Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Flávio na frigideira

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, sexta-feira, dia 20 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional da Consciência Negra’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia do Técnico em Contabilidade’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Auditor Interno’ e do ‘Dia do Biomédico’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia do Esteticista’.

Flávio na frigideira
Foi divertido seguir as eleições e ver os candidatos de Jair Bolsonaro sendo surrados nas urnas. E mais cômico ainda apreciar seu contorcionismo para se afastar dos derrotados, fingindo que não trabalhou por eles —o que não apenas fez como usou os canais oficiais, a estrutura do governo, o Alvorada e demais bens da União pagos com nosso dinheiro. Bolsonaro fez isto porque, para ele, não há ilegalidade possível.
Daí estar sendo delicioso acompanhar a investigação do Ministério Público do Rio sobre seu filho Flávio Bolsonaro, cuja carreira política, rica em dinheiros subitamente creditados, inéditas transações imobiliárias, eficientes lavanderias financeiras e um invejável aumento de patrimônio, chegou ao estágio da denúncia. Se a Justiça seguir seu curso, a próxima qualificação de Flávio Bolsonaro constará de três letrinhas: réu.
O processo lembra em volume uma das antigas listas telefônicas e a denúncia, de 50 páginas, descreve um desvio de R$ 6 milhões da Alerj por meio de nomeações de funcionários fantasmas em cargos comissionados. Sem precisar sequer botar o paletó na cadeira, esses fantasmas teriam devolvido a quase totalidade de seus salários —a “rachadinha”— ao então deputado estadual Flávio Bolsonaro, através de Fabrício Queiroz.
E, a esta altura, não adiantará a Flávio botar a culpa em Queiroz com a concordância deste. O MP concluiu que o esquema durou anos e é impossível a um subordinado sustentá-lo por tanto tempo sem o chefe saber. O fato é que Flávio Bolsonaro periga ter de devolver os apartamentos e salas que comprou, sem falar no atual mandato de senador, que, aliás, nunca exerceu, e pegar uma boa grade.
Sempre que vê o torniquete apertar o pescoço de seu filho, Jair Bolsonaro vai para o sacrifício e diz um absurdo para distrair a atenção. E sempre consegue. Mas, agora, o fantástico show da vida é Flávio na frigideira.
Artigo do jornalista e escritor Ruy Castro publicado no jornal Folha de São Paulo.

Fala que eu te escuto
“Médicos e enfermeiros que enfrentam a Covid-19 na trincheira dos hospitais, com o sacrifício de vidas, e  cientistas no fronte das pesquisas tiveram e ainda têm de superar outro inimigo poderoso: o obscurantismo. A pandemia nos faz constatar que, por mais que a ciência avance, sempre haverá uma parcela da humanidade que se deixa dominar pela ignorância e o culto à personalidade de gente tão idiota quanto perigosa. Não há vacina completamente eficaz contra essa doença, porque ideias mortas sempre produzem mais fanatismo do que ideias vivas, como disse o escritor italiano Leonardo Sciascia. Mas celebremos: a vitória mais uma vez é da ciência”.
Do jornalista, escritor e publisher Mário Sabino, em post publicado no site ‘O Antagonista’.

Bom final de semana, leitor! E até segunda-feira, ok?

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Sorte e saúde sempre!

 

História

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quinta-feira, dia 19 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia da Bandeira do Brasil’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional do Homem’;
• A data também é de celebração do ‘Dia Mundial da Filosofia’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia do Empreendedorismo Feminino’.

História
O signatário separou dois eventos bem relevantes da história que ocorreram em 19 de novembro de 1969:
• Programa Apollo: os astronautas da Apollo 12, Pete Conrad e Alan Bean, aterrissam no Oceanus Procellarum (o ‘Oceano das Tormentas’) e se tornam o terceiro e quarto humanos a caminhar na Lua; e
• No mesmo dia (uma quarta-feira) da rodada do extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa, saiu o gol mais esperado de Pelé, o milésimo. A partida entre Vasco e Santos, realizada no Maracanã naquela noite, entrou para a história do futebol.

