Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Uma vacina contra a estupidez

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 23 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Vizinho’.

Uma vacina contra a estupidez
Com a vacina no horizonte, a dois meses de completar 80 anos, a Covid-19 me visitou. Se a ideia era me matar na praia, o vírus perdeu. Tornou-se apenas uma memória no meu sangue, na forma de IgG reagente. Um retrato na parede, como dizia Drummond. Pouca febre, muita dor de cabeça: é bom vencer uma batalha, mesmo sabendo que, no final, perde-se a guerra. Ainda assim, estarei na fila da vacina. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas a Covid-19 tem negado essa crença popular.
Bolsonaro está tirando o bumbum da seringa. E o faz em situações diferentes. Em primeiro lugar, quer que as pessoas assumam um termo de responsabilidade ao tomar a vacina. Ele não leu a Constituição no trecho que afirma que a saúde como direito de todos é dever do Estado.
Em segundo lugar, afirma que não vai se deixar vacinar e ponto final. Em muitos lugares do mundo, os estadistas se vacinam em público para estimular as pessoas. Obama, Clinton e Bush se dispuseram a isso. O vice-presidente dos EUA o fez. A rainha da Inglaterra espera na fila de vacinação.
Depois de muito resistir à CoronaVac, que chama de vacina chinesa, Bolsonaro decidiu autorizar o general Pazuello a comprá-la, no Instituto Butantan.
Aqui, o movimento de tirar o bumbum da seringa é mais sutil. Ele percebeu que não será fácil conseguir vacinas rapidamente, além da CoronaVac. E o exame cotidiano das pesquisas mostra que a incapacidade de oferecer vacinas derrubará seus índices de popularidade. (...)
Em síntese: atrasar por razões políticas uma vacina que possa salvar vidas dá cadeia. É importante que os militares da Anvisa saibam disso. O próprio general Pazuello também deveria entender. Se for difícil para ele, sempre haverá alma caridosa para explicar com desenhos e animação.
Outro dia, vi nas redes um vídeo em que o general Pazuello, numa festa, cantava “Esperando na janela”. O ministro da Saúde cantando numa festinha, em plena pandemia, é sempre estranho. Pazuello já teve Covid. Foi tratado com todos os recursos disponíveis, não lhe faltou leito.
Ao dizer em discurso que não entende a ansiedade de todos nós, ele se esquece de milhões de pessoas que têm medo de não encontrar vaga em hospital, medo da falta de ar, medo de ser intubadas, medo da morte. (...)
Os Estados Unidos passaram por um flagelo semelhante e o superaram, apesar das marcas. A versão tropical é mais devastadora, não só pela profundidade da ignorância de Bolsonaro, mas também pelas circunstâncias.
Trump deixa os Estados Unidos com pelo menos uma vacina produzida nos EUA e quantidade de doses contratada suficiente para imunizar o país. No seu lugar, entra Biden: consciência ambiental e sintonia absoluta com a ciência no combate ao coronavírus.
Não tenho dúvidas de que também vamos acordar do pesadelo. Mas uma importante tarefa, assim como aconteceu com uma geração de intelectuais alemães no pós-guerra, será estudar as causas disso tudo: as raízes no imaginário nacional que nos tornam tão vulneráveis à barbárie, tão seduzidos pelo discurso da estupidez.
Artigo do escritor e jornalista Fernando Gabeira publicado no jornal O Globo.

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Para que essa ansiedade, essa angústia?

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 22 de dezembro de 2020, é celebrado o 'Dia da Consciência Ecológica';
- Nesta data, em 1981, foi criado o estado de Rondônia através da Lei Complementar 41, assinada pelo presidente à ocasião, o general João Batista Figueiredo (1918-1999). Figueiredo foi o último presidente do período da ditadura militar; governou o Brasil de 1979 a 1985.

