Bolsonaro, Bolsonaro...


- Por: Redação 1

Bolsonaro, Bolsonaro...

De novo, encrenca com a China? Que coisa isso hein? Essa conversa de guerra química é um retrocesso, que apenas servirá para atrasar a vida dos brasileiros. Sem insumos para as vacinas, o país não conseguirá retomar a normalidade. Será que é tão difícil entenderem isso? Não deveria ser.

Parceiro
E o pior, é essa afronta a um parceiro comercial que será importantíssimo inclusive no processo de recuperação, porque vender para os chineses significa manter a produção voltada para 1,3 bilhão de consumidores. Com essas desavenças, países africanos e concorrentes do Brasil vão acabar vencendo o mercado em muitos produtos. E daí, vamos vender para quem? 

Recuperar o rumo
Ouvindo a fala do presidente, no início, parecia algo até normal, porque não foi apenas o Brasil que duvidou da “origem” do vírus, se criado em laboratório ou em razão da ingestão de um animal contaminado, mas quando a fala chega no PIB, ou no crescimento da nação sob suspeita, isso complica. O que o nosso governo quer afinal, com essas posturas? China é importante em duas mãos, no fornecimento do IVA e nos negócios. 

Portas abertas
O Brasil sempre foi um país acessível, por meio do diálogo e diplomacia, com todos os continentes. Não estamos em condições de enfrentar os rigores de um conflito maior do que já enfrentamos. E, a esta altura do campeonato, bem pior que uma guerra, é o boicote comercial, porque esculhamba a produção agrícola, industrial, descapitaliza o país, causa fome, aumenta as diferenças sociais e sem vacinas, ainda por cima, com o vírus beirando meio milhão de mortos? O discurso precisa inverter urgente, queremos trabalhar, viver normalmente, vendo nossos filhos estudando; comida na mesa de manhã, tarde e noite, com lazer, cultura, a alegria e descontração. O brasileiro não precisa de muito para ser feliz, mesmo com essa dureza de vida! Dá um tempo presidente!  

Levamos sorte
Quem conhece a postura do governo chinês, garante que a cúpula em Pequim, não vai punir a população de uma nação amiga, em razão de uma posição isolada, ou fala de liderança política. Mas analisando as estratégias do país, no mínimo vão endurecer em alguns pontos. Os calcanhares mais doloridos do Brasil são os contratos de fornecimento de produtos e as vacinas. 

Sem contágio
Intencionalmente ou não, o tal contágio por rebanho foi um desastre onde aconteceu. Manaus é exemplo disso. Até hoje, está difícil endireitar a situação, porque a crise foi avassaladora, pegou pesado na saúde e pior na economia.  

A saia justa
O ministro Marcello Queiroga se complicou ao explicar a tal cloroquina, se ministrada ou não, em seu curto espaço de tempo no cargo. Neste ponto, a CPI seria mais útil discutindo as prerrogativas no enfrentamento à covid-19 e não nas causas do desastre, até porque o bicho, no caso o vírus, continua solto. 

Números altos
Depois de uma semana auspiciosa, com números baixos em matéria de contágio e até óbitos, Foz voltou para próximo da casa dos três dígitos. Ontem, por exemplo, foram 88 novos casos e seis óbitos. Um leitor diz que “o assunto está tão banalizado, que as pessoas não se contagiam mais ao saber das mortes”. Onde é que fomos chegar.

Copel
Prezado Corvo, sua nota sobre o acerto de contas com a Copel veio em boa hora. Eu estava mesmo me atucanando para quando chegasse a hora de encostar o umbigo no balcão da companhia de energia elétrica, até porque, a última vez que frui lá, precisei enfrentar uma fila de horas. Levei até cadeirinha de praia. E eles podiam atender apenas um número determinado de pessoas por dia. Como não possuo essa habilidade de fazer as coisas pela internet, não teria outro recurso. Mas a minha neta resolveu a situação com uma facilidade espantosa. 
Mauro J. G. Hass 

Carência
Então Corvo, segui as tuas dicas e para ajudar os leitores e pessoas interessadas, minha dica é entrar no WhatsApp e, depois de passar os dados, digitar a opção “6”, onde diz, “quero consultar protocolos”, é lá que aparece o campo de negociação. Você pode escolher o valor de entrada, que inicia com 10% e decidir como quer parcelar o restante. O outro passo é aguardar o envio de um e-mail. Muito fácil. Quem diria, um dia chegaríamos a isso? Mesmo não sendo uma pessoa muito afiada no manejo eletrônico, me dei bem. Mas veja, é preciso pagar a entrada à vista, com uns poucos de prazo, mas a primeira parcela, com 90 dias de carência! Puxa vida, isso caiu do céu! Quem sabe até lá essa pandemia dê um tempo pra cabeça da gente. 
Célia R. Z. Silvestre

