporte é a solução? Conhecendo um pouco o passado, isso só vai render mais dor de cabeça e prejudicará os usuários. Digam o que quiserem, eles investiram e se adequaram às exigências do contrato e ninguém poderia prever o desastre de uma pandemia. O que não dá certo é esse negócio de reduzir frota, pararem por causa de greve, rodarem só na hora do pico. Todo mundo tem culpa no cartório Corvo. 
P.R.S (O leitor pediu para não ter o nome divulgado)

O Corvo responde: transporte não é assunto fácil de administrar, mas o leitor deve saber, bem como toda a população, que enfrentar greve e dor de cabeça no setor, é algo que não acontece apenas em Foz. O Consórcio Sorriso investiu, adquiriu veículos novos, mantém a frota nos padrões contratuais, mas sofre e muito com os efeitos da pandemia, que reduziu drasticamente o número de passageiros. Em várias cidades, o assunto foi contornado pelo fato da prefeitura subsidiar o sistema, ajudando a manter um serviço de qualidade, e, para variar, ainda acontece uma greve. As empresas sentiram impacto, como outros setores também sentiram. O assunto ainda está em discussão e a prefeitura pode conversar com os empresários, porque simplesmente romper o contrato será sim, uma enorme dor de cabeça.   

Fiuk em dificuldades?
O ator global, compositor, cantor, instrumentista, filho do astro Fábio Júnior, mostrou a quantas anda a carreira artística em tempos de pandemia. Revelou no BBB que atravessa muitas dificuldades; vendeu o carro, até mesmo a guitarra e precisa ajudar a família, a começar pela mãe. Se ele passa por situação assim, imagina os pobres mortais, que nesta vida, jamais chegarão perto de um prêmio de 1,5 milhão? O Corvo fechou a edição bem antes do resultado, e, como não deu para confiar nas enquetes, torcemos pelo jovem, porque abriu o coração. Pelo visto ele terá que se virar nos 30 para sair do prejuízo, porque a tal Juliette estava mandando ver, atropelando as votações com a sua estrutura demolidora de oponentes. Será que isso é justo? Coisas da televisão. 

Acabou... acabou...
Como grita o Galvão Bueno, “acabou” o BBB, mas a dona Globo deu um jeito de ligar os telespectadores no mundo dos realyts. Logo teremos o programa “No Limite”, composto por ex Brothers de todas as épocas, incluindo, logicamente as celebridades. O povo sai de uma e entra em outra.      

O Cristo e o caça
Indiscutível a qualidade da foto, publicada em muitos jornais, mas diante de uma paisagem estupenda, chega a ser enigmático o Cristo de braços abertos, um dos maiores símbolos cristãos e da paz, no planeta e ao lado, um caça militar entupido de armas e bombas. O Corvo publica a foto, assim os leitores podem interagir. É bom saber que o Brasil está preparado para se defender, mas a fé, e, o coração dos brasileiros fazem valer. Este país, dificilmente entrará em guerra, porque pensa com a paz.)

Garota do Rio
Que coisa hein? Foram mexem logo no trabalho de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, agregando uma terceira autoria à obra prima da Bossa nova. Isso é ultrajante. Acharem que a cantora Anita agrega valor, é para quem não possui conhecimento na história e nem na música. Ficaria mais bonito ela sentar no banquinho e cantar o tema original, tal como foi genialmente produzido.  

Dia Star Wars
Quem diria, Dart Vader mereceu um presente assim? Um dia para a saga intergaláctica que apaixonou bilhões! É quando a imaginação habita o mundo da Lua e, a cabeça dos que adoram a ficção. Venderam mais souvenires e arrecadaram mais dinheiro, do que fosse uma ação para socorrer a fome em nosso mundo real, por exemplo.


 

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