Para que essa ansiedade, essa angústia?
Como bem lembrou a jornalista Eliane Cantanhêde no 'Estadão', infelizmente continuaremos assistindo os Estados Unidos, a Inglaterra, o Canadá, a União Europeia, a Arábia Saudita e o Chile vacinando seus povos enquanto esperamos, pacientemente, uma fala presidencial 'que contribua para o bem-estar da saúde nacional na pandemia', como mencionado pelo jornalista Elio Gaspari e pelas providências que o bom senso e a liturgia exigem em nome da saúde do povo.
A se realizar o que especialistas estão prevendo, o Brasil terá em número de mortos bem mais do que a população de Foz do Iguaçu até que consiga vacinar 70% de sua população, meta com a qual talvez consigamos deter o avanço da pandemia da Covid-19.
É muito provável que não tenhamos em nossa cidade a vacina redentora antes de abril. E até lá, o que podemos fazer é continuarmos na prevenção: nada de aglomerações, muito uso de álcool gel, máscara o quanto e enquanto for possível e lavar sempre as mãos.

Gasolina  x  Dólar
     Os preços acima - considerando o dia 21 de dezembro, segunda-feira - não deixam dúvidas: estados cujas finanças estão, por assim dizer, em estado de penúria têm o preço da gasolina nas alturas. Isto não quer dizer que no Paraná em geral e em Foz do Iguaçu, em particular, os preços sejam módicos. Em nossa cidade o preço atualmente varia entre R$ 4,27 e R$ 4,65 o litro (R$ 4,46 na média, certo?).

Gasolina x Dólar  (2)
A foto da esquerda acima é de um posto situado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Veja, leitor, que o preço da gasolina aditivada ultrapassa o valor do preço do dólar para venda na data considerada. E se comparado ao preço médio praticado em Foz, a diferença fica próxima dos 20%.
Mas os cariocas não estão sozinhos nesta canoa furada; Minas Gerais está numa situação ainda pior e, como lembrou o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD-MD), 'o estado foi abandonado pelas gestões federais anteriores' (estaduais também, né?). E, como sempre, 'quem paga o pato' é o povo. E, infelizmente, no caso em tela, os proprietários de automóveis em geral.

Adágios
A situação do Rio de Janeiro ilustra à perfeição o que preconizam dois ditos populares que o brasileiro conhece bem: 'em casa de ferreiro o espeto é de pau' e 'santo de casa não faz milagres'. Pois o estado que é o maior produtor nacional de petróleo, o Rio, tem os combustíveis entre os mais caros do País.

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Gostaria de enviar os antivacinas para o passado da cólera e da febre tifoide

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 21 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Atleta’;
- Hoje começa oficialmente o verão 2020/2021.

Gostaria de enviar os antivacinas para o passado da cólera e da febre tifoide
A loucura se torna um hábito. Assisto a um filme, a um documentário, a um programa de TV do ano retrasado. E dou por mim a pensar que os atores ou participantes não obedecem às regras de distanciamento social. Pior: nem sequer usam máscara.
Demoro um segundo ou dois a corrigir a minha loucura. Mas o instinto, o primeiro instinto, é a estranheza perante aquele mundo de liberdade e intimidade, que me parece vindo de outro planeta. Serei caso único, leitor? Não minta.
A pandemia trouxe morte e doença. Mas o combate a ela, por mais necessário que seja, também foi moldando os nossos espíritos de acordo com as exigências do “novo normal”. É por isso que suspiro pelo velho normal todos os dias. E não haverá normalidade sem uma vacinação geral e eficaz.
Pois bem: vacina já há. Falta é vontade para a tomar.
Não sei como estão as coisas no Brasil. Em Portugal, uma enquete recente da Universidade Católica informa que 61% dizem sim à vacinação. Os restantes se distribuem por gente que não vai tomar (8%), por gente que não sabe ou não responde (8%) e por gente que tenciona adiar esse momento sacramental (24%). Preocupante? Nem por isso. Em vários países europeus, é muito pior - e a França leva a copa do ceticismo. Como explicar essa onda de desconfiança e temor que pode pôr em risco a tão desejada imunidade de grupo?
Sim, eu sei: os céticos temem os efeitos secundários e não confiam na rapidez com que as vacinas foram desenvolvidas e aprovadas. Mas isso são temores conjunturais, não estruturais.
A verdade é que o medo das vacinas, que sempre existiu desde o século 19, está hoje mais disseminado do que nunca e não se limita aos famosos “anti-vaxxers” (antivacinas) que espalham a sua “ciência” na internet.
Tentar explicar o fenômeno é tarefa para vários dias. Mas eu desconfio que o ceticismo anticientífico está diretamente relacionado com o sucesso da medicina nos últimos 150 anos. Paradoxal?
Será: se a medicina permitiu uma melhoria radical das nossas condições de vida, isso seria uma razão favorável a uma maior confiança nos seus métodos e produtos. Quem, em juízo perfeito, gostaria de retornar a um passado sinistro em que a expectativa média de vida não passava dos 30 anos e pragas como a peste bubônica dizimavam populações inteiras?
Acontece que os seres humanos não funcionam dessa forma, exceto na cabeça racionalista dos otimistas. Como dizia Woody Allen sobre a sua infância, ninguém se suicidava no Brooklyn; todos eram demasiado infelizes para isso.
Parece piada, mas não é: Émile Durkheim já tinha notado como, em tempos de guerra, diminui o número de suicídios; as matanças privadas só recomeçam em tempos de paz.
O mesmo acontece em tempos de conforto médico: como explica Jonathan Berman no melhor livro que conheço sobre os antivacinas (“Anti-Vaxxers: How to Challenge a Misinformed Movement”, Antivacinas: Como Mudar um Movimento Mal Informado), a hostilidade contra as vacinas foi crescendo nos Estados Unidos à medida que os terrores da poliomielite, derrotados pela descoberta da vacina em 1952, iam desaparecendo da memória coletiva.
Eis a moral da história: entediados pela abundância material e pelo progresso tecnológico, até nos esquecemos de como a vida era brutal para os nossos antepassados.
Por isso nos tornamos decadentes, cultivando uma espécie de nostalgia pelo primitivismo em que a natureza é nossa amiga e o corpo se cura sozinho.
Essa nostalgia teria remédio se fosse possível enviar os “anti-vaxxers” para o passado, condenando-os a enfrentar surtos de cólera ou de febre tifoide sem acesso a farmacologia moderna.
Como isso não é possível, sei que a minha loucura ainda vai continuar por muito tempo sempre que assistir a um filme antigo em que os personagens se beijam ou se cumprimentam.
Artigo do escritor e doutor em ciência política João Pereira Coutinho publicado na Folha de São Paulo.

