Aumento das cartas


- Por: Redação 1

Aumento das cartas

O Corvo tem o enorme prazer de anunciar, que não possui espaço para a publicação das cartas enviadas pelos leitores num mesmo dia, mas todas, serão sim publicadas, e, devidamente respondida por este colunista, que é apaixonado pelas discussões cotidianas. Este corvo sociólogo tem um trabalhão para editar tudo o que chega, mas o faz com imenso carinho, porque o leitor, é o nosso bem maior.

As cartas
Ilustre senhor Corvo, gostaria de lhe agradecer a oportunidade e primeiramente fazer algumas ponderações sobre a sua coluna. Vejo com muita simpatia, quando o senhor utiliza o termo “cartas”, que sabemos, não existem mais, pelo menos no sentido literal. Nada é mais aconchegante e íntimo, do que receber, ler e guardar uma carta, é quando a lembrança se torna eterna. Gosto muito dos seus posicionamentos, quando opina diretamente nas questões mais agravantes, mas as cartas... elas são um luxo e as respostas também. Essa interlocução dá uma dimensão da preocupação dos cidadãos de nossa cidade. Parabéns, não deixe nunca de atender os leitores! 
Vera Maria G. C. Azevedo

O Corvo responde: professora, muito obrigado pela sua deferência, mas por incrível que possa parecer, algumas pessoas ainda tem o cuidado de enviar cartas escritas e em alguns casos, remetidas pelo correio. É difícil imaginar, que num mundo tão aproximado pelas comunicações eletrônicas, pessoas cultivem este hábito tão nobre. Há inclusive, pessoas que fazem questão de visitar a redação e trazer a carta no bolso, como é o caso do Sr. Onofre V. da Cruz, que pega o ônibus da Vila C até o Jardim das Bandeiras, onde está o GDia, para trazer sua cartinha. Devemos salientar, que o rol de publicações é bem diversificado, isso vai de simples piadas, fuxicos inspiradores, lembranças de aniversários, denúncias, papos filosóficos, até as clássicas puxadas de orelhas nos políticos e administradores públicos. Mas há um detalhe: a eficiência desta coluna está calçada na credibilidade, porque tudo o que é publicado é conferido até a exaustão, por meio de fontes e pesquisa. 

Insumos
A gritaria dos hospitais é enorme, porque pensa um doente ficar sem medicamentos, entubado? É uma situação muito sufocante, desesperadora. O Corvo conseguiu o contato de uma pessoa que passou por isso, durante o internamento em Piracicaba, interior de São Paulo. O doente disse que foi para o hospital com sintomas, mas nunca imaginou que da sala do médico, sairia direto para a UTI e seria entubado. Mal teve tempo de avisar a esposa. Ele relata que rapidamente tudo se apagou, devido ao uso de analgésicos, mas que do nada, acordou com um troço enfiado na garganta, sem poder respirar, parecia que o coração saltaria pela boca. Disse que ficou uns dez minutos assim, em agonia, até o médico aparecer. É o tipo de situação ruim até de imaginar. 

Distribuição
O Ministério da Saúde está distribuindo os chamados kits de entubação aos hospitais, mas eles chegam a conta gotas, como as vacinas. Na dúvida, os médicos tentam formas alternativas de tratar os pacientes, antes de entubar e lógico, muitos não sobrevivem. A China enviou uma quantidade de kits, mas os estoques continuam no vermelho.

Na mídia científica
Além de aparecer nos telejornais, da maneira que não gosta, o presidente Jair Bolsonaro é destaque nos meios científicos, em levantamentos de “como não administrar um país frente uma pandemia”. Alguém duvida que isso será usado na CPI do Covidão? 

The Lancet
Vamos explicar: a publicação The Lancet, nada mais é que uma revista científica semanal, sobre medicina. É uma das mais antigas e prestigiadas revistas médicas do mundo. Quem assina é o Lancet Publishing Group, fundado em 1823 pelo cirurgião e membro do parlamento inglês Thomas Wakley. A recente publicação sobre o trato da pandemia no Brasil, inspira a necessidade de um isolamento, porque as variantes, decorrentes da mutação do vírus, podem afetar o resto do mundo. O Brasil seria uma arma química em erupção, pensa? 

Discussões soturnas
Semana passada, o Corvo obteve uma informação de Brasília, onde havia muita pressão por um lockdown nacional. Claro, o presidente Bolsonaro não quer saber nem de ouvir essa palavra, mas segundo consta, as conversas rondam os ministérios. O argumento de convencimento, é que durante uns 15 dias de paralisação nacional, o tempo seria suficiente para juntar uma quantidade substancial de vacinas e iniciar um projeto de imunização mais consistente. Mas a verdade é que o tal lockdown será muito difícil de ser decretado, a não ser que os números piorem muito mais, o que ninguém quer.  

Vacinação em Foz
Segundo o Corvo apurou, há uma certa expectativa em receber uma quantidade de doses, que dê para concluir a etapa de vacinação da faixa entre 65 a 69 anos, mais, profissionais da área de segurança. A previsão da Secretaria da Saúde, de vacinar os idosos até o final do mês, acima dos 60 anos, ainda está sendo mantida. 

