Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
O que explica lockdown e comércio fechado não frearem caos da Covid no AM

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, segunda-feira, dia 1º de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Publicitário’; a data recorda o Decreto no. 57.690, de 1º de fevereiro de 1966, que dispõe sobre a profissão de publicitário.

O que explica lockdown e comércio fechado não frearem caos da Covid no AM
Em reportagem no portal UOL, o repórter Carlos Madeiro registra:
“As transferências de pacientes para outros estados, a abertura de novos leitos em hospitais e decretos rígidos de isolamento social não foram capazes de reduzir o colapso na saúde no Amazonas, que vê demandas crescentes de espera por uma vaga para tratamento.
O que chama a atenção é que decretos com fechamentos de serviços não essenciais ocorreram há 25 dias, sempre aumentando o endurecimento nas medidas.
O primeiro decreto mais rígido ocorreu no dia 4 de janeiro, quando o governo cumpriu, na verdade, uma decisão do TJ-AM (Tribunal de Justiça do Amazonas), suspendendo as atividades econômicas não essenciais pelo prazo de 15 dias. Naquela data, não havia ainda fila de espera.
Sem sucesso na contenção do vírus, o estado adotou um ato além: um toque de recolher no dia 14 de janeiro, proibindo a circulação de pessoas em todos os municípios das 19h às 6h. Àquela altura, a fila era de 427 pacientes. Naquele mesmo dia, o estado viveu seu pior dia em termos de mortes por conta da falta de oxigênio em hospitais em Manaus e cidades do interior.
No último dia 24, diante de uma longa fila de espera que já alcançava 534 pessoas, o toque de recolher foi estendido para as 24 horas do dia. [No dia 29], quando a fila chegou a 612 pessoas à espera, o governo decidiu manter o toque de recolher por mais oito dias.

Por que não cessou?
O UOL ouviu especialistas para tentar entender por que o estado - que sofre com uma nova variante provavelmente mais contagiosa - não conseguiu, como em outros momentos e outros estados, frear a disseminação do novo coronavírus.
Além da nova variante com transmissibilidade maior, outras questões pesaram. Uma hipótese levantada por todos é que o estado demorou a fazer o chamado lockdown.
Quando se dá um passo depois do momento ideal, você já está com a circulação viral muito elevada para a população. É uma transmissão comunitária e difusa. Então o vírus já transitava com muita facilidade por toda a cidade de Manaus.
Antonio Silva Lima Neto, epidemiologista e pós-doutor na Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA)
O especialista, que atua na Secretaria de Saúde de Fortaleza, foi um dos responsáveis pela definição do lockdown na capital cearense —e que teve efeitos positivos para conter o avanço do vírus na primeira onda da pandemia, em abril.
"Às vezes você tem um isolamento que funciona muito bem em algumas áreas da cidade, mas, se ainda tem uma circulação que a gente chama granular, ou seja entre bairros, nos assentamentos precários, nas favelas; essa pequena movimentação permite que os poucos moradores que não estavam contaminados se contaminem", afirma.
Outra questão que ele cita é a transmissão intradomiciliar. "Alguém que tinha na casa passa para os demais, e aí o vírus circula ali por dentro, ou então pelo peridomicílio, pelos vizinhos", explica.
"Isso tudo, associado com o fato de que você não tem mais vaga nos hospitais, você vai acumulando casos", conclui.

Ritmo de queda deve ser lento
Segundo o médico e doutorando na Universidade de Oxford (Reino Unido), Ricardo Parolin, o prazo para chegar a bons resultados com medidas tende a demorar por terem sido tomadas tarde demais. (...) Além do mais, no caso do Amazonas, ele diz que as estimativas estão comprometidas pela falta de assistência hospitalar".

Tenha uma ótima semana, leitor!

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Sorte e saúde sempre!

ORCRIM

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, sexta-feira, dia 29 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia da Hospitalidade’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional do Hanseniano’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional da Visibilidade Trans’.
- Nesta data, em 1886, o engenheiro alemão de automóveis Karl Friedrich Michael Benz patenteou o primeiro carro à gasolina bem sucedido.