‘Ipsis litteris’
Sob o título ‘Covid-19: França supera 2 milhões de casos, e Itália tem recorde de mortes em 7 meses’, o site O Antagonista registrou: “Em plena ‘segunda onda’ da Covid-19 na Europa, a França se tornou [na última] terça-feira (17) o primeiro país europeu a ultrapassar a marca de 2 milhões de infectados pela doença, registram as agências internacionais.
A Itália, por sua vez, contabilizou nas últimas 24 horas 731 mortes por Covid-19, o pior número do país desde o início de abril, e 32.191 novos infectados.
O número de novos casos na França, porém, caiu bastante depois da decretação de um novo lockdown parcial pelo governo de Emmanuel Macron, no final de outubro —de mais de 60 mil para cerca de 14 mil infecções diárias.
Na Itália, o governo decretou toque de recolher nacional entre as 22h e as 5h, até o dia 3 de dezembro, restringiu o horário dos restaurantes e fechou cinemas, teatros, ginásios e piscinas”.

Salve-se quem puder
A situação na Europa está calamitosa. Pacientes da França e da Holanda estão sendo transferidos para a Alemanha por falta de leitos! Mas não há hospitais suficientes nesses países como na Alemanha? Há, mas acontece que a pandemia da Covid-19 pegou a população cansada de tanta quarentena, que num momento qualquer passou a achar que a pandemia havia passado e relaxou nos cuidados. E veio a tal ‘segunda onda’.
Pergunta que não quer calar: você acha, leitor, que aqui no Brasil as pessoas estão fazendo diferente?

Vamos combinar?
Como sabemos, ‘quem avisa amigo é’. Não espere a prefeitura tomar providências, leitor (se é que ela vai tomar alguma, não é?). Não espere providências do governo estadual e menos ainda do governo federal – pois estão todos às voltas com problemas que julgam ser muito mais prioritários do que a sua saúde pessoal, beleza?
E como dito aqui neste espaço antes, torne-se um ‘maricas’: abuse do álcool gel, lave suas mãos todo o tempo, use máscaras sempre e procure manter o distanciamento seguro de outras pessoas.
Em tempos de pandemia nos quais não se pode contar com os serviços de saúde - com a compreensão e colaboração das pessoas - a única saída é a prevenção. Cuidemo-nos, portanto.

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Priscila Cruz

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quarta-feira, dia 18 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Conselheiro Tutelar’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate ao Racismo’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Tabelião e do Registrador’.

No caso da educação infantil, que é uma responsabilidade dos municípios, qual é a sua avaliação sobre os debates feitos na campanha deste ano?
É um debate muito raso, porque ainda é pautado pela fila da creche. Nós fizemos sabatinas em algumas capitais com os candidatos e quase nunca, com raríssimas exceções, os candidatos sabem como zerar a fila da creche. Isso nos preocupa bastante porque mesmo que sejam bem intencionados e realmente queiram fazer, vão demorar muito para pôr em prática qualquer plano. Eles não têm a menor ideia de como fazer. Outro ponto ausente no debate é a qualidade desse serviço, porque a própria população brasileira não cobra tanto assim. O fato de a criança estar na creche já parece um problema solucionado. A qualidade do que é oferecido é preocupação apenas de um grupo restrito de mães mais escolarizadas, mais engajadas. Creche ainda é algo visto como uma política para mulher, e não como uma política educacional, e até por isso a cobrança está muito pautada nas vagas. É muito triste saber que a maioria das crianças está presa numa cadeirinha olhando para um teto branco, no período de explosão de seu desenvolvimento. É muito cruel o que acontece. Esse é o ponto de partida. Se tem uma área em que não falta evidência científica, é na primeira infância. É o investimento que mais reverbera, tanto para a criança quanto para o próprio país. Lá na frente, você tem diminuição da criminalidade, aumento da produtividade, na inovação, melhor distribuição de renda, empregos melhores. É inconteste que o Brasil deveria dar uma atenção maior a esse período. Isso ajuda a explicar por que as crianças mais pobres têm um desempenho pior no país: é porque elas tiveram uma primeira infância com menos riqueza de estímulos, de repertório, aprendizagens, desenvolvimento, sem contar o problema da alimentação.

