Números de dar medo


- Por: Redação 1

Números de dar medo

A onda de contágio está apavorando o Brasil e não seria diferente em Foz do Iguaçu. Se há soma de casos antigos, não importa, porque os números de contágio. Dá na mesma. O que muita gente quer saber e chovem perguntas ao Corvo, é sobre a possibilidade de variantes ampliarem o contágio na cidade. O ideal é buscar essas informações com infectologistas. Há um certo silêncio no ar, porque as variantes dependem de estudos laboratoriais para serem detectadas. Mas isso certamente está sendo monitorado. O Corvo volta ao assunto. 

Pode variar para melhor
Corvo, como estou aposentado, e, não posso sair de casa, por isso tenho tempo. Li que em vários casos, no passado, principalmente nas famosas gripes, as variantes que se seguiram acabaram enfraquecendo os vírus, até que se tornassem resfriados. Será que isso vai acontecer com o coronavírus?  
Novair G. Silva

O Corvo responde: por enquanto o que sabemos sobre as variantes do coronavírus é que são mais contagiosas, sem modificar o potencial de letalidade da doença. A ciência admite que ainda não conhece a doença por completo e a assinatura diferente em cada indivíduo. Vamos torcer que aconteça como o leitor narrou, diante de sua pesquisa. Enquanto isso vamos nos cuidar. 

Carona
Corvo vi a manifestação de algumas pessoas em frente à prefeitura, pela abertura dos eventos, bares e casas noturnas. Alguns sabem se justificar e são ponderados, pedem apenas uma flexibilização pela sobrevivência do negócio; mas há outras pessoas que acham que o ouvido da gente é penico. A propósito Corvo, um rapaz estava fazendo discursos inflamados pela abertura das casas noturnas e de shows, e, não é dono de absolutamente nada e nem trabalha no setor. Estava se achando. No dia que ele ou algum familiar pegar a doença, acredito que mudará plenamente de ideia e se arrependerá do besteirol.
Mara Cristina D. Azanbuja 

O Corvo responde: prezada todos devem usar do livre direito de expressão, desde que não cometam crimes. Expressar o ponto de vista pode não contrariar a Lei e por isso, não há nada de mais. Agora, se as pessoas são julgadas pelas besteiras que dizem, aí é um problema delas.   

Sem praias
A situação né tão preta no Nordeste, ao ponto de interditarem as praias em Salvador. Vendedoras de cocadas e acarajé foram protestar em frente à prefeitura. Itapuã, Pituba, Rio Vermelho, sem cheiro de óleo de dendê, será uma esquisitice. Ó paí ó!

Safra
Corvo, como pode, Foz do Iguaçu, com uma extensão territorial tão pequena, manter uma produção expressiva de soja? Quero alugar o terreno nos fundos da minha casa para fazer uma plantação!
Cabo Argemiro Veloso

O Corvo responde: O plantio abrange cerca de 10 mil hectares e a produção pode render até 170 sacas por alqueire, o que é muito bom. Há um cinturão agrícola fazendo o perímetro da cidade. Mais a região conhecida como Bananal.    

Extraordinárias
É um termo que na visão de muitos, supera o “exuberantes”. As Cataratas do Iguaçu colecionam mais um título: o atrativo entrou para o rol do “extraordinário!”. O saudoso Chico de Alencar dizia que se os extraterrestres chegassem ao planeta, certamente se encantariam com a beleza das Cataratas e certamente as contemplariam por um bom tempo. É possível e vai ver é por isso, queriam construir um “discoporto” na cidade, cheio de luzinhas coloridas, piscando, para chamar a atenção dos OVNIs. A obra do “discoporto” não foi autorizada, porque estava muito próxima do aeroporto. As pessoas riem, quando lembramos casos assim pitorescos, mas certamente muitos iriam conhecer a estrutura, caso fosse de fato realizada. E há quem ficaria de plantão, para pegar carona num disco-voador.   

Bailão
Muita gente, mas muita gente mesmo, perdeu dinheiro com a Petrobrás, a queridinha no mercado de ações. Em razão da interferência política, a avaliação é que a empresa se tornou um risco no mercado e isso é péssimo. Vários portadores de ações da petroleira estão trancados, roendo as unhas, e com os criados-mudos entupidos de antidepressivos. 