ORCRIM
O colunista do UOL Josmar Jozino relata que apreensões revelaram frota de aeronaves do PCC superior à de polícias [do estado] de São Paulo:
‘Até novembro do ano passado, a frota aérea do PCC (Primeiro Comando da Capital) era maior do que a soma total de aviões e helicópteros das Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo. Juntas, as duas instituições têm 33 aeronaves. Esse número é inferior às 37 aeronaves apreendidas pela PF com traficantes internacionais ligados à facção criminosa apenas na Operação Enterprise, deflagrada em novembro. Ações anteriores apreenderam mais aeronaves.
A Polícia Militar [paulista] dispõe de 27 helicópteros e dois aviões. Procurada na terça-feira, (26), para fornecer números sobre a frota aérea da Polícia Civil, a Secretaria Estadual da Segurança Pública não havia retornado até a conclusão desta reportagem. Mas investigadores afirmam à coluna que a corporação paulista tem quatro helicópteros.
Uma das aeronaves apreendidas na Operação Enterprise foi avaliada em US$ 20 milhões. Autoridades federais afirmaram que foram obtidos R$ 1 bilhão em bens e valores apreendidos e bloqueados. Os agentes da PF apuraram que o chefe do esquema era o ex-policial militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, 62, conhecido como Major Carvalho. Ele estava foragido na Europa’.

Comentário: quem está se dando ao trabalho de acompanhar como a questão das vacinas está sendo resolvida no Brasil não vai se surpreender com a reportagem acima, tá certo? Detalhe que não se pode deixar passar batido: se as Polícias Civil e Militar de São Paulo -o estado mais rico do País- estão como informou a reportagem, imagine leitor como não deverão estar as do Maranhão, do Piauí, do Acre... A segurança pública no Brasil tem outras irmãs desvalidas: a educação, a saúde, a mobilidade urbana, a habitação e a inteligência na gestão pública.

Fala que eu te escuto
- “A base do liberalismo é clara: reforma do estado, simplificação do sistema tributário, abertura comercial e educação. O governo não tem nada nessas quatro premissas.”
Da economista e advogada Elena Landau, ex-diretora do BNDES, uma das responsáveis pelo Plano Real, em entrevista ao Correio Braziliense.

- “Estamos no escuro no Brasil. Não surpreende o coronavírus aproveitar. É muito fácil pôr a culpa em vírus mutantes. Mas o maior problema mesmo é a falta de medidas de contenção, que permite uma circulação elevadíssima e perigosa do coronavírus. Sem as pessoas, o vírus não faz nada.”
Do chefe do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciência Biomédicas da USP Edison Durigon, em entrevista ao jornal ‘O Globo’.

- “O partido pró-boquinha é o único que existe no Congresso Nacional”.
Da redação do site ‘O Antagonista’.

Bom final de semana, leitor! Até segunda-feira, ok?

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Sorte e saúde sempre!

 

Fala que eu te escuto

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quinta-feira, dia 28 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Portuário’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional da Privacidade de Dados’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Comércio Exterior’; e
- Hoje é o ‘Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo’.

Fala que eu te escuto
O ex-motorista de caminhão Wanderlei ‘Dedeco’ Alves – um dos líderes da greve de caminhoneiros que colocou o País de joelhos e que durou dez dias (entre os dias 21 e 30 de maio de 2018, no governo de Michel Temer) - falou à repórter Thaís Carrança, da BBC News Brasil, a respeito da paralisação que os caminhoneiros ameaçam iniciar em 1º de fevereiro próximo, do governo Bolsonaro e da atual situação dos caminhoneiros:
- O anúncio da greve foi uma estratégia de parte dos caminhoneiros para reabrir o diálogo com o governo, que havia sido interrompido pela pandemia. O fato de os motoristas de caminhão terem sido incluídos na última sexta-feira (22/01) entre as categorias prioritárias para vacinação contra a covid-19 e de o governo ter zerado o imposto de importação para pneus usados no transporte de cargas mostram que a pressão já surte efeito.
- A greve de 2018 foi uma greve planejada e bem trabalhada no sigilo, nos bastidores, durante seis meses para acontecer. Além disso, ela teve apoio da população quase em geral e do setor rural. Isso não tem mais, porque o setor rural hoje está todo do lado do governo. Ruralista rico gosta de governo ruim porque governo ruim faz o dólar subir e quem vende em dólar se dá bem. Então o agronegócio gosta do Bolsonaro, porque aí eles vendem a soja deles a R$ 5, R$ 6 o dólar.
- Hoje, querem fazer a paralisação 'no peito'. Não faz. Caminhoneiro não faz greve 'no peito'. Não vai acontecer greve dia 1º. Pode acontecer de um louco numa pista ou outra querer parar, mas não vai conseguir. Porque boa parte dos caminhoneiros está muito apaixonada ainda pelo Bolsonaro. Principalmente aqueles que trabalham de empregados, não pagam pneu, não pagam óleo diesel, não pagam o caminhão. Para mim, são doidos igual ele.
- Esse é o pior governo que o Brasil já teve em toda sua história. O Bolsonaro é incompetente. Ele sempre foi. Como deputado, ele sempre foi baixo clero e o povo não conhecia. O que lançaram nas redes sociais não foi o Bolsonaro, foi um personagem. O Bolsonaro de verdade está sendo apresentado agora. Não vale nada e nunca prestou.