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JusPorn Awards 2020: votação aberta

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 18 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Museólogo’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional dos Migrantes’ e o ‘Dia do Mergulhador’.

JusPorn Awards 2020: votação aberta
Da pornografia nas profissões jurídicas fez-se o JusPorn Awards. (...) As categorias do prêmio refletem a mistura de corrupção institucional, autoritarismo e aberração ética que permeiam carreiras da Justiça.
O ano de 2020 foi uma orgia, se me permitem emprestar termo de Luiz Fux. Foram muitos episódios.
Na categoria "faço barba, cabelo e bigode", o indicado é o ex-juiz "la garantía soy yo". Sergio Moro acusou, prendeu, julgou, palestrou, posou, elegeu, governou e foi advogar para quem condenou. O polímata fez tanto que a esposa desabafou: "Agora a gente pode, finalmente, ter a nossa vida". O livro de Rosangela virou clássico instantâneo da ética judicial.
Na categoria "dança dos querendo-ficar-famosos por uma cadeira no STF", o rebolado de Marcelo Bretas no palco com Crivella e Bolsonaro nos fez suplicar por sua nomeação. Na corrida dos rastejantes, disputa entre Augusto Aras, André Mendonça e João Noronha pede menção honrosa. Não sabiam que Bolsonaro faz promessas para colher vassalagem no presente, não para pagá-las no futuro. Kassio Nunes, nomeado, comprovou.
A categoria "liberdade, liberdade, abre as asas só pra nós" seleciona serviços de intimidação prestados por soldados da autocratização. Ailton Benedito, procurador da república, não só processou agência de checagem de notícias como estimulou milhares de seguidores a imitá-lo; também interpelou sociedade de infectologia que contraindicou certo tratamento de Covid-19.
Augusto Aras representou contra advogado que abusou do direito de solicitar investigações contra o governo. Promotor de Porto Alegre denunciou rádio gaúcha por fazer críticas à polícia, pois lei antirracismo também protegeria a honra da instituição policial. [AGU] interpelou críticos de Ricardo Salles, senhor do colapso ambiental. Não esqueçamos do fetiche por dossiês de André Mendonça, ministro anti-antifascista.
Na categoria "somos todos contra viés ideológico", juíza trabalhista de Minas Gerais, daltônica como o presidente, tuitou: "Contratação em razão da cor da pele: inadmissível". Juíza criminal do Paraná, nada daltônica, ensinou que existe criminoso "em razão de sua raça". Juízes pernambucanos, indignados com curso antirracismo oferecido no Judiciário, deixaram claro que rechaçam ideologia da obediência à lei, esse viés do Estado de Direito.
Na categoria "magistocracia muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada", destaca-se o TJ-SP, que assegurou auxílio-saúde para juízes gozarem de hotelaria hospitalar. O STF aproveitou e concedeu a desembargadores equiparação do teto constitucional do STF. Ministério Público de Mato Grosso criou "auxílio iPhone" para promotores.
Na categoria "tarô constitucional", quatro ministros do STF asseguraram que a frase "vedada a reeleição" significa, recombinando as letras, "liberada a reeleição". Perderam e se sentem traídos pelos outros ministros. Ameaçam retaliação.
Na categoria "encontros noturnos da República", jantares na casa de Gilmar Mendes, onde se movem placas tectônicas do Planalto, reconquistaram prestígio. Lá Jair chancelou nomeação de Kassio Nunes para o STF. Na categoria "bobo da Corte Suprema", os abraços gratuitos e as recepções de gala de Toffoli às visitas surpresa do presidente não têm par.
Na categoria "meritocracia dos bem-nascidos", o CNJ mostra que combate nepotismo em família. Terá como novo membro, por indicação da Câmara, filho do ministro do STJ Napoleão Maia. Está nesse páreo o desembargador que falava francês sem máscara na orla de Santos. Na categoria "arrojo", o TSE contratou os bravos da argumentação, Alexandre Garcia e Caio Coppolla, para campanha contra fake news. Há que ouvir os cloroquinistas.
Perdão por não tratar da "magistocracia home office" nem da "jurisprudência do vírus". Resultados sairão durante recesso judicial, período em que descansam. Seus 60 dias de férias, afinal, são para vender. Monetizar privilégio não faz mal a ninguém.
Artigo do professor de direito constitucional da USP Conrado Hübner Mendes publicado na Folha.