Muita gente relaciona isso à diferença entre a qualidade do ensino que é oferecido na rede pública e na rede privada. Qual o tamanho desse abismo?
O professor Francisco Soares (pesquisador/professor da UFMG) tem feito ao longo dos últimos anos estudos sobre o efeito escola. A gente sabe que o nível socioeconômico, o que os especialistas chamam de background familiar, responde, na média brasileira, por 50% da aprendizagem final dos alunos brasileiros. Então, 50% é background familiar e os outros 50% são o efeito escola. É o que a escola acrescenta ao que a criança aprende na vida. O que a gente verifica na avaliação em larga escala sobre a aprendizagem dos alunos é a combinação desses dois. Só que, no caso dos alunos de escola pública, o efeito escola é maior em proporção, porque o efeito do background familiar é menor, já que os alunos têm menos acesso a outras aprendizagens. A escola privada tem um resultado maior, mas não porque a escola é melhor, e sim porque o aluno aprendeu muito em outros espaços. É bom dizer isso para desmistificar essa questão. Não é que a escola pública seja um fracasso, mas é porque é mais difícil você ter resultado atendendo a crianças que passaram por uma primeira infância com restrição alimentar, sem creche, com abuso, violência física e estresse tóxico, como violência verbal, que é o elemento que mais restringe o desenvolvimento cognitivo.
Da advogada e mestre em administração pública pela Harvard Kennedy School (EUA) Priscila Cruz, que dirige a ONG Todos pela Educação, em entrevista à revista digital Crusoé.

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História

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, terça-feira, dia 17 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Internacional dos Estudantes’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate à Tuberculose’;
• A data também é de celebração do ‘Dia da Criatividade’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata’.
Serviço: o Dia Internacional dos Estudantes é uma homenagem a um grupo de estudantes que lutaram contra as tropas nazistas quando da invasão da Tchecoslováquia durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse episódio, os nazistas invadiram a Federação Central de Estudantes Tchecoslovacos matando e capturando vítimas que foram levadas para campos de concentração.

História
‘Às 3h do dia 17 de novembro de 1889, um domingo, d. Pedro 2º e a família imperial deixaram o Rio de Janeiro de forma discreta, sem muitas testemunhas. A República, proclamada em um golpe no dia 15, havia determinado o exílio imediato dos Braganças, comunicado a eles por oficiais subalternos’.
Como se pode ver, a nossa República começou por um golpe. E, como para quem sabe ler um pingo é letra, está claro que nossos problemas começaram muito antes do que imaginamos, tá certo?

Seja um maricas
A mensagem é esta mesma, leitor: seja um maricas. Use máscara enquanto for possível, mantenha o distanciamento social sempre que lhe for possível e use muito álcool gel – coisas de maricas. Somente quando tivermos uma vacina que nos garanta a imunidade (interessa a procedência, leitor?), aí sim a gente poderá pôr de lado essas cousas de maricas, tá bom?

Seja um maricas (2)
Vou lhe dar um motivo muito relevante para me atrever a aconselhá-lo a ser um ‘maricas’ em tempos de Covid-19: o site ‘O Antagonista’ (e vários outros veículos da mídia) informa que ‘segundo dados divulgados pela Dasa, a maior empresa de medicina diagnóstica no Brasil, houve aumento de 30% no número de testes positivos de Covid-19 no início de novembro no País’.

Seja um maricas (3)
As pessoas estão achando que o vírus se foi. E ele está por aí, bem vivo. Em Foz do Iguaçu o número de internações também aumentou – e isso é sinal evidente de que as pessoas não estão se cuidando da forma como deveriam. É o tipo de atitude que pode levar a pessoa à morte! E há quem incentive e dê força para comportamentos que tais, não é mesmo? Um crime!

E por falar nisso
Daqui a alguns anos é bem provável que o Brasil passe por um surto de paralisia infantil, a exemplo do surto de sarampo observado no estado de São Paulo. A campanha de vacinação contra a poliomielite não conseguiu -infelizmente- bater a meta de pelo menos 85% de cobertura do grupo de crianças que precisava atingir. Chegou-se ao patamar irrisório de 45% de crianças atendidas. Uma lástima!

E por falar nisso (2)
Eis aí mais um grande problema que nasceu das redes sociais: noves fora os habituais problemas que os governos têm ao se comunicar, há os ‘çábios’ que nada sabem, que nada leem, que nada estudam e jamais estudarão, mas que a respeito de tudo opinam. Foi assim que surgiu a crença segundo a qual vacinas provocam autismo.