Na avaliação de 'Dedeco', pouco melhorou para a categoria desde a greve de 2018:
- Não mudou nada. Veja o preço do óleo diesel hoje, chega a estar R$ 4,40, R$ 4,50. Na época que nós fizemos paralisação, nós paramos porque o diesel estava R$ 3,30. O caminhoneiro, lá em 2015, no governo Dilma, parou porque o diesel estava R$ 2,80. Hoje, o diesel já está quase R$ 5 em alguns lugares. E o caminhoneiro está lambendo esse governo. (...)
- Começou uma concorrência muito desleal no valor do frete. Se você carregasse para o Nordeste, o dinheiro que você ia não dava para pagar o óleo para voltar, se você não arrumasse carga lá. E as cargas lá não estavam pagando nem o óleo para voltar também. Hoje, você bota uma carga de R$ 2 milhões no caminhão, para ir daqui ao Nordeste por um frete de R$10 mil e você gasta R$ 9 mil de óleo. Que vantagem tem?

Wanderlei ‘Dedeco’ vive em Curitiba - onde se tornou proprietário de uma hamburgueria - após reveses que o fizeram perder os três caminhões com os quais ganhava seu sustento.

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Sorte e saúde sempre!

Impeachment

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quarta-feira, dia 27 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Orador’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto’;
- Nesta data, em 2013, duzentas e quarenta e duas (242) pessoas morreram no incêndio da boate Kiss na cidade gaúcha de Santa Maria.

Impeachment
Quem conhece a Câmara faz um raciocínio aritmético. Quem acha que Arthur Lira vem da mesma cepa que Eduardo Cunha pode estar fazendo a escolha certa se dá de barato que o Planalto cumprirá tudo o que combina com ele.
Se, por hipótese, essa pessoa acha que pode não cumprir o combinado, deve lembrar o que aconteceu a Dilma Rousseff.
Nota do jornalista Elio Gaspari publicada em sua coluna dominical em ‘O Globo’.

A gota d'água para Wilson Ferreira deixar a Eletrobras
De um presidente de uma grande empresa brasileira sobre o pedido de demissão de Wilson Ferreira Junior, que deixa a Eletrobras depois de cinco anos tentando privatizá-la:
- O Wilson ficou quatro anos na Eletrobras sendo muito mal remunerado. Fez um excelente trabalho de reestruturação e viu a esperança de privatização desaparecer completamente com as declarações recentes do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) sobre o tema.
Pacheco, como se sabe, deve ser a partir da semana que vem o novo presidente do Senado.
Nota do jornalista Lauro Jardim publicada em seu blog.

Comentário: o signatário é de opinião que o governo do presidente Bolsonaro acabou em 22 de abril do ano passado. Assim sendo, esqueçamos de cousas como as privatizações e das reformas das quais o País tanto necessita (administrativa, tributária, política, etc.), pois o Governo Federal 
em 2021 e 2022 só terá energias para dois assuntos de interesse pessoal do presidente: proteger seu mandato contra o tal do ‘impeachment’ e seu filho ‘zero um’, Flávio Bolsonaro, das garras da lei e tentar a reeleição custe o que custar.

Custo benefício
Alguém já disse que os primeiros cem dias de qualquer governo são fundamentais para a consecução do seu programa de governo. Esta é uma época que funciona para os gestores como o tempo de forja para os ferreiros: é nessa hora que, tendo o ferro em brasa viva, ele consegue moldar a ferramenta ou instrumento que deseja confeccionar.
Nos primeiros cem dias de governo o clima é ainda de vitória na eleição e é quando o gestor precisa ser ágil e colocar para aprovação do Congresso a sua pauta de governo. Passado esse tempo, nenhum projeto será aprovado com a mesma facilidade e no mesmo intervalo de tempo.