O boletim 
Existe um boletim de vacinação e ele é atualizado diariamente. Para melhor ilustrar a situação e, também, aclarar sobre os grupos prioritários, resolvemos fazer uma montagem e publicar o gráfico. De todas as maneiras, é possível acessar os dados nos meios públicos. É fácil pesquisar. 

Relações estremecidas
O STF já mostrou por onde vai, ao votar as demandas que envolvem o governo federal. Como diria o famoso personagem do Chico Anísio, Bento Carneiro, a vingança parece ser “saramalígna”. Mas consultando os juristas amigos e colaboradores, não há nada de vingança, mas sim, decisões bem calçadas na Constituição. Ao que consta, a Suprema Corte, está é bem afinada com a ciência e fim de papo.
 
Violência contra as crianças
Corvo, você considera sensacionalismo, explorarem tanto o caso do menino Henri, que supostamente foi espancado pelo vereador Jaiminho? E as milhares de crianças que são espancadas e perdem a vida no país, e, ninguém dá um pio? Isso não é justo. Exploram apenas um caso, porque isso dá Ibope.
Tânia M. C. Azambuja 

O Corvo responde: prezada leitora, alguns casos se tornam emblemáticos e ajudam a abrir os olhos da população. O caso Henry Borel, mais uma fatalidade está movendo a opinião pública. Entre 2010 e 2020, pelo menos 103.149 crianças e adolescentes com idades de até 19 anos morreram, vítimas de agressão, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Causa pavor, saber que 2 mil vítimas tinham menos de 4 anos. Segundo a opinião de especialistas, o isolamento social, como medida “essencial para conter a pandemia do novo coronavírus”, resultou em aumento da exposição das crianças a uma “maior incidência de violência doméstica”, o que, consequentemente, elevou também os casos letais. O fato é, que independentemente da pandemia, os casos de violência contra crianças e adolescentes sempre existiram. Mais do que uma barbaridade é, uma tragédia social!  

Carona
O nome Queiroga nunca esteve tão em alta. E, pelo fato de existir um Queiroga muito atuante na cidade, ex-vereador diga-se, a gente lembra dele toda a vez que falam algo sobre o novo ministro da Saúde. É o tal sintomático ativado.  

Redutor de velocidade
Corvo, é uma maldição essa porcaria de redutor de velocidade que instalaram na BR 469, antes do cruzamento do acesso ao Clube Hípico. Além de ninguém respeitar, o instrumento dificulta a vida de quem precisa fazer uma manobra no local. As mentes brilhantes que tomam essas providências devem evoluir e certificar que somente um semáforo ajudará no trânsito local. Isso até duplicarem a pista ou abrirem no acesso pela Rua Tigre, no Jardim Buenos Aires. 

Trevo em obras
As máquinas estão dando duro na construção do acesso da Perimetral Leste, no local onde ela desembocará, ou iniciará, desviando o tráfego pesado até a BR 277. Pelo visto as obras vão demorar, porque além das máquinas, instalaram lá uma baita caixa d’água e até banheiro e área de descanso para os trabalhadores. E você acertou Corvo, foi em razão dessa obra, que instalaram lombadas em vários locais. 

Cemitérios de Foz
A Camis Assessoria e Serviço, que é a concessionária dos cemitérios públicos de Foz, está realizando um trabalho que é notado pela população. Isso não acontecia no passado, quando os vencedores das concorrências apenas faziam o dever de sepultar, eu outras palavras cuidavam dos mortos, sem tantas melhorias para os vivos, e pessoas que frequentam e muito os espaços onde repousam os entes queridos. Cuidar de um cemitério não é tarefa das mais fáceis e requer preparo, onde o respeito e a sensibilidade às vezes, superam tudo. Um exemplo é o cemitério do Jardim São Paulo, que até pouco tempo, nem muro possuía. Era um campo simplesmente aberto. As únicas benfeitorias ficavam por conta das famílias que cuidam das sepulturas.   

Espaço
Os cemitérios de Foz, a exemplo das cidades, estão se tornando um aglomerado de edifícios com vários andares, cheios de gavetas, porque não há terreno para a expansão. Um leitor, Jesuíno P. Rivaldinni, enviou nota questionando se não seria o momento de Foz providenciar um crematório, porque segundo ele, muitas pessoas pedem para serem cremadas e para isso, há toda uma logística de deslocamento. Em muitos casos, a cremação, faz parte dos planos funerários, mas o caso é que o serviço final não é realizado na cidade. O corpo vai e as cinzas voltam numa urna. 

Poucos crematórios
A cremação dos cadáveres, apesar de muito eficiente e ocorrente em muitos países, ainda não emplacou com força no Brasil, onde ainda não há estrutura de cremação. Com os óbitos causados por covid-19, como exemplo, há filas no crematório público de São Paulo, que fica na localidade conhecida como Vila Alpina. O Corvo pergunta: não seria o caso, a cidade pensar com mais determinação no assunto?  

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