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Há cinco anos

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, sexta-feira, dia 13 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Mundial da Gentileza’.

Há cinco anos
Em 2015, um conjunto de ataques terroristas coordenados em Paris, incluindo vários tiroteios, explosões e uma crise de reféns nos 10º e 11º ‘arrondissements’, matam 130 pessoas, sete agressores e ferem 368 outras, com pelo menos 80 feridos gravemente.
Serviço: ‘arrondissements’ são divisões administrativas do governo parisiense; atualmente são vinte.

E domingo tem eleição!
Não se esqueça, eleitor: tem que levar uma caneta esferográfica (o compartilhamento é proibido, né?), a máscara (claro!), documento de identidade com foto (CPF não vale, ok?) e o título de eleitor. E mais importante ainda: não reeleja ninguém!

Segunda-feira
A semana que vem provavelmente será uma daquelas inesquecíveis para as pretensões do presidente da República: os candidatos a prefeito no triângulo de ferro – as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que ele apoia (depois de ter dito que não iria participar) – estão todos à míngua nas pesquisas de intenção de voto. Celso Russomanno, Marcelo Crivella e Bruno Engler talvez nem sigam para o segundo turno.

Segunda-feira (2)
Das capitais, somente a do Tocantins, Palmas, tem um candidato do presidente que vai bem. Mas e daí? Acontece que o apoio presidencial tem a ver com as articulações com vistas a 2022. Como sabemos, a eleição para presidente da República não é decidida em Brasília, claro, mas de certa forma nas grandes regiões metropolitanas, nas grandes cidades País afora – e o apoio dos eleitos é de importância capital para as pretensões de quem quer se reeleger presidente da República, por exemplo.

Segunda-feira (3)
E veja, leitor, que as coisas não andam assim tão fáceis para Jair Bolsonaro. Lembra-se do partido que o presidente iria criar, o Aliança pelo Brasil? Pois é. Dizia-se que, com o domínio e a penetração que o presidente e sua equipe tinham até então nas redes sociais, isso seria muito fácil de ser conquistado.
Mais: nem a popularidade conquistada graças ao auxílio emergencial (turbinada aos céus) foi capaz de ajudar na criação do tal partido.

Sugestão
Dia desses o presidente falou aos seus apoiadores no ‘cercadinho’ às portas do Palácio da Alvorada: “Os prefeitos que fecharam as cidades, tiraram emprego, por que esses caras estão na frente das pesquisas, meu Deus do céu?”. A resposta não é difícil; esta pergunta o presidente Bolsonaro deveria fazer à primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.
E quanto ao Aliança pelo Brasil, o presidente deveria entrar em contato com Rui Costa Pimenta. Para quem não se lembra dele: ele é o eterno presidente do PCO, o Partido da Causa Operária, fundado em 7 de dezembro de 1995 – uma dissidência do Partido dos Trabalhadores.
Costa Pimenta deve ter ótimas dicas a dar para quem quer fundar um partido e, mais ainda, mantê-lo de pé. E no fundo, o PCO é o tipo de partido com causas muitíssimo semelhantes àquelas que um dia Jair Bolsonaro, deputado federal, defendeu.

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História

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quinta-feira, dia 12 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional da Liberdade’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Inventor’ e o ‘Dia do Psicopedagogo’;
• A data também é de celebração do ‘Dia dos Supermercados’; e
• Por fim, hoje é o ‘Dia do Diretor de Escola’ e ‘Dia Mundial da Qualidade’.

História
Dois eventos bem relevantes marcam a data de hoje:
- Em 1864 o Paraguai declarou guerra ao Brasil. O conflito durou até março de 1870 e praticamente destruiu totalmente aquele país; e
- Em 1906, Santos Dumont e o seu 14-Bis voam em Paris de forma bem sucedida e o brasileiro recebe o título de ‘Pai da Aviação’.

