CPI do Covidão


- Por: Redação 1

CPI do Covidão

É como estão chamando a comissão parlamentar em Brasília. Ontem o Corvo teve a informação, de cocheira, sobre um possível arrependimento de forçarem a barra para fazer acontecer a CPI. A estratégia de Bolsonaro funcionou. Como dizia o Chacrinha, Velho Guerreiro, “viemos para complicar e não para explicar”. 

Críticas e elogios
O Corvo é o tipo de colunista que vive na corda bamba, porque publica opinião de leitores, as responde, e, também, convicções próprias sobre os mais variados assuntos. Normal que nem todo mundo concorde, mas faz parte da diversidade social, de uns acharem as coisas, diferentes de outros. O importante é discutir e abrir espaço para “todas” as opiniões que no mínimo sejam publicáveis. O que não dá, é publicar insultos, ofensas, difamação, calúnia, com o baixo calão usual e aparente. Redes sociais até fazem isso, este jornal não. Portanto caro leitor, se algo publicado nesta coluna não lhe agradar, esteja à vontade para usar o espaço. 

Não concordo
Corvo, veja, você fez um belo discurso sobre a qualidade dos militares, coisa e tal, mas e os crimes do passado, da ditadura, como é que fica isso. É bonito elogiar, mas é também preciso coragem para criticar e denunciar, quero ver o senhor sair dessa.
P.M.M.J (O leitor, apesar de se identificar, porque a coluna não publica mensagens de anônimos, pediu para não ter o nome exposto, numa decisão que aqui é respeitada).

O Corvo responde: isso que o caríssimo leitor classificou como “ditadura”, em verdade o período em que militares se revezaram no poder, classificado pela história como um “regime”, que faz parte do sistema republicano presidencialista brasileiro, aconteceu faz mais de 50 anos. Governos civis de esquerda assumiram o poder e não se encarregaram dos culpados. Agora, o que, os brasileiros que optam pela carreira militar, têm com isso? Absolutamente nada. São servidores que merecem respeito. O Corvo não vê dificuldade alguma em responder uma pergunta, até mesmo se ela for descabida. 

Concordo
Corvo, sua opinião é isenta e eu respeito. Um militar estuda muito, eu sei disso. Hoje, é verdade, eles são preparados para a paz e para nos defender. Se para isso, precisarem atacar, infelizmente faz parte da arte da guerra. E quem diria, a gente, a esta altura classificar como arte, a forma de guerrear. Você já deve ter lido o livro né Corvo? E também estou fechado com o fato dos militares de outros países se darem bem na presidência ou como executivos das multinacionais. Ou será o contrário, as empresas é que se deram bem em contratá-los, pela eficiência e espírito de liderança? Sua colocação foi pontual Corvo!
Marcos A. R. Costa

O Corvo responde: um militar, em geral, vai para reserva muito cedo, no auge de sua capacidade intelectual, portanto, seria um desperdício não dispor de mão de obra assim, em vários campos. De outra maneira, o Brasil carece de bons executivos em todos os segmentos. O que este colunista faz, é contextualizar assuntos para o exercício de pensamento dos leitores.  

Pandemia sem transporte
É legítima o debate dos trabalhadores do setor de transporte público, como também, é mais do que legítima a preocupação dos professores, médicos, enfermeiros, comerciantes, empresários de todos os setores, a diferença, é que tudo mundo está trabalhando, dando duro pela sobrevivência e tentando enfrentar a pandemia de maneiras, que o mundo não trave definitivamente.

E o que vai adiantar? 
A greve no transporte é algo muito ruim, independentemente dos motoristas e cobradores terem razão. Diminuir involuntariamente o número de veículos, é uma maneira de colocar os usuários em risco. No mais, a prefeitura poderá atuar, do jeito que ninguém quer, ativando linhas alternativas. Que situação hein? 

Complexidade
Se por um lado, todos trabalham o retorno gradativo das atividades, não seria normal os funcionários do transporte, bem como as empresas, atuarem com o mesmo objetivo? Que há essencialidade isso ninguém coloca em dúvida. Se for o caso, e, se a cidade decidir, que incluam os motoristas, cobradores, fiscais e funcionários das empresas, na lista de prioritários em receber vacina. A população espera pela sua vez, como aliás, tem esperado. 

