Entrevista com o general


- Por: Redação 1

Entrevista com o general

Prezado colunista, muito oportuno o GDia nos apresentar, por meio de uma entrevista, o general João Francisco Ferreira, novo diretor-geral de Itaipu, diga-se o cargo público mais responsável abaixo da Linha do Equador. Veja, ele demonstra ser um homem de qualidade, quando fala em cumprir a missão, mas aliado às causas ambientais, como não desperdiçar água; em promover desenvolvimento por meio dos royalties e programas regionais e, valorizando os colaboradores. Como cidadão, aposentado, quero desejar sorte ao general, se bem que para os competentes, a sorte é apenas um pequeno detalhe ocasional.
Murilo R. V. Saldanha

O Corvo responde: prezado engenheiro, primeiramente parabéns pelos 88 anos; o novo DGB de Itaipu é uma pessoa muito preparada. Aliás, a formação de um oficial militar advém de muito estudo, compenetração, e responsabilidade e é com esse cabedal de conhecimentos que aceitam missões, sejam para a guerra ou no propósito humanitário, diga-se, onde os militares brasileiros mais atuaram nas últimas décadas. Não está errado dizer, que o Brasil produz generais, almirantes e brigadeiros modernos, voltados para a pesquisa, tecnologia e amparo aos que necessitam. São pessoas capazes e que honram o dinheiro público, se for preciso, com a vida. A arma mais poderosa que essas pessoas carregam, é o conhecimento, além da arte de comandar. Isso é muito importante na vida pública e também privada.  No mundo em que vivemos, as guerras são contra as diferenças sociais, a ignorância e em manter a natureza em equilíbrio, sabendo tirar proveito dela, devolvendo, o que é um propósito de Itaipu, quando mantém tantos programas ambientais, educacionais e científicos.  

Forças Armadas no Brasil
O Corvo vai fazer um retoque aqui, por conta própria. Apenas no sentido de complementar a resposta ao Murilo. Será que alguém seria capaz de imaginar, como governos, missões de saúde, assistência social, chegariam aos locais mais remotos do país se não fosse o Exército, Marinha e Aeronáutica? A Marinha, por exemplo, desenvolve submarinos, claro, para a defesa, mas trabalha com o propósito de usá-los na pesquisa, porque os oceanos são vastos e inexplorados. A Força Aérea, ajuda a criar programas de comunicação, aperfeiçoa tecnologia aérea para a eficiência e transporte; o Exército forma técnicos, engenheiros, e atua no processo de “paz”. Não está errado escrever que as Forças Armadas são responsáveis pela formação de excelentes profissionais, muito competentes, em quase todas as áreas de atuação. 

Números da recuperação
O Corvo adora ler notícias assim, como a recuperação de mais de 31 mil pessoas que precisaram enfrentar a Covid-19, que às vezes, mata até de medo, tamanha a versatilidade letal do vírus. E não há segredo no enfrentamento dessa doença, que acabou em pandemia, basta seguir as regras, obedecer ao distanciamento e se proteger, até que a vacina chegue. Hoje ainda há muito mais braços e ombros descobertos, do que seringas com o imunizante, mas chegaremos lá e derrotaremos esse bicho invisível e medonho. Do mesmo jeito que ele é imprevisível, as sequelas também são. Devemos ter em mente, que das pessoas que superaram o coronavírus, boa parte, estão enfrentando tratamentos e ainda sofrem.  

Grande notícia
Corvo, foi com satisfação que li, na edição de ontem, a notícia de que todos os idosos serão vacinados até o final de abril. Mas será que isso será mesmo possível, porque parece que o assunto empacou na faixa dos 65 anos. Saberia informar quantas pessoas já foram vacinadas e quando anunciarão a vacinação para 60 anos? 
Narciso V. G. Toledo

O Corvo responde: bom, se a Secretária de Saúde informou essa possibilidade, de vacinarem todas as pessoas acima dos 60 anos até o final do mês, pode ser que anunciem isso rápido, porque estamos na metade de abril. Segundo o Corvo apurou, há cerca de 5 mil pessoas na faixa entre 65 a 69 anos, e, sabemos, a quantidade de vacinas não atingiu esse número. Para a turma dos 60 aos 64 anos, seriam quase 7.500 a serem imunizados, o que requer uma quantidade considerável de doses. A Secretaria da Saúde deve contar com uma remessa nos próximos dias, se o caso é vencer a meta, para depois, dar o tempo de vacinação para a gripe. O Corvo vai pesquisar e voltará a informar. 