Sócios da Copel
Prezado colunista, é um prazer escrever para você. Espero que publique a minha mensagem. A verdade é que somos sócios desse negócio de distribuição de energia e a cada dia as pessoas entendem isso melhor. A coisa é pública ainda. O que dói, é a gente ver todo um esforço tecnológico, materiais de ponta, e alguém, subir no poste, roubar os fios, ou o medidor, ou pior, viver de fazer gato. Isso não tem a menor graça, pois o rateio desse prejuízo será desembolsado pelos que se matam para economizar e poder pagar a conta, todos os meses. Olha, eu morei na Alemanha e te garanto, que o serviço da Copel, não fica atrás em termos de qualidade. Lá, em algumas cidades, existe até energia pré-paga, mas o que mantém os valores, é justamente o comportamento da coletividade, porque as pessoas sabem que se consumirem formalmente, sem causar prejuízos, todos pagarão uma tarifa justa. Sei que em tempos de crise é difícil, há quem simplesmente não consiga pagar, mas isso é o preço da modernidade. Sem luz a vida é bem mais complicada, no frio ou no verão. 
Luiz S. G. Hacker

O Corvo responde aos leitores: prezado, primeiramente obrigado pelas suas contribuições e deu para avaliar, que os serviços públicos estão na ponta da lista da comunidade. Se são bem prestados, eficientes e possuem “humanidade”, em tempos difíceis, serão sempre elogiados. O bom mesmo, é entender esse senso de usuário, porque a individualidade, apesar das complicações da crise, destoa do resultado final de toda a demanda. Quando os cidadãos consomem água, energia, gás, conscientes, isso fica bem melhor para toda a coletividade, afinal, cidades são colmeias e quanto mais organizadas, a qualidade de vida será melhor. Crise é ruim, é difícil, é triste, mas se organizar, respeitar e entender os horários de pico; evitar instalações ruins, checar vazamentos de água e luz, e saber utilizar eletrodomésticos, isso é fundamental. O restante a gente espera pela ação dos técnicos e governantes. 

Opinião
Corvo, quero parabenizar o jornal pela publicação do texto do general João Francisco, diretor-geral de Itaipu. Estamos rezando para ele conseguir essa façanha, de reduzir a tarifa de luz. Seria importantíssimo neste momento, sem contar, que energia mais barata, é importante para a recuperação dos negócios e do mercado de um modo em geral. 
Otávio L. FR. Cerqueira

O Corvo responde: redução das tarifas está sendo encarado como uma meta. Mas isso dificilmente acontecerá neste ano, a previsão é para 2022, após a redução do endividamento da usina. Mas a intenção conta muito, porque é algo esperado pela sociedade. O jornal recebeu várias manifestações positivas em razão do artigo de opinião, assinado pelo DGB, publicado na edição de ontem. Agradecemos a leitura. 

Gauchinho 
Olha Corvo, é muito bonito quando colegas de trabalho reconhecem alguém que já se foi. Eu conheci muito o Gauchinho, porque fui vizinho dele na Rua Xavier da Silva, por quase dez anos. Pensa um carinha taura, sempre no alto astral. Várias vezes ele socorreu a minha mãezinha no meio da madrugada, me ajudando a leva-la ao pronto socorro. Aquele opalão com chifre no capô era a alegria da gurizada. Faça isso Corvo, conte um pouco os causos que envolvem o gauchinho, serão uma delícia de ler!
Ruderley L. Fasutino

O Corvo responde: prezado leitor e amigo, o Gauchinho faz falta, porque foi um grande companheiro, batalhador e ultra responsável em seus afazeres. Mas como dizem, é a vida, ela nos prega essas peças e nos restam as boas lembranças. Salve o Gauchinho! 

Em Santa Catarina
Corvo, cresci pelas bandas do Oeste de Santa Catarina e conheço bem Saudades, ao lado de minha terra natal, Nova Erechim. Penso na cabeça dos moradores de lá, porque é difícil acontecer um caso grave de agressão, briga, assassinato, o que dizer uma barbaridade dessas, com três crianças e duas adultas vítimas de um maluco. O que falta Corvo, é entender o que levou essa pessoa a praticar uma crueldade assim?
Pedro G. H. Silva

O Corvo responde: a polícia está investigando, mas pelos noticiários, soubemos que o rapaz estava planejando o ato, rondando inclusive outras creches e colégios. Não demora, saberemos com mais detalhes do que planejava. Mas de todas as maneiras, é algo que precisamos entender.  

Final de semana
Chegamos ao fim de mais uma semana de labuta, com uma chuvinha fresca para alegrar o jardim. O Corvo deseja dias agradáveis, de paz e tranquilidade aos leitores e claro, esperando que se protejam dessa nhaca de vírus. Lembrem-se: usem máscaras, lavem as mãos, os produtos que entram em casa e pratiquem o distanciamento. O mais importante: se vacinem, quando chegar a hora!

 

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