Custo benefício (2)
E agora, leitor, imagine um presidente que depois de dois anos de governo tenha se tornado refém do Congresso e que, ao invés de se mostrar um gestor que foi capaz de promover mudanças através de bons projetos, deixou que o Congresso fizesse isso em seu lugar?
É esta a conjuntura atual do governo brasileiro. Tudo, absolutamente tudo, o que o governo quiser do Congresso terá que ser negociado.

Custo benefício (3)
O governo atual, agora se sabe, não tinha outro projeto em mente que não o de ficar no poder. E só.
Foi por isso que a aprovação do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral foram sancionados sem qualquer dificuldade. E nunca o Governo Federal pagou tantas emenda$ parlamentare$ como agora!

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Fala que eu te escuto

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia da Gula’. A escolha da data tem a ver com o objetivo de alertar as pessoas a respeito da obesidade, já que o número de obesos cresce a cada ano e porque a obesidade comporta grandes riscos para a saúde. Cerca de 10% da população do Brasil é de obesos.

Fala que eu te escuto
Depois de um dia de esperança com o início da vacinação, a realidade. E a realidade é que estamos nas mãos dos chineses, que riem por último do festival de grosserias dos nossos representantes.
O estoque da Coronavac deve durar até o final de janeiro. A AstraZeneca só deve começar a chegar em março. Bolsonaro desdenhou, cancelou compras, pôs em dúvida a eficácia dos imunizantes, seu governo se opôs —e depois voltou atrás— à quebra de patentes proposta pela Índia. E agora não conseguimos matéria-prima para abastecer a Fiocruz e o Instituto Butantan.
Da jornalista Mariliz Pereira Jorge, em artigo publicado na Folha de São Paulo.
Comentário: o fato da gente gostar ou não da opinião da jornalista ou do jornal que veicula a opinião dela é irrelevante. Pois o que realmente interessa agora é TER AS VACINAS que vão combater a pior tragédia brasileira em séculos!

Em tempo
O site ‘O Antagonista’ registra que ‘as internações de pessoas com mais de 60 anos em hospitais de Israel caíram 60% três semanas após a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19, da Pfizer’.
Comentário: a vacina da Pfizer foi oferecida ao governo brasileiro em junho de 2020 e solenemente rebarbada; o CEO da empresa no Brasil informou recentemente que pediu celeridade na resposta às nossas autoridades (e ficou falando sozinho, pelo que deu a entender). Como não houve o contato esperado, a empresa seguiu a vida.
Mas tem a imprensa canalha, não é? Que começou a mostrar gente sendo vacinada mundo afora e, em algumas vezes, em vizinhos muito próximos, como é o caso do Chile. Pior: João Dória, que optou pela PREVENÇÃO – que como a canja de galinha não faz mal a ninguém – conseguiu com os chineses a importação que era papel do Governo Federal fazer, tá certo?
E como não há nada neste mundo que seja tão ruim que não possa piorar, cidades como Manaus (no início de janeiro) e Porto Velho (mais recentemente) viveram o pior dos mundos com seus respectivos sistemas públicos de saúde colapsados. Agora resta aos governos estaduais e municipais em geral e ao Governo Federal em particular torcer com todas as energias para que não ocorram mais colapsos como os vistos até então.
Não é só culpa dos governos que os colapsos ocorram, tá certo? Cada um de nós deve também dar a sua contribuição para que o coronavírus não se propague. Mas a questão das vacinas é inarredável e a incúria, a irresponsabilidade e imprevidência governamentais – em todos os níveis, registre-se – cobrará o seu preço, com toda a certeza.
Veja, leitor: empresas como a Vale, Gerdau, JBS, Oi, Vivo, Ambev, Petrobras, Santander, Itaú e a Claro – dentre outras – estão negociando com o governo federal – leia-se, Ministério da Saúde – para que sejam autorizadas a importar 33 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Metade delas seria doada ao SUS e a outra metade oferecida aos funcionários das empresas e seus familiares. Isto diz muito a respeito do grau de competência e gestão do governo brasileiro, não acha?