Você paga, eleitor!
Deu no blog do Claudio Humberto: “Após a decisão do Congresso de proibir a doação de empresas a campanhas eleitorais, é o pagador de impostos [quem] financia quase toda a atividade dos partidos políticos no Brasil. Em 2020, essa conta bateu novo recorde: R$3 bilhões, que representa a soma dos valores distribuídos pelo fundão eleitoral (R$ 2 bilhões), que banca campanhas, e pelo fundão partidário (R$1 bilhão), que financia as ‘atividades’ dos partidos”.

Você paga, eleitor! (2)
Tem mais: “O fundo eleitoral vai dividir R$2,03 bilhões entre 23 partidos. O PT é o maior beneficiado (R$201 milhões), seguido pelo PSL (R$199 milhões). O total de verbas do fundão partidário de R$ 1 bilhão é dividido entre 33 partidos. O PSL já levou R$81 milhões e o PT, R$ 68,5 milhões. Indigne-se: multas eleitorais por propaganda antecipada ou ilegal são pagas à Justiça Eleitoral... Que depois as redistribui aos próprios partidos”.

E aquele autódromo no Rio, hein?
Lauro Jardim informa em seu blog que “A FIA, Federação Internacional de Automobilismo, anunciou oficialmente que São Paulo, ou mais precisamente o Autódromo de Interlagos, sediará o GP Brasil de Fórmula-1 em 2021”.
Mais: “o contrato dará a cidade de São Paulo o direito de receber a etapa brasileira por mais alguns anos. Virou pó o sonho carioca (e da família Bolsonaro, ressalte-se) de a F-1 se transferir para o Rio de Janeiro”.
Comentário: o autódromo carioca deve ser colocado na mesma vala comum onde fenecem o nióbio, as privatizações do Paulo Guedes, a correção da tabela do Imposto de Renda, o combate à corrupção e o fim da reeleição para presidente da República – dentre outros.

Brasil, século XIX
O apagão que ora assola o povo do Amapá tinha absolutamente tudo para ser evitado. Ainda vai levar uns dez dias para a situação voltar ao normal.
Da mesma forma, a interrupção dos estudos clínicos acerca da Coronavac, a vacina do Butantã, bem que poderia ser evitada. Em ambos casos, há comprometimento de agências reguladoras, entende?
Relembrando o Chacrinha, elas estão aí para confundir e não para explicar, ‘tá ok’?

E domingo tem eleição!
Não se esqueça, eleitor: tem que levar uma caneta esferográfica (o compartilhamento é proibido, né?), a máscara (claro!), documento de identidade com foto (CPF não vale, ok?) e o título de eleitor. E mais importante ainda: não reeleja ninguém!

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Tio Sam e Jeca Tatu

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, quarta-feira, dia 11 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Fim da Primeira Guerra Mundial’ (1914-1918). A Primeira Guerra Mundial começou em 28 de julho de 1914 e terminou com a rendição da Alemanha. O armistício entre a Alemanha e os Aliados foi assinado num vagão de trem na França. O acordo de paz, no entanto, apenas foi oficializado em 28 de junho do ano seguinte com o Tratado de Versalhes.

Tio Sam e Jeca Tatu
Relação especial é assim:
Neste ano, o Brasil importou 30 mil toneladas de soja dos Estados Unidos.
Pindorama é o maior exportador de soja do mundo.
Neste governo, os americanos foram dispensados de pedir visto de entrada no Brasil. Não passa pela cabeça dos Estados Unidos oferecer reciprocidade.
O presidente brasileiro torce pela reeleição de seu colega americano. Mesmo quando despejava dinheiro nas eleições de Pindorama, nenhum presidente americano fez declaração pública de apoio a um candidato brasileiro.
Nota do jornalista Elio Gaspari publicada em sua coluna de domingo (08) no jornal ‘O Globo’.

Médici, Geisel e Bolsonaro
Nenhum presidente brasileiro teve uma relação tão próxima com seu colega americano como o general Emílio Médici com Richard Nixon, a quem visitou em 1971. Quando Nixon se atolou no caso Watergate e acabou perdendo o cargo, Médici, fora do governo, não disse uma só palavra.
Nenhum presidente brasileiro detestava seu colega americano como Ernesto Geisel detestava Jimmy Carter. Enquanto esteve na Presidência, nunca disse uma palavra contra ele. Fora dela, recusou-se a encontrá-lo e não atendeu o telefone quando ele ligou para sua casa.
Outra nota do jornalista Elio Gaspari publicada em sua coluna de domingo (08) no jornal ‘O Globo’.
Comentário: como nos ensinou há décadas o ex-presidente José Sarney, é preciso que os presidentes da República tenham em conta a liturgia do cargo. A pieguice que se denota da fixação de nosso atual mandatário por Donald Trump é mais que constrangedora. Ela deixa mais que evidente o despreparo e o quão caipira é Jair Bolsonaro.

