Greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Foz completa uma semana


- Por: Redação 1

Greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Foz completa uma semana
Paralisação do transporte coletivo de Foz do Iguaçu completa uma semana sem perspectiva de ser encerrada

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo urbano de Foz do Iguaçu completa uma semana nesta terça-feira (20). Neste período, a circulação dos veículos passou a ser realizada apenas nos horários de pico, permitindo o deslocamento dos trabalhadores serviços essenciais. A categoria alega que perdas somam um quarto da renda de antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O Consórcio Sorriso disse que o movimento é "totalmente injustificável".
A paralisação do transporte coletivo de Foz do Iguaçu, a partir da última terça-feira (12), foi definida pela categoria em assembleia no dia 6 de abril. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintrofi), o movimento é por tempo indeterminado. O serviço conta atualmente com 74 ônibus que atendem, em média, 25 mil passageiros por dia.
Na avaliação do presidente do Sitrofi, Dilto Vitorassi, a greve só acaba com uma sentença, num julgamento de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). "Cada vez que vai discutir, entre poder pública e empresa, um fica arguindo o que quer do transporte e o outro quem paga o preço. E nesse meio, quem paga as consequência são os trabalhadores", disse.
Estimativa
Nos cálculos do Sitrofi, as perdas nos vencimentos da categoria chegam a 1/4 (um quarto) do montange recebido antes da pandemia. No ano passado, segundo Vitorassi, as empresas do consórcio deixaram de pagar a cesta básica de R$ 506 e não repuseram a inflação de 2,46% do período. "Agora, já no último dia de maio, tem uma projeção de inflação acumulada de 8,5%", disse. 

"A verdade é que chega em 10%, 11%, com mais a cesta básica, no ganho do trabalhador direto, dá uma defasagem de 24%", ressaltou o presidente. Os trabalhadores, de acordo com ele, querem dar sua cota de sacrifício, mas não suportam diante destas perdas salarial. 
O líder sindical lembra o caso de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. A justiça determinou que na pandemia, assim como em desastres naturais, quem tem responsabilidade não são os empresários. "Mas a primeira responsabilidade é do Estado (união, estado e município)", uma vez que o transporte coletivo também precisa integrar as ações para um combate eficiente a pandemia.

Ronildo Pimentel

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