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Conselhos regionais, conselhos federais

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 16 de dezembro de 2020, é celebrado o Dia do Reservista; a data homenageia Olavo Bilac no dia de seu nascimento. Isso porque esse poeta brasileiro foi um grande defensor da obrigatoriedade do serviço militar.
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Teatro Amador’.

Conselhos regionais, conselhos federais
O signatário desejou durante a reforma trabalhista de Michel Temer que os conselhos existentes Brasil afora tivessem a mesma sorte dos sindicatos. Infelizmente isto não aconteceu e os sindicatos foram vítimas solitárias do fim das mensalidades macetadas que ajudaram muitos sindicalistas e muito, mas muito pouco os sindicalizados. Nunca é demais lembrar: há sindicatos sérios, cuja representatividade é uma realidade inarredável. O sindicalismo brasileiro está morrendo de inanição, isto é, pela falta que o dinheiro carimbado faz...
Já os conselhos regionais e federais de classe estão aí a recolher as mensalidades de sempre em troca de pouca ou nenhuma prestação de serviço.

Conselhos regionais, conselhos federais (2)
De modo a ilustrar a situação, vamos tomar uma parte do editorial de domingo (13) do jornal Folha de São Paulo:
“Passou de todos os limites a estupidez assassina do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de coronavírus. É hora de deixar de lado a irresponsabilidade delinquente, de ao menos fingir capacidade e maturidade para liderar a nação de 212 milhões de habitantes num momento dramático da sua trajetória coletiva. Chega de molecagens com a vacina! (...)
Abandonada pelo governo federal, a população brasileira assiste aflita ao início da imunização em nações cujos líderes se comportam à altura do desafio. Não faltarão meios jurídicos e políticos de obrigar Bolsonaro e seu círculo de patifes a adquirir, produzir e distribuir a máxima quantidade de vacinas eficazes no menor lapso temporal. (...)
O caminho da coerção, no entanto, é mais acidentado e longo que o da cooperação entre as autoridades federais, estaduais e municipais. Perder tempo, neste caso, é desperdiçar vidas brasileiras, o bem mais precioso da comunidade nacional.
Basta de descaso homicida! Quase nada mais importa do que vacinas já - e para todos os cidadãos”.