Fala que eu te escuto
Esse será o grande desafio de Joe Biden: compreender os problemas de seu país e do mundo; não fugir à responsabilidade de governar para todos; somar e não mais dividir, incorporar os destroços do século 20 aos melhores sonhos do século 21. Estabelecer vínculos e políticas públicas com e para os rejeitados pela 4ª. Revolução. Retirar-lhes do sanatório, abrir-lhes a porta de um abrigo seguro e as janelas das oportunidades. Terá no seu encalço, se não Donald Trump, o seu fantasma. Se fracassar, do caudaloso lago da desigualdade e da ignorância, outro monstro da demagogia poderá surgir. Inviabilizá-lo é seu desafio e o desafio do mundo todo.
Do cientista político e professor do Insper Carlos Melo, em artigo publicado em O Estado de São Paulo.

E domingo tem eleição!
Não se esqueça, eleitor: tem que levar uma caneta esferográfica (o compartilhamento é proibido, né?), a máscara (claro!), documento de identidade com foto (esqueça o CPF, please!) e o título de eleitor. E o mais importante: não reeleja ninguém!

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Não é amor, é doença

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, terça-feira, dia 10 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Trigo’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez’;
• A data também é de celebração do ‘Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento’.
• Por fim, hoje é o ‘Dia da Esquadra Brasileira’.


Onde você gostaria de viver? No meu cálculo impressionista, em noventa e cinco por cento das vezes, a resposta dos brasileiros é Estados Unidos. As cinco por cento restantes dividem-se entre uns poucos países da Europa e a Austrália, muito apreciada entre os mais jovens. Eu vivi durante certo tempo na França, levado pelas circunstâncias. França, não, Paris. Quem vive em Paname aprende que a capital da França não é propriamente França. “Ah, Paris…”, dizem os interlocutores ocasionais, como se a realidade cotidiana, existencialmente, não oscilasse durante a maior parte do tempo entre aborrecida e problemática para todo mundo, independentemente da latitude em que se mora, da paisagem que se tem sob os olhos ou do dinheiro que se tem na conta (com dinheiro, obviamente, o aborrecido pode ficar menos aborrecido). (...)
Escrevi [o artigo] Vou ver gente normal em 2016, antes de muita água suja rolar por debaixo das nossas pinguelas. De lá para cá, tudo conseguiu piorar. Não só no Brasil, claro, mas é a parte que nos cabe. Fatores exógenos se juntaram a fatores endógenos e continuamos atolados no mesmo pântano material, institucional e moral, o que torna tudo mais aborrecido e problemático no plano existencial. Quando parecia que íamos nos mover um pouquinho em direção a terreno firme, afundamos mais. Não só trocamos de ladrões, como os ladrões trocados agora tentam voltar. Outro dia, um deles até foi entrevistado na televisão, como se ladrão não fosse. Para não falar do chefe da organização criminosa, condenado pela Justiça, que apoia candidato a prefeito em propaganda eleitoral, como se nada houvesse ocorrido. Mas tudo bem para muita gente: é um inocente antecipado, visto que ele pode ter a condenação cancelada por juízes mais elevados.
Este artigo desconsolado vem na sequência da notícia de que Jair Bolsonaro, na sua visita a Piranhas, cidade alagoana de nome bastante sugestivo, elogiou Fernando Collor de Mello. “Homem que luta pelo interesse do Brasil e  em especial pelo seu estado”, disse o presidente da República. Ambos inauguraram juntos um sistema de abastecimento de água. É tanta inauguração de sistema de abastecimento de água no Nordeste que já era tempo de ter água para quem leva vida severina.
Vamos deixar a caixa d’água de lado, porque a questão está mesmo na frase de Bolsonaro. É humilhante que esses senhores continuem a esculachar os cidadãos, doutor. “Homem que luta pelo interesse do Brasil”: francamente, não dá. Alagoas me evoca Graciliano Ramos e a frase inicial de Vidas Secas, a mais bela de um romance brasileiro: “Na planície avermelhada, os juazeiros alargavam duas manchas verdes”. Os juazeiros, no entanto, foram queimados e restou apenas a planície avermelhada — de vergonha. Se você está cansado, imagine eu, obrigado que estou a falar de malandros quase o tempo todo. Desculpe se insisto no ponto do cansaço em alguns artigos, ora mais, ora menos literariamente, mas certa sinceridade é pressuposto do bom articulista que tento ser. E acho que sirvo de instrumento para o leitor fazer também a catarse possível.
Onde você gostaria de viver? Eu gostaria de viver bem longe desse pessoal. O sentimento de asco ainda tem espaço para crescer, o que parecia improvável. É preciso dizer, contudo, que existe um problema verificado pessoalmente por mim: saímos do Brasil, mas o Brasil resiste a sair de nós, onde quer que estejamos. Poucos escapam dessa sina. Não é amor, é doença. Nunca seremos gente normal. Se nada tenho a acrescentar neste momento, é também porque o nada faz parte do ser. Os vãos da alma são alma igualmente.
Artigo do jornalista e escritor Mário Sabino, publicado na última edição da revista digital Crusoé.