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Racionamento: pendurados em São Pedro e na vacina

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, segunda-feira, dia 25 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Carteiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Criação dos Correios e Telégrafos no Brasil (1663)’;
- A data também é de celebração do ‘Dia da Fundação de São Paulo (1554)’.
- Por fim, hoje é o ‘Dia Nacional da Bossa Nova’, celebrado no aniversário de nascimento de Tom Jobim (1927-1994), um dos grandes nomes desse gênero musical brasileiro.

Racionamento: pendurados em São Pedro e na vacina
Há exatos 20 anos, o racionamento de energia passou a fazer parte das preocupações constantes do setor elétrico e da sociedade brasileira. Hoje não é diferente: no ano passado, a pandemia deprimiu o crescimento econômico, o que nos permitiu enfrentar a falta de chuvas sem muito risco de um racionamento. Mas em 2021, com o sucesso tão esperado das vacinas, o Brasil poderá voltar a crescer — quem sabe em V. Qual o risco de faltar energia?
Há dois cenários. No primeiro, chove muito no período mais úmido do ano - jan/fev/mar - e conseguimos recompor o nível dos reservatórios. Isso, aliado a uma reação lenta da economia, nos salvará, mais uma vez, da possibilidade de racionamento. Mas no cenário alternativo, a chuva fica abaixo da média dos últimos anos, e as vacinas trazem a retomada da economia. Teremos de volta ou o racionamento clássico como foi o de 2001 no Governo FHC, ou apagões seletivos determinados pelas concessionárias de distribuição. Racionamentos têm repercussões políticas. O de 2001/2002 talvez tenha sido o principal fator que determinou a eleição do Presidente Lula.
Recentemente, o irmão do atual Presidente do Senado perdeu uma eleição municipal que estava praticamente ganha no primeiro turno devido ao apagão ocorrido no Amapá. Apagões derrubam governos, e a classe política é sensível a isso. É importante refletir sobre como chegamos a essa situação em que o setor elétrico depende de rezarmos a São Pedro. (...)
A escassez de água, por sua vez, tem obrigado o Operador Nacional do Sistema (ONS, o comando central que despacha energia) a despachar a energia mais cara — aquela produzida pelas usinas térmicas — desde 2013 com mais frequência, para não botar os reservatórios em risco ainda maior.
Como o País tem crescido quase nada, temos sido capazes de evitar mais um racionamento — com a ajuda também da bandeira vermelha, que é uma espécie de racionamento econômico. (...)
Caso se concretize o cenário de pouca chuva e retomada da economia, o Governo terá que tomar quatro medidas. A primeira é o racionamento econômico, com a elevação das tarifas, como ocorreu no tarifaço de 2015. Teríamos um ano de bandeira vermelha. O espaço para isso não é grande, dado que as tarifas já se encontram num patamar muito alto, sem falar nas repercussões disso para a inflação.
A segunda medida é continuar, como está ocorrendo atualmente, despachando as térmicas a gás e a óleo — por mais caras que sejam. O problema é que — se as chuvas não vierem e a economia crescer — nem essas térmicas podem ser suficientes para atender a demanda de energia. Se isso acontecer, os reservatórios declinarão ainda mais.
Os primeiros sinais de que já estamos em racionamento são sempre sutis. Começaremos a ouvir sobre cidades ou bairros que ficam 8 ou 12 horas sem luz, sem que ninguém consiga “explicar” de forma clara o motivo. São os cortes seletivos de energia, para evitar que o sistema todo colapse sob uma carga insustentável.
A terceira medida será estabelecer políticas de administração da demanda dos grandes consumidores de energia, o que afetaria primeiro a indústria, e em seguida o PIB.
Por fim, o Governo deveria incentivar imediatamente o uso mais eficiente da energia e da água por parte dos consumidores. Este programa educacional deveria ser perene, em vez de existir apenas em momentos críticos.
Artigo de Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, publicado no site do Brazil Journal.

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Conselho ao presidente

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, sexta-feira, dia 22 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia da Fundação de São Vicente’, a vila fundada por Martim Afonso de Sousa em 1532, estruturada politicamente nos moldes portugueses, a primeira do Brasil;
- Nesta data - em 1808 - a Família Real portuguesa chegou ao Brasil depois de viajar por dois meses, fugindo da invasão francesa de Portugal decretada por Napoleão Bonaparte.