Fura fila oficial
Então é isso, a fila vai sendo furada, em acordo com a necessidade de manter a estrutura pública funcionando, a que dá suporte à cidade. E o que a população vai fazer, a não ser engolir seco e aguardar? Como será, que as pessoas de 65 anos estão se sentindo, ao cederem lugar para os novos vacinados prioritários, componentes das forças de segurança? E como se sentirão, quando o povo da educação passar na frente? Pois este colunista assegura: a população vai entender e esperar, porque não há outra alternativa. 

Os números
É transparente a redução do contágio em Foz do Iguaçu, os números caíram significativamente, mas os óbitos, não. Isso tem resposta, boa parte das vítimas estavam em tratamento e isso advém do período em que o contágio explodiu. Foz beirou o colapso. A tendência é que o número de óbitos reduza. 

Ou não vai reduzir? 
Isso pode ficar por conta da agressividade das variantes e a letalidade que elas causam. Em verdade, lá no início, quando a Covid-19 levava três ou quatro pessoas por dia, a sociedade escandalizava perante e tragédia, hoje, a doença mata mais de cinco pessoas em média e as notícias são recebidas como fosse algo normal. Não é. A fatalidade deveria servir para conscientizar, o que em partes acontece. 

Medo da Covid
Seo Corvo, lá no começo eu também acreditava que essa Covid era uma gripezinha e não é porque o presidente falava, mas pela maneira com a qual o mundo todo agia. Mas daí, meu irmão pegou, meu filho pegou, minha mãe pegou e sofreu, meu pai pegou e morreu. Hoje não saio mais de casa, e se precisar sair, uso máscara, luva, levo junto álcool gel, troco de roupa quando volto, meto tudo dentro do tanque com sabão. Me cuido. O problema, é que ainda tem muita gente que pensa, igual eu pensava. Será que minha opinião pode ajudar? Será que só o fato de eu suar a máscara ajuda? 
A.M.U (A leitora pediu para não ter o nome revelado)

O Corvo responde: prezada, tudo ajuda. O que ajuda mesmo, é orientar a sua família, os vizinhos resistentes, os parentes que ainda não acreditam na letalidade da doença e suas decorrentes variantes. Chegou o momento que é importante discutir o assunto; use o seu exemplo como fonte de convencimento. Logo teremos as vacinas e tudo isso terá alívio. Não haverá um fim, assim, tão fácil, pois é uma situação difícil de se vencer e lutar e convencer os outros a manter distanciamento e usar itens de proteção, é um trabalho voluntário de grande relevância.    
Aumento nos pedágios
Viu isso Corvo, de novo, as concessionárias aumentam os preços. E depois o governo diz que não sabe explicar. O caso é que está muito caro andar nessas estradas, considerando que não há sequer pistas duplicadas. Puxa vida, pagar R$ 14 reais por cada pedágio? 
Pedro Marcondes S. Villar

O Corvo responde: prezado, R$ 14,00 é o preço mais barato, em apenas uma das praças. A cobrança vai deste valor até o absurdo de R$ 18,30, para automóveis. Mas diga-se, foi uma decisão judicial que atendeu ao aumento. Analisando a tabela, chega a dar um arrepio ao se verificar o valor pago pelos veículos de carga.

Obras de Itaipu
Corvo, a cidade deveria acender uma vela para a nossa querida Santa Itaipu Binacional. Não há heresia nesse meu comentário, até porque, se a usina não apoiasse tantas iniciativas, estaríamos na mesma situação de penúria de muitas cidades brasileiras, Foz e os municípios lindeiros devem dar graças. Itaipu move a economia. 
Lúcia G. P. D’Antonio

O Corvo responde: prezada, o volume de obras de Itaipu está transformando Foz num enorme canteiro de obras. Isso faz sim, um diferencial se confrontarmos com o que ocorre em muitas cidades brasileiras. A propósito, Foz tem um outro diferencial, o grande número de servidores públicos, em todas as esferas (municipal, estadual e federal), uma característica de uma cidade de fronteira tão importante. Isso também ajuda muito a mover a roda da economia. No mais, a cidade está por tudo tentando a retomada econômica e devemos pensar no esforço da iniciativa privada, que é também muito importante.
Charge do corvo

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