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E Trump perdeu...

Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, segunda-feira, dia 09 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Hoteleiro’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia do Técnico em Eletrotécnica’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Manequim’;
• Nesta data, em 1989, caiu o muro de Berlim. ‘Foi um evento crucial na história mundial que marcou a queda da Cortina de Ferro e o início da queda do comunismo na Europa Oriental e Central. A queda da fronteira interna da Alemanha ocorreu pouco depois’ (Wikipédia).

E Trump perdeu...
Não estava escrito nas estrelas, mas era bem provável a vitória do democrata Joe Biden na eleição de 2020 para presidente dos Estados Unidos. Mas Trump – apesar da derrota – se mostrou alguém muito combativo, resiliente e obstinado: não é fácil governar com a imprensa toda contra você; não é fácil, e jamais será, um presidente tomar uma posição como Trump tomou a respeito da pandemia da Covid-19 (os EUA são o país com os maiores números de infectados e mortos do planeta!) e ainda assim ter o desempenho que ele teve nas eleições.

E Trump perdeu... (2)
Mas não perdeu sozinho. E não perdeu precisamente para Joe Biden. Como dito por muito gente boa da grande mídia, Donald Trump foi derrotado fundamentalmente pelo coronavírus, em razão – claro – de sua escolha na hora de decidir qual a reação deveria ter. Os mais de 230 mil mortos são a prova e a mais contundente evidência de que Trump fez a escolha errada.

Quem avisa amigo é
E para o presidente Jair Bolsonaro o aviso está dado. Até as parcas águas da primavera seca de nossa terra que ora despencam nas Cataratas do Iguaçu sabem que, a exemplo de Donald Trump, também o mandatário brasileiro fez a escolha equivocada quanto à decisão de como enfrentar a pandemia.
Pior: contrariando tudo o que preconizam os bons modos da diplomacia internacional séria, para azar e infelicidade de Bolsonaro ele optou por apoiar a candidatura de Donald Trump.

Quem avisa amigo é (2)
Em suma: 2021 e 2022 não apresentam boas perspectivas em termos econômicos. A inflação já dá os primeiros sinais de força, o desemprego está com viés de alta e os juros Selic não ficarão como estão.
A esse estado de coisas acrescente-se o ambiente de crise política (Bolsonaro não vai parar de falar, tá certo?) com o dólar pressionado pelas decisões governamentais que flertam com o furo do tão falado e discutido teto de gastos, isto é, com o descontrole fiscal. Como diz o professor Antônio Delfim Netto, é a tempestade perfeita.
Em tempo: a inflação de outubro último, segundo o IBGE, foi a maior para o mês desde 2002, ‘tá ok’?