Conselhos regionais, conselhos federais (3)
Como é sabido, o Brasil tem Conselhos Regionais de Medicina espalhados por todo o País. E o nosso estado também tem o seu, o CRM-PR. E tem ainda o Conselho Federal de Medicina, tá certo? E aí vem a pergunta: tendo em vista o acima exposto acerca do editorial da Folha, o que exatamente conselhos regionais e federais de classe - todos! - têm feito a despeito da pandemia da Covid-19?

Agradecimento especial
Volta e meia o signatário recebe mensagens com comentários de leitores com manifestações de suas opiniões a respeito dos diversos assuntos abordados neste espaço, o que muito nos honra e nos deixa muitíssimo felizes sempre. É para os leitores que trabalhamos, afinal de contas.
Mas há leitores que nos marcam com sua presença assídua através de contatos. Assim, este humilde e batalhador colunista gostaria de deixar registrada sua imensa satisfação em ter como um dos leitores de nossas publicações o Dr. Sérgio Lobato - advogado, empreendedor pioneiro de Foz e, acima de tudo, grande exemplo de homem público de nossa cidade. A ele o nosso agradecimento e sincero abraço.

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Toda a renda será redistribuída em 2025

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, terça-feira, dia 15 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Arquiteto’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Advogada’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Economia Solidária’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia do Jardineiro’.

Toda a renda será redistribuída em 2025
Todo esse debate de desigualdade de renda, tópico número 1 da agenda internacional, deveria estar resolvido até 2025, quando se iniciam as discussões de como redistribuí-la. Para simplificar, vou personalizar Bill Gates como o “mal distribuído único” do planeta, e será o dinheiro dele que será distribuído para o resto do mundo.
Como?
Ninguém ainda pensou na parte operacional e administrativa, típico dos intelectuais que idolatramos, mas vamos lá.
1. O caminho inverso.
O mais lógico é simplesmente fazer o sentido inverso da acumulação de riqueza que Bill Gates usou para ser trilionário. Bill Gates devolverá US$ 2,00 para todos nós que compramos o seu software Windows. Foi assim que ele ficou rico, será assim que voltará a ser pobre. Ele tem a nota fiscal de todos nós, e pagando por PIX custará quase nada. Fica uma dúvida se nós ao recebermos a renda “mal distribuída”, precisaríamos devolver o Sistema Operacional, ou apagar o Windows de nossos computadores em troca. Mas isso é “detalhe”, não é mesmo Piketty?
2. A fortuna de Bill Gates não está em ouro ou dólar, mas em ações da Microsoft.
Então, ele seria obrigado a distribuir suas ações da Microsoft para 300 milhões de americanos, que se tornarão os novos sócios da Microsoft, agora mais bem distribuídas. Mas para muitos que querem dinheiro, e não as ações, essa não será uma solução que resolve. Digamos que 80% vai pedir a dissolução da Microsoft e a transformação dos ativos em caixa para serem distribuídos em moeda.
Bill Gates só pode reaver seu dinheiro investido na Microsoft vendendo os ativos e pagando os passivos, mas aí tem um ponto. Bill Gates não pode pedir suas ações de volta porque elas pertencem à Microsoft e não ao Bill Gates, enquanto empresa. Ele não pode dizer, cansei, quero meu dinheiro de volta. Esse dinheiro faz parte do Capital Social da Microsoft, é o colchão de segurança que protege empregados, fornecedores e clientes de uma possível falência da empresa.
Antes de você apoiar qualquer ideia na vida, raciocine até o fim para não cair num beco sem saída.
O Bill Gates me vendeu um sistema operacional que custou 40 milhões de dólares, por somente US$ 2,00 - recuperando o prejuízo [ao vender] 80 milhões de cópias.
Eu, por exemplo, não vou querer os US$ 2,00 do Gates, muito menos devolver o sistema operacional.
Eu sei que ele ficou rico, mas nós coletivamente ficamos muito mais, nem por 40 milhões faríamos sozinhos um Windows. Para mim foi um ganha-ganha.
Para os intelectuais, essa minha transação com Bill Gates foi espoliativa, injusta e mal distribuída.
Artigo do consultor de empresas (e guru brasileiro em administração) Stephen Kanitz.

