CPI do óbvio


- Por: Redação 1

CPI do óbvio

A CPI do “Covidão”, deve começar pelo general Pazuello, além dos remédios sem eficácia. Isso é um mistério e vai além daquilo que não sabemos? Se o fato de prescrevem cloroquina fosse um crime, pode ser, a CPI resultaria, mas Pazuello, Bolsonaro, Donald Trump, e toda uma corrente de opinião adversa à ciência, atuaram ao lado de muitos profissionais na Saúde e foram orientados por eles.

Criminalização
Os médicos podem prescrever o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina a seus pacientes? Bom, dizem que é um direito e também um dever do profissional médico prescrever o melhor tratamento, de acordo com as práticas cientificamente reconhecidas. É uma síntese, inclusive contestada, a começar por uma doença que ainda se sabe pouco. Um ano depois da pandemia declarada, com milhões de mortos, é que foram para cima dos tratamentos alternativos. É bem recente a manifestação da Sociedade Médica Brasileira, contra algumas drogas. Muita gente acredita que a CPI ainda é crua, porque o vírus continua ativo e barbarizando.     

63 anos
O Paraná distribuiu quase um milhão de medicamentos, entre vacinas, insumos e tudo o que é necessário para conter a Pandemia, mas, isso pulverizado nas regionais de Saúde, vira uma merreca. Foz estava vacinando até ontem, domingo, e a expectativa é cumprir a meta de vacinar todas as pessoas acima da faixa de 60 anos até o final de abrir. Faltam praticamente dez dias. Vacinam a população de 63 anos, mas nas filas, aparece gente com idade maior; pessoas que de certa forma, sabe-se lá as mais variadas razões, não atenderam aos avisos de agendamento. Não interessa, a ordem é vacinar todo mundo.

Venda de vacinas? 
Alguém ligou para o Corvo informando que recebeu telefonemas com ofertas de vacinas, ao preço de R$ 350,00. Tá na cara que é golpe, a começar pelo prefixo. Decerto alguém está ocupando o tempo em algum presídio, aplicando golpe no povo. Este colunista orientou procurarem a polícia. Não há vacinas à venda em todo o território brasileiro. 

No futuro
Após a pandemia, o que não faltará nas clínicas particulares, serão vacinas contra a Covid-19, até porque houve um empenho industrial muito grande na fabricação da droga. Mas isso demora, e deve acontecer depois das ações públicas de imunização coletiva. E olha lá. 

Fake ou fato?
Segundo uma postagem, assinada pela Carta Capital, “dezenas de argentinos realizaram um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, em frente à embaixada do Brasil em Buenos Aires”. Há uma chuva de controvérsias, colocando em dúvida a veracidade do protesto. Mas se aconteceu, não seria muito de duvidar, porque os argentinos são muito irreverentes quando o assunto é encontrar um motivo para protestar. Eles organizam eventos assim com muita rapidez. Mas segundo disseram a este colunista, há também movimentos similares em países europeus, considerando o Brasil um “peligro mundial”, em razão das “cepas” ou variantes fora de controle. Não demora, brasileiros serão encarados como armas químicas ambulantes. Que barbaridade! 

Pauleira
Em recente evento, organizado por alunos de Haward e MIT, o “alvo” Jair Bolsonaro não saiu da mira de Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT) e João Dória (PSDB), mas participaram também Eduardo Leite (PSDB) e Luciano Huck, sem partido. Para variar, a Pandemia será a tônica das eleições. 

Efeito Lula
Os petistas estão cautelosos, e Haddad volta a surgir como opção, em caso de Lula bater na trave, como aconteceu na última eleição. “Temos que dar alguma margem para o diálogo, você não pode se ver como o dono da verdade. Quem tem que arbitrar é o povo nas urnas. O povo erra e corrige no ciclo seguinte", disse o Haddad. Essa eleição vai gerar muito assunto daqui em diante. Muita gente falando, é tudo o que o Bolsonaro gosta. 

Luciano Hang em Foz
O empresário, visitou as duas lojas da Havan na cidade. Ele faz esse giro na rede, espalhada pelo Brasil. Havia um certo alvoroço na praça de alimentação do Catuaí Palladium. Uma pessoa disse: “viu quem está aí? É aquele careca, empresário, que vive aparecendo na TV”. E outra pessoa se atravessou na conversa: “Mas ele não morreu, no último capítulo da novela”. Eita gente que não dá o tempo para molhar o bico, não é?    