Conselho ao presidente
Este humilde signatário, do alto de sua insignificância, gostaria de deixar uma mensagem bem clara e útil ao presidente da República: respire fundo, ponha de lado o seu preconceito, a sua arrogância e o orgulho e tente ser humilde, um pouco inteligente e pragmático e então procure JÁ o embaixador da China no Brasil e peça a ele que marque uma audiência com Xi Jinping, de quem o senhor já apertou as mãos.
Sem a China não teremos vacina, presidente. Percebe o tamanho do buraco que o senhor cavou sem se importar com os desdobramentos? Aprendeu agora como se escolhe um chanceler? E o seu filho, que fritava hambúrguer nos EUA, o Dudu Bananinha, que o senhor queria nomear embaixador, agora vai ter que aprender a fritar rolinho primavera, como disse o Diogo Mainardi, não é? É.
Caso prefira insistir na burrice, na macaquice de continuar a tratar mal nosso maior parceiro comercial e, portanto, ‘salvador da Pátria’, o problema é seu. Mas saiba: sem vacinas a economia não vai dar ao senhor a resposta que precisa desesperadamente, ‘tá ok’?

Em tempo
Corra, presidente! Como disse o ex-ministro do STF Carlos Ayres Brito, o ‘conjunto de sua obra’ hoje o credencia fortemente a ser o próximo mandatário brasileiro a ser deposto pelo impeachment, como foi com Fernando Collor – o Belo – e com Dilma Rousseff – a Gerentona.
O Centrão que o senhor abominou na campanha e abraçou efusivamente depois da eleição fará com o senhor a mesmíssima coisa que fez com Collor e Dilma – vai abandoná-lo à própria sorte. Mas caso o senhor prefira pagar pra ver, como gostam de fazer os deslumbrados, tente. O País lhe será grato por muitos anos...

Hemorragia
A eleição para presidente da Câmara Federal e para o Senado acontecerão no dia 1º. de fevereiro. E o governo precisa esperar por essa definição para proceder a uma reforma ministerial que, seguramente, vai redundar em dois fatos bem previsíveis: Ernesto Araújo e Eduardo Pazuello saem (e nem é preciso a gente explicar as razões, tá certo?) e quem vai, por assim dizer, ocupar ambas pastas é um assunto a ser resolvido pelo pessoal do Centrão que, como o governo chinês, têm um mesmo ‘refém’ e pressa nenhuma.
E enquanto isso, certas popularidades sangram...

Efeito Biden
Será um milagre se nos próximos meses Ernesto Araújo ainda permanecer à frente do ministério de Relações Exteriores. Com a posse de Joe Biden nos EUA, sua saída é condição ‘sine qua non’ para que que o governo brasileiro sinalize aos americanos estar disposto a negociar com o novo mandatário em novas bases, já que Donald Trump - ídolo de Bolsonaro - se foi.
Como dizem os gaúchos, ‘ovelha não é pra mato’, tá certo?

Bom final de semana, leitor! Até segunda-feira!

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A força dos fatos

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quinta-feira, dia 21 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial da Religião’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa’.

A força dos fatos
Se havia alguma dúvida acerca da incapacidade de nosso chanceler Ernesto Araújo, ela se desfez no ar com a declaração feita por autoridades diplomáticas indianas, para quem o atual ministro das Relações Exteriores do Brasil age com a mesma desenvoltura de um ‘elefante numa loja de cristais’.
Arrogante e, consequentemente - ignorando a situação de premência que colocou o Brasil de joelhos a mendigar por uma migalha de 2 milhões de vacinas produzidas na  Índia  pelo consórcio Oxford/Astra-Zeneca, ao tratar com representantes da chancelaria indiana a respeito do assunto, afirmou com toda presunção comum aos aprendizes e amadores que ‘para a Índia seria uma honra fornecer os insumos ao nosso País’.

A força dos fatos (2)
Ficou parecendo que é o Brasil quem estaria em situação privilegiada ou de dar as cartas, sendo que é exatamente o contrário o que está ocorrendo. Como sabemos, Índia e China são grandes produtores e exportadores (os principais no mundo atual!) de insumos farmacêuticos e de vacinas.
Para não perder a vez para João Doria e sua ‘vachina’ (a Coronavac, produzida em parceria com nosso secular Instituto Butantan pela chinesa Sinovac) o governo federal quis improvisar importando vacinas da Índia para sair na foto antes. Como se viu, não deu certo.