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Covid-19(xxc)

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, segunda-feira, dia 14 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Nacional do Ministério Público’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Engenheiro de Pesca’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional de Combate à Pobreza’.

 

Covid-19
Como podemos ver, o nosso estado é o sétimo colocado em número de casos. Um triste número. Pois há oito meses, estávamos na posição hoje ocupada por Roraima, isto é, a 23ª.
Depois de muito tempo enclausurados e sem um norte, os brasileiros passaram a achar que as coisas e a vida estariam voltando ao normal, que o vírus teria dado um tempo.
Nossas autoridades pecaram desgraçadamente, pois o norte a respeito da pandemia com informações acerca de como agir deveria partir delas, que são as responsáveis pela saúde pública, hoje nas mãos de incompetentes que guardam ‘kits’ de testes da Covid-19 sem perceber que a validade deles exauriu ou está em vias de.
Temos um ministro da Saúde, um general que é ESPECIALISTA EM LOGÍSTICA, que até hoje não tem à mão um planejamento para o Plano Nacional de Imunização que contemple a vacinação contra o mal e contra as mortes que assolam miseravelmente famílias País afora. Imagine, leitor, se esse coitado não fosse especialista.
O general que ora ocupa o cargo de ministro da Saúde pode comprometer indelevelmente a reputação do Exército. Pois se ele que chegou a general (coisa pra pouquíssimos!) age desta forma, como lembra o professor e historiador Marco Antônio Villa, imaginem os cabos, sargentos e tenentes..!
E tome politização da vacina. Quanta insensibilidade. Na mesma semana em que o Brasil soube que os mortos passaram de 180 mil, o governo anunciou com orgulho que o imposto para importação de certas armas agora é zero. E o presidente foi a Angra dos Reis reclamar que a ‘Val do Açaí’ deveria ter sido eleita vereadora...
Mas não é só isso: notícias que chegam dão conta de que o ex-candidato a presidente da República e ex-presidente do partido Novo João Amoêdo afirmou na rede social Twitter que Bolsonaro tem três prioridades por ora: ‘Eleger o líder da Câmara para frear um eventual processo de impeachment, proteger a família e tumultuar a vacinação para evitar dividendos políticos para adversários’. É do jogo.
O signatário prefere acreditar, que duvidar de  Amoêdo. O presidente está trabalhando por Arthur Lira, o seu candidato réu no STF. O presidente está tentando proteger o filho acusado de peculato, Flávio. E o episódio da vacina dispensa comentários.

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A vacina vai salvar as pessoas e pode matar Bolsonaro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 11 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia do Engenheiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional das APAES’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Tango’: coincide com o nascimento de Carlos Gardel, o mais famoso cantor de tango do mundo.