Estrutura
Foz do Iguaçu possui uma estrutura muito eficiente para a vacinação e só depende da chegada das doses, para ativar o sistema. O Brasil, aliás, mantinha cerca de 38 mil postos de vacinação e com a revisão causada nos últimos meses, meio que natural, por causa da Covid-19, o número pode chegar aos 50 mil postos. A intenção é tentar imunizar cerca de dois milhões de brasileiros ao dia, com a produção em alta. Até o momento, tanto a Fiocruz não conseguiu suprir nem a metade dos contratos, está atrasada. O Butantan mantém o cronograma, mas vive ameaçado pela falta de insumos. Quando o Brasil vacinar 50% da população, pode ser, a vida comece a retomar a normalidade, mesmo assim será necessário manter as regras de distanciamento.

Pontos facultativos
Enquanto as grandes cidades antecipam feriados, para manter o povo em casa, a ACIFI quer transformar as datas comemorativas em “pontos facultativos”, o que seria uma maneira de manter o comércio funcionando. Pode dar certo, porque quanto mais tempo os empreendimentos permanecem com as portas livres, menos aglomerações ocorrem. Isso é uma questão de matemática. Alguém ligou para o Corvo, informando que até contrataria mais balconistas, caso o horário fosse estendido, e, está seriamente pensando em pedir autorização para funcionar 24 horas, porque há clientes que pedem para ir fazer compras de madrugada. Bom, o Corvo não vai entrar no mérito do equilíbrio financeiro das empresas, porque cada uma possui o seu planejamento, mas uma coisa é certa: mais tempo aberto, mais arejado o ambiente, porque o público se reveza e dispersa. O Corvo, por exemplo, vai ao mercado e se a aparência é de muito movimento, deixa para voltar mais tarde. Neste caso, dá para saber pelos estacionamentos.  

Argentina fechada
Corvo, saberia dizer quando o país vizinho vai abrir a fronteira? Que situação hein? Um amigo mostrou imagens de como a vida segue em Puerto Iguazú e elas não são nada boas de se ver. Segundo ele, metade dos negócios fecharam e existe aquele aspecto de cidade abandonada, igual nos filmes de terror. Muita gente teria se mudado inclusive. 
Amanda L. Ruiz

O Corvo responde: nossos vizinhos são inflexíveis em questões de saúde sanitária. É uma questão de cultura. Sim, a vida em Iguazú não é nada fácil, mas aos poucos a população vai dando um jeito de se manter, porque uns ajudam os outros. A cidade ganhava muita força no Turismo internacional, mas isso mudou também. Segundo este colunista apurou, vários comerciantes baixaram as portas, mas conservaram estoques de produtos não perecíveis, o que é um alento, pois pretendem reabrir, tão logo a fronteira receba brasileiros.

Porto Meira sofre
Quem conhece bem o comércio instalado na Avenida Morenitas, perceberá que muitas coisas mudaram. Não há por exemplo, a mesma quantidade de alimentos em muitos estabelecimentos, porque eles eram adquiridos pelos argentinos ou, seriam itens do mercado fronteiriço. Por sua vez, está mais difícil encontrar naquele bairro, alguns produtos de origem argentina, como vinhos e óleo de oliva. Alguém teve a pachorra de pedir R$ 100 reais por um pode de óleo extravirgem, o que dá para ter uma dimensão de como algumas coisas estão sendo comercializadas. O comércio do Porto Meira ganhou ares muito próprios, graças essa relação com os vizinhos, como foi a Vila Portes, com os paraguaios.   

Ligação com a cidade 
O início das obras da Perimetral, no chamado Trevo com a Argentina, está instigando os moradores das localidades Jardim Buenos Aires, Novo Horizonte e Vila Carimã, a elaborarem um abaixo-assinado para a construção de uma ligação, ou alternativa, sem a necessidade de correr riscos no curto trecho da BR 469, até ganharem a Avenida das Cataratas, Morenitas e outros acessos. Toda a estrutura para ligar o Jardim Buenos Aires ao Bairro Cataratas (que fica ao lado da aduana para a Argentina). Só falta a ponte. 

Ponte simples
Nenhuma obra pública é simples, requer demanda financeira, orçamento, licitação e todo o ritual que conhecemos, mas a ponte em questão, que ligaria a Rua Tigre (Jardim Buenos Aires) à Rua Saldo de Los Amores (Bairro Cataratas) é bem pequena e vital para o funcionamento da creche que recém foi concluída, na fronteira entre as localidades. Com a ponte, haveria um segundo acesso, livrando o trânsito da BR 469 e das obras que ocorrem por lá. O povo está colhendo assinaturas. O Corvo pesquisou e a obra é uma promessa da prefeitura.  

 

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