Não vamos longe
Com a abertura de capitais e a popularização do negócio de ações, até crianças estão investindo, com o acompanhamento dos pais, evidentemente. Quem colocou o cofrinho na Petrobrás, viu ele diminuir de tamanho.

Os novos tempos
Antigamente, nos tempos de criança, o Corvo era chamado pelos primos para jogar “Banco Imobiliário”, um jeito de aprender desde pequeno, os trejeitos do mercado. Quando os primos não roubavam, até era boa a brincadeira. Hoje, isso é negócio sério, por meio de um computador ou celular. Quem diria!  

Startups
Corvo, ouço tanto falarem disso nas tvs, no jornal, afinal o que é startup? Se for tão bom assim, eu também quero. Não conheço alguém que possua um negócio assim. 
Flávio J. Tomazzo

O Corvo responde: há visões distorcidas sobre startups. Não são apenas empresas no início das atividades e que operam eletronicamente. O conceito é bem mais amplo. O Corvo conhece startups expressivas e que não possui sequer endereços fixos. Estão nos notebooks dos empresários. Startup é um conceito de negócios inovadores, escaláveis, propondo soluções criativas, em geral, movidos por grupos de empreendedores. Para que startups alcancem a viabilidade, precisam repetição, ou seja, prover produtos e serviços sempre com a mesma qualidade. Os modelos de atividades podem ser muito variados. Daí a pesquisa pode ficar por conta do leitor. O Google responde a todas as perguntas.   
 
A vida é igual
Prezado Corvo, sei que você não é muito chegado em televisão, menos nos reality’s, mas essa versão do Big Brother Brasil está batendo todos os recordes de audiência e por isso, causando alguns fenômenos. Parece haver uma disputa por rejeição. Pensa a cabeça de uma pessoa ao saber que teve quase 100% de rejeição? Se existissem paredões na vida real, para a avaliação pelo menos dos políticos, pode ser, o mundo seria bem mais justo.
Julia G. H. Leal

Audiência perturbadora
Prezado Corvo, quando quase 100 milhões de pessoas assistem ao BBB e, votam, é algo para se preocupar. Sei de vários amigos que amanhecem ligados “na casa” e tudo o que acontece nela e diante disso, até esquecem da vida, das contas, do trabalho. Uma amiga surtou porque desligaram a luz, que ela esqueceu de pagar. O surto não era por causa das coisas na geladeira, nem do banho morno e sim porque não poderia ver a TV, ficando sem novela e o BBB. Pensa? Em dezembro, outra pessoa disse: “cortaram a minha luz; não consegui pagar. Pelo menos assim não vejo os noticiários”. O que será, Corvo, está acontecendo com as pessoas? 
João Ricardo J.  Peçanha

O Corvo responde aos leitores: prezados, o paredão, para avaliar o desempenho dos políticos é a eleição. A cada quatro anos eles vão parar lá e são votados, tal acontece no BBB. A diferença é que os mais votados ficam. Há políticos pessimamente avaliados, com rejeições históricas, sem mantendo no cenário, cavando boquinhas eleitorais. Na insistência. Alguns acabam se dando bem e retornando ao poder. O problema não é o político e sim quem vota nele. “Rejeição”, às vezes, não quer dizer nada para quem tem a cara de pau. Respondendo ao João Ricardo, o entretenimento é um “canto de sereia” para muitas pessoas. Veja o exemplo das reprises de novelas, todas estão batendo recordes de audiências, mesmo as pessoas sabendo o que vai acontecer. O brasileiro tem um caso sério com a televisão, o que em muitos aspectos empobreceu o indivíduo, que lê pouco. Com as redes sociais e internet, leem menos ainda. Finalizando a análise dos queridos e honrados colaboradores, sem energia elétrica, nada acontece e pior, certas pessoas não acenderão uma vela para apreciar um bom livro, porque não criaram o hábito, ou porque não entenderão as letrinhas.      

Benção
E ontem, em meio ao calor escaldante, eis que a mãe natureza nos envia uma chuvinha refrescante, com direito a ventinho. Eita que o cheiro de terra molhada ganhou o ambiente, coisa que o Corvo não sentia faz um tempão! Uma feliz quinta-feira a todos!


 

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