A vacina vai salvar as pessoas e pode matar Bolsonaro
Depois de sabotar todas as medidas sanitárias de combate à propagação de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro resolveu entrincheirar-se para lutar contra a obrigatoriedade da vacina. É uma trincheira que ele cavou numa guerra que nunca existiu. O presidente acaba de descobrir que a maioria esmagadora dos cidadãos vai correr para tomar qualquer vacina que for colocada à disposição.
Jair Bolsonaro e os seus macaquinhos ideológicos tiveram a ofuscante ideia de tentar transformar a luta contra um vírus em ameaça ideológica a si próprios e às liberdades fundamentais. Não foram originais, porque não há de se falar em originalidade em figurino tão surrado pelo passado de inglórias e também pelo presente que se repete como infecção. Populistas de direita também o fizeram em outras plagas. Mas ninguém chegou às raias do ridículo como o presidente brasileiro no caso da vacina contra a doença que flagela o planeta.
O debate sobre a obrigatoriedade da vacina pelo estado brasileiro só existiu como exploração política malfadada entre quem o criou — Jair Bolsonaro — e os que viram nele uma escada eleitoreira, como João Doria. Independentemente do que os aloprados incompetentes que dirigem o país decidam, não só os cidadãos correrão para imunizar-se como a obrigatoriedade efetiva se dará por meio da livre iniciativa e, no plano internacional, de fora para dentro. Empresas aéreas, por exemplo, só embarcarão passageiros imunizados. E países que não forçarão os seus próprios cidadãos a tomar a vacina, como os da União Europeia, permitirão a entrada em seus territórios apenas de estrangeiros devidamente protegidos contra o vírus da Covid-19.
Da sua trincheira numa guerra que não existe contra a vacina obrigatória, Bolsonaro resolveu suicidar-se politicamente: instruiu o seu patético ministro da Saúde a tentar retardar a aprovação pela Anvisa da vacina Coronavac, de João Doria, para tentar conter o adversário político no plano nacional. Doria conseguiu atrair a antipatia dos outros governadores, com a sua ideia de se tornar o galo da vacina nos galinheiros alheios, mas nada cancela o fato de que, com as imagens de gente sendo vacinada no Reino Unido, e que em breve começarão a multiplicar-se em outros países, os brasileiros começarão a exigir com mais barulho que a vacina — qualquer que seja ela — também seja distribuída por aqui. Se continuar a dificultar a compra e aprovação de imunizantes, Jair Bolsonaro verá a sua popularidade já claudicante despencar nas pesquisas e nas redes sociais, o seu habitat preferido, com repercussão negativa inevitável na sua ambição de reeleger-se.
Em Brasília, onde não há inocentes em todas as acepções da palavra, políticos já se movimentam para forçar a aquisição e aprovação de vacinas, independentemente do selo da Anvisa aparelhada pelo bolsonarismo. Querem sair como resgatadores da pátria — e o serão –, enquanto Jair Bolsonaro insiste em morrer entrincheirado na sua guerra imaginária contra o imunizante que todo mundo quer.
A vacina vai salvar as pessoas e pode matar o presidente. Se alguém tiver um pouco de juízo no entorno da besta fera, que lhe dê o conselho de facilitar logo a aprovação dos imunizantes que obtiveram o aval das autoridades sanitárias dos seus respectivos países de origem.
Artigo do escritor e jornalista Mário Sabino.

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Ipsis litteris

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 10 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia Universal do Palhaço’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Sociólogo’;
- Por fim, hoje é o ‘Dia da Inclusão Social’.

Ipsis litteris
Sob o título ‘Justiça condena Magazine Luiza por discriminação contra funcionário gay’, na terça-feira, 08, o site O Antagonista publicou o seguinte ‘post’:
O Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina condenou o Magazine Luiza a indenizar em R$ 40 mil um funcionário que afirmou sofrer humilhações do gerente por ser gay. “Em sua casa quem dá, você ou seu marido?”, disse o gerente ao funcionário, segundo o relato de uma cliente.
Na condenação, o desembargador José Ernesto Manzi, relator do caso, responsabilizou a empresa por não impedir o assédio moral do gerente sobre o funcionário. E destacou que, apesar de a Magazine Luiza ter propagado recentemente um programa de trainee exclusivo para negros - uma “discriminação racial positiva”, nas palavras do desembargador -, não agiu com rigor para punir o gerente e indenizar o funcionário humilhado.
“Seria necessário que o Magazine Luíza agisse com o rigor que não teve, não apenas para punir, mas, inclusive, para indenizar o ofendido e mais, reforçar uma política de combate à intolerância contra orientação sexual, com o mesmo alarde que fez na contratação de estagiários”, afirmou.
“Tratar com publicidade e máxima divulgação a intenção de fazer discriminação positiva, mas esconder embaixo do tapete as discriminações negativas, que possuem, pelo menos, importância igual, é inaceitável porque a coerência é a primeira virtude que se deve exigir de quem quer dar exemplos. Aquele que se dispõe a esse papel, sempre terá os defeitos replicados de forma exponencial, por relativizados por serem praticados por quem é tido como virtuoso”, continuou.
“Ao chamar a atenção para si, em questão importante em termos de dignidade humana, a ré maximizou sua própria responsabilidade e seus próprios deveres em todos os campos afetos a esta questão, porque os efeitos extracontratuais e extraprocessuais de sua conduta deixarão de agravar o autor individualmente e seus próprios empregados, para atingir toda uma coletividade que será prejudicada pelo mau exemplo que deu”, disse o magistrado, em outro trecho.
O Magazine Luiza ainda teve de pagar ao funcionário comissões por vendas canceladas, horas extras não compensadas no banco de horas, indenizações por desrespeito ao descanso mínimo entre jornadas e pelo não fornecimento do uniforme completo e alimentação.
Comentário: como a reportagem se limita ao texto que você acabou de ver, leitor, não ficamos sabendo se a empresa Magazine Luiza achou por bem recorrer da decisão do doutor José Ernesto Manzi, que na visão deste signatário fez a coisa certa.
Atitudes como a do desembargador Manzi deveriam ocorrer TODOS os dias no Brasil e, na medida das possibilidades, serem veiculadas pela grande mídia igualmente.
Como sabemos, o Magazine Luiza recentemente lançou um programa de trainee só para negros, mas o gerente de Santa Catarina parece não ter entrado no clima. Sugerimos à empresa que adote uma boa e exitosa dinâmica para seus funcionários: a "CAMPANHA PELA VIDA; CADA UM CUIDE DA SUA". Quem sabe assim os problemas diminuam, né?