Quem avisa amigo é (3)
Por falar em tempestade perfeita: nosso governo está brigado com o governo da Argentina, fala mal da China (nosso - de longe! - maior parceiro comercial) e padece de grande má vontade de governos e entidades ambientais europeias no que tange a questão do acordo bilateral Mercosul-União Europeia. O isolamento internacional, desse jeito, é ‘pule de dez’, tá certo? É como um raio; dos grandes... Tem jeito?

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Os males do governo Bolsonaro são muita briga e poucos objetivo

"A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor". 'O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes'.
Roberto Campos


Olá! Bom dia, leitor!
• Hoje, sexta-feira, dia 06 de novembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Amigo da Marinha do Brasil’;
• Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Riso’;
• A data também é de celebração do ‘Dia do Saxofonista’.

Os males do governo Bolsonaro são muita briga e poucos objetivos
Talvez nem se possa dizer que o presidente embaralha as cartas; ele as rasga

Às segundas, quartas e sextas o ministro Paulo Guedes briga com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Às terças, quintas e sábados, fazem as pazes.
Todo dia, Guedes briga com Rogério Marinho, seu colega do Desenvolvimento Regional. Insatisfeito com as brigas que arrumou, Ricardo Salles, do Meio Ambiente, insulta o chefe da Secretaria de Governo, general da reserva Luiz Eduardo Ramos. Do alto de sua erudição, num discurso em que se disse poeta e falou até em grego, o chanceler Ernesto Araújo disse ao mundo que "o Brasil hoje fala em liberdade através do mundo, se isso faz de nós um pária internacional, então que sejamos esse pária". (Se o Brasil virou pária, isso nada tem a ver com o discurso da liberdade.)
Bolsonaro, o maestro dessa banda de música briga com governadores, vacinas e colaboradores.
Faz tempo, diante da anarquia do fim do governo de João Figueiredo, o general Golbery do Couto e Silva dizia que uma pessoa pode ir para a rodoviária parando em todos os guichês, pedindo um desconto na passagem. Podia até conseguir, mas não podia deixar de dizer para onde queria ir. Olhando o mesmo quadro, Tancredo Neves queixava-se: "Ninguém joga só embaralhando. Tem que dar carta a alguém, e o Figueiredo não está dando carta alguma. Está com todas na mão". (O tempo mostrou que o general não tinha mais carta e Tancredo foi eleito presidente em 1985.)
Ganha uma viagem à Pensilvânia quem souber que cartas Bolsonaro tem. Talvez nem se possa dizer que embaralha as cartas. Ele as rasga. Rasgou Gustavo Bebianno, Sergio Moro, Santos Cruz e Luiz Henrique Mandetta. Marcou a do general Eduardo Pazuello.
Admita-se que o capitão tem o objetivo de se reeleger, com o apoio do centrão e dos auxílios emergenciais. Para isso, precisaria que a eleição presidencial viesse rapidinho. Ela não virá, quem está a caminho é uma insegurança econômica bafejada pelo desequilíbrio fiscal. Com o emagrecimento da mística eleitoral que acompanhou sua vitória de 2018 resta-lhe a fidelidade do centrão. Se ele pudesse, deveria marcar um jantar com Dilma Rousseff, ela acreditou nessa fidelidade.
Muita briga e poucos objetivos, os males do governo Bolsonaro são. Quem sabe onde foi parar aquele programa Pró-Brasil? Era pó e ao pó reverteu. Durante seu governo, o país foi infelicitado por uma pandemia que matou mais de 160 mil pessoas. Não foi ele quem trouxe o coronavírus, mas em oito meses de angústia dele não partiu uma só ação ou fala que contribuísse para a boa ordem sanitária. Ressalvem-se a rapidez e o alcance dos R$ 600 mensais que tiraram milhões de pessoas do caminho da fome. Essas medidas, contudo, não deram eficácia à cloroquina no combate à "gripezinha".
Amanhã completam-se 116 anos da criação, no Rio, da Liga contra a Vacina Obrigatória. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro quer liderar movimento parecido. Em 1904, muita gente boa, como Rui Barbosa, combatia a vacinação contra a varíola, que naquele ano mataria 4.000 pessoas na cidade. Em 1980 a OMS certificou a erradicação da doença. No governo de Rodrigues Alves o Brasil andou para a frente.
Artigo do jornalista Elio Gaspari publicado no jornal Folha de São Paulo.

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