De quem são os nomes?
Prezado Corvo, esses dias estava conversando com uns amigos e falamos sobre nome de ruas. Você sabe dizer como fazem para escolher o nome que dão às ruas, avenidas e praças da cidade? Muitos desses nomes deveriam ser trocados, porque a gente não faz ideia quem são esses “homenageados”. Se colocassem número era mais fácil de localizarem, do que esses nomes misteriosos. 
Allan M. F. Medeiros

O Corvo responde: prezado, em certos aspectos, os nomes nas ruas, praças, jardins, contam a história da cidade. Em geral, as homenagens são prestadas por alguma razão. Há sim equívocos, mas são mínimos. Os loteadores, por exemplo, fazem alusão ao nome da área que estão tornando pública. Há todo um aspecto regional nessa tarefa. O que não dá, é para ficarem mudando isso. Há ruas que já mudaram de nome duas ou três vezes e isso dá um nó no Correio, prestadores de serviços de luz, água e até mesmo na Prefeitura. 

Memória curta
Pode ser, falte uma iniciativa, de por exemplo, relatarem a memória por meio do nome dos logradouros. Algumas cidades fazem isso e a tarefa aguça a curiosidade dos moradores, que no fim, acabam concordando com as nominações. Ao pesquisar o nome das ruas de Foz, descobriremos que as pessoas foram importantes, de alguma maneira, no processo de colonização e desenvolvimento do Município. A memória não pode ser tratada com uma fragilidade assim. No Rio de Janeiro, como exemplo, houve uma onda tentando mudar o nome do Estádio do Maracanã, cujo nome oficial é Estádio Jornalista Mário Filho. Ao causarem o debate, concluíram que o nome não deve ser alterado. Proporcionalmente em Foz, seria como mudar o nome do Estádio Pedro Basso, pelo fato das pessoas, hoje, não saberem quem ele foi. Não custa pesquisar e homenagear os nossos pioneiros, e gente que trabalhou muito pela cidade.

Política em ebulição
Uma recente decisão judicial eleitoral está balançando o coreto e poderá causar alterações no Legislativo. Saiu na noite da sexta-feira e virou a conversa número 1 do setor político da cidade. Os votos da chapa do PSC foram cassados e o mandato do vereador eleito pelo partido, o Manino, passou a ver navios. A decisão altera o coeficiente eleitoral, pois haverá recálculo de votos. Isso pode abrir mais uma vaga e o primeiro suplente, Márcio Rosa do PSD já mandou fazer o terno da posse. O Gdia publica matéria explicando, nesta edição. 

O primeiro suplente
Considerando as derradeiras instabilidades no Legislativo de Foz, um “primeiro suplente” deixa o terno no sol, sem precisar usar naftalina, porque as possibilidades de assumir, sempre estão na beirada dos acontecimentos. No início da semana passada, a imprensa tinha conhecimento da atuação do Ministério Público no caso, mas a opção foi aguardar a manifestação do juiz.

E vem mais...
Segundo disseram a este passarinho, há mais dois casos em vias de “surpresa” na Câmara de Foz. Como o Corvo entendeu que ainda faltam explicações, ou o sustento de argumentos, resolveu não especular e deixar para m ais tarde. 

A “nova” Ferroeste
O governo começa a apresentar os novos projetos da ferrovia para investidores internacionais. No texto, há menção para um ramal entre Cascavel e Foz. O modelo é para cargas, mas há quem não desista do sonho de um trem-bala entre Foz e São Paulo, passando por Curitiba. Novos equipamentos possibilitam a viagem em apenas três horas. O trem mais rápido do mundo, atinge 360 km por hora. Dizem os futurólogos, que será por meio de trens assim, a efetivação da rota Atlântico-Pacífico. 

Perimetral
Corvo, segui a sua dica e procurei na internet o desenho da perimetral, para saber em quais locais passará. Claro que deve haver indenizações, mas o traçado é por áreas desabitadas em grande maioria. Se tivessem feito a obra 20 anos atrás, quando começaram a discutir o tema, seria bem mais fácil e pensa o desenvolvimento que isso teria propiciado. 
José L. A. Cerqueira

O Corvo responde: muitos assuntos demoram uma eternidade até acontecerem em Foz. Não é difícil de entender, pois praticamente todo o perímetro é federal ou estadual, Foz é de certa forma uma cidade situada, o que não é fronteira, é Itaipu, ou Parque Nacional. Mas o sonho de alcançar a BR 277 por meio de uma via longe do centro da cidade está em vias de realização. Outros sonhos, como a segunda Ponte com o Paraguai e a duplicação da BR 469, ajudarão a melhorar a vida dos iguaçuenses e de quem visita a cidade.


 

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