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Sorte e saúde sempre!

O poder gera folgados

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 09 de dezembro de 2020, é celebrado o ‘Dia da Criança Especial’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Alcoólico Recuperado’ e o ‘Dia do Fonoaudiólogo’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Internacional Contra a Corrupção’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia da Bíblia Sagrada’.

O poder gera folgados
Num dos melhores episódios da última temporada de “The Crown”, série da Netflix, há uma reveladora sequência envolvendo a personagem de Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido, interpretada por Gillian Anderson. Ela é mostrada em casa, ao fogão, de panela na mão e avental, aviando o jantar, enquanto seus nervosos ministros, também na cozinha, tentam convencê-la a aprovar uma sanção à África do Sul, exigida pelos membros da Commonwealth. É uma decisão de que depende a unidade do Império Britânico. Mas Thatcher nem cogita interromper o preparo de sua omelete ou fritada para discutir o assunto. Eles saem de mãos abanando.
Margaret Thatcher foi uma das mulheres mais poderosas do século 20. Tomou amargas medidas econômicas, peitou a monarquia, declarou guerra à Argentina e ganhou todas. Era a Dama de Ferro. Se quisesse, teria oito chefs à sua disposição para cozinhar, mas preferia ela própria pilotar suas trempes. Em diversas ocasiões, a série a mostra como uma governante modesta, atenta a custos. Numa produção de luxo quase indescritível, seu guarda-roupa pouco varia, como se ela só tivesse mesmo dois ou três tailleurs.
Duvido que sir Winston Churchill, seu mais ilustre antecessor na vida real, tenha algum dia fervido uma água. Ou Evita Perón, “mãe dos descamisados”, dito “Por favor” a um serviçal. Ou Fidel Castro, fumante de charutos, esvaziado um cinzeiro. Ou Jacqueline Kennedy, a deusa, lavado uma calcinha.
O poder faz do mais consciencioso um folgado. Donald Trump, depois de presidente dos EUA, nunca mais abriu uma porta. Jair Bolsonaro, a Constituição.
Acabo de saber que, na dita sequência de “The Crown”, o objeto na mão da Dama de Ferro era uma travessa, contendo um prato a que, com esmero e ternura, ela estava aplicando rodelas de ovo cozido —uma paella, talvez. A dama podia ser de ferro, mas só do gabinete para dentro.
Do jornalista e escritor Ruy Castro, em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo.

Já pensou?
O blog ‘6Minutos’ informa que a fila de espera para quem quiser trocar de carro agora pode chegar a 180 dias. Por conta da pandemia, as montadoras interromperam a produção de carros, o que reduziu a quantidade de unidades disponíveis para venda. Ao mesmo tempo, a demanda não caiu, agravando a situação.
Por que as montadoras não aumentam a produção? Não é tão simples assim. O setor quer entender se essa demanda gerada pela pandemia é de longo prazo ou pontual. “Como o planejamento de produção de cada montadora é feito com grande antecedência, foi preciso aguardar a retomada do mercado para entender os níveis de demanda para poder calibrar as encomendas de peças/insumos e a produção ao ritmo mais adequado”, diz a Anfavea.
Por que a demanda subiu? Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), diz que o carro começou a ser encarado como um meio mais seguro de transporte durante a pandemia. “As pessoas substituíram o carro de aplicativo e o transporte público pelo automóvel, pois se sentem mais seguras.”
Além disso, uma parte da população substituiu as viagens de avião por outras mais próximas em que o meio usado é o veículo. “As vendas subiram tanto, que em novembro foram 15,5% maiores que no mesmo mês de 2019”, conta Santos.

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