A força dos fatos (3)
‘Quem não tem competência não se estabelece’ e Ernesto Araújo - nosso chanceler que jamais chefiou uma embaixada – está aí para atestar esta verdade tão inconveniente. Incúria dá nisso. Imprevidência nunca foi e jamais será virtude, tá certo? Atualmente há várias vacinas no mundo que poderiam servir a qualquer país que se dispusesse a comprá-las: a da Pfizer-BioNTec, a da Moderna, a CoronaVac (que o governo de São Paulo adquiriu através do Butantan), a da Oxford-AstraZeneca (nesta o Brasil apostou através da Fiocruz), a Janssen (da multinacional Johnson&Johnson), a Sputnik V da Rússia e a indiana Covaxin (do laboratório Bharat Biotech).

Em suma
Das sete vacinas acima citadas, o governo do Brasil apostou em apenas uma... Onde há vacinação pelo mundo é porque certamente os governos apostaram em mais de um cavalo. E na condição de país que não tem - e não produz! - e necessita desesperadamente do IFA (o insumo farmacêutico ativo) e agora de vacinas, o chefe de nossa representação diplomática falhou desgraçadamente.

Prescrição
O dono das Lojas Havan, Luciano Hang, está com Covid... Em razão de suas preferências ideológicas e eleitorais, tomo a mesma liberdade que foi concedida ao presidente da República para também dar ao ilustre empresário a receita médica que julgo ideal para seu caso: dois supositórios de azitromicina, dois supositórios de hidroxicloroquina e dois supositórios de ivermectina – tamanho GG – de 6 em 6 horas, durante uma semana. Caso a doença não arrefeça, dobrar a meta, digo, a dose.
Estimamos melhoras ao Zé Carioca, digo, Luciano Hang. Esperamos que se cure na brevidade possível.

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Surpresas para 2021

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quarta-feira, dia 20 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Farmacêutico’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional da Parteira Tradicional’
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional do Fusca’; e
- História: nesta data, em 1949, foi inaugurada a Primeira Exposição do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Surpresas para 2021
A pandemia do coronavírus (Covid-19) causou um comportamento dos mais atípicos no mercado do petróleo em 2020. O ano começou com um grande desacordo na Opep+ em torno das cotas de produção entre Arábia Saudita e Rússia, fazendo com que os contratos do Brent e do WTI atingissem máximas recordes. Entretanto, com a aceleração da pandemia ocorre uma reversão nos preços atingindo quedas nunca vistas anteriormente.
As medidas de distanciamento social e de restrição à mobilidade provocaram uma forte queda no consumo de combustíveis, em particular, no setor de transporte. Com a queda na demanda e o aumento nos estoques de petróleo, o contrato futuro do petróleo fechou em campo negativo. O fato inédito ocorreu em 20 de abril, quando venceram os contratos de maio do petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI), negociado nos EUA, com o preço de US$ 37,63 o barril, uma queda de mais de 300%. Mesmo o Brent chegou a ter sua cotação abaixo dos US$20/barril. (...)
Pela primeira vez na história tivemos o preço do barril do petróleo determinado por questões de saúde pública e não por razoes econômicas.
Em função disso, a Opep+ muda a sua estratégica adotando a tradicional redução da produção através de cotas por país membro. A partir de então, decidiram, em abril, pelo corte de 9,7 milhões de barris por dia (b/d) na produção dos meses de maio e junho de 2020. Em agosto, o grupo decidiu reduzir o nível dos cortes de produção para 7,7 milhões de b/d, ao constatarem sinais de melhora à medida que as economias em todo o mundo começaram a voltar a se abrir.
Todo esse cenário, apontava para que tivéssemos uma recuperação muito lenta do preço do barril em 2020. Entretanto, com a reabertura da economia no verão do Hemisfério Norte, interrompendo o isolamento houve uma retomada da economia e do consumo do petróleo que surpreendeu o mercado. Entre junho e janeiro/2021, o preço do Brent teve crescimento superior a 40%, com o barril superando os U$S 55. (...)
Com a chegada das vacinas somada à vitória democrata na presidência dos Estados Unidos, inclusive no Senado, melhoraram as perspectivas de crescimento da demanda mundial de petróleo para 2021. O preço do petróleo iniciou 2021 acima dos US$ 50/barril.
Diante desse cenário, a Opep+ acordou reduzir os cortes para 7,2 milhões de b/d a partir de janeiro de 2021. Para os meses seguintes, o grupo ajustará gradualmente os seus cortes de produção para equilibrar o mercado. A perspectiva é de que, em 2021, o petróleo continue subindo, atingindo um preço médio US$ 60/barril e possivelmente picos de mais de 70 dólares no segundo semestre. (...)
A ampliação dos esforços para a vacinação em massa impulsionará a retomada da atividade econômica com consequente necessidade do aumento do consumo de energia. E a energia que poderá atender de formas mais rápida, mais eficiente e mais barata são os fósseis, em particular o petróleo.
O tão desejável retorno da normalidade em 2021 trará de volta um boom das commodities, como ocorreu no pós crise de 2008. Para o Brasil esse boom de commodities tem dois aspectos. [Nas] exportações e balança comercial os resultados serão ótimos. Afinal, somos grandes exportadores de commodities. Já somos o maior exportador de petróleo da América Latina. [No] mercado interno podemos ter problemas inflacionários e precisamos de políticas econômicas adequadas diante desse cenário. Preocupa a volta de fantasmas no mercado de petróleo nacional: o fantasma da defasagem dos preços dos derivados com a gasolina e diesel e o fantasma da volta da política de conteúdo local dentro da lógica daninha de reserva de mercado.
Artigo de Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

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Fala que eu te escuto

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, terça-feira, dia 19 de janeiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Cabeleireiro’;
- A data também é de celebração do ‘Dia do Passista’ (carnavalesco).

Fala que eu te escuto
Estamos no limiar de uma campanha de vacinação. Ou, pelo menos, próximos de um ato de propaganda iniciando essa campanha. Mas as pessoas morrendo por falta de oxigênio em Manaus não nos deixam outro caminho, exceto lembrar: a política da morte está em curso, a cada minuto que nos atrasamos em nossa união para contê-la corremos o risco de estar matando também.
É preciso lembrar que o colapso em Manaus não está assim tão longe de outras regiões do Brasil. Já temos um índice de mais de mil mortos por dia. O crescimento dos casos em São Paulo é grande, e o próprio Hospital Albert Einstein cancelou a admissão das UTIs aéreas, aviões que trazem doentes de outros lugares do país. No Rio, chegamos ao limite.
A campanha de vacinação revela um planejamento precário e vacinas com um baixo nível de eficácia. Isso significa que teremos de vacinar muita gente para reduzir o número de casos e estancar o crescimento das mortes.
É muito difícil superar uma etapa dessa grandeza com um governo negacionista, incapaz e sem um traço de empatia com o sofrimento do povo brasileiro. Ele nos rouba oxigênio não só como indivíduos, mas como sociedade.
Para voltar a respirar, será preciso se desfazer do governo.
Do jornalista e escritor Fernando Gabeira, em artigo publicado no jornal ‘O Globo’.

Dia D, Hora H e crescimento em V
Paulo Guedes, bom de papo, fala muito em crescimento econômico em V: ou seja, após uma queda rápida da atividade econômica, acontece uma alta na mesma intensidade. Tudo bem. Mas tem outro V, que não é nada bom, o da pobreza. A proporção da população com rendimento abaixo da linha de R$ 250, por pessoa, cai de 10,97% em 2019 para 4,83% em setembro de 2020, apesar da pandemia, em função do auxílio emergencial. Mas as projeções de Marcelo Neri, da FGV Social, é que volte a subir e chegue a 12,83% este ano. “Temo que a segunda perna do V equivalha a 17 milhões de novos pobres”, diz o economista.
Aliás...
O Dia D do Pazuello foi de Doria.
Nota (impagável, vamos combinar!) publicada no blog de Ancelmo Gois.

Luz amarela
Igor Gielow informa na Folha: ‘Depois da festa da aprovação das vacinas, a ressaca da realidade cobra seu preço no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz. O centros de imunizantes do Brasil estão em alerta pelo represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China. Em São Paulo, o estoque de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), o princípio ativo da chinesa Coronavac, só permitirá a formulação e o envase até o fim de janeiro’.
Comentário: o signatário é avesso a teorias da conspiração mas, no caso do ‘represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China’, não é demais lembrar dos episódios recentes que envolvem um filho do presidente da República, Eduardo Bananinha Bolsonaro, o embaixador chinês no Brasil, a empresa chinesa Huawei e a questão do leilão da rede 5G no Brasil, né? O governo da China, que não tem pressa, pode ter encontrado a hora certa para pôr os pingos nos is, tá certo?

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