Idgar Dias Júnior
Idgar Dias Júnior
Origem do Dia da Mulher

Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell


Olá, leitor! Tudo bem?


- Hoje, segunda-feira, dia 08 de de março de 2021, é celebrado o ‘Dia Internacional da Mulher’;


- Também hoje se comemora o ‘Dia da Criação da Casa da Moeda do Brasil (1694)’.


Origem do Dia da Mulher
A origem do Dia Internacional da Mulher está repleta de controvérsias. Alguns associam o surgimento da data com a greve das mulheres que trabalhavam em Nova York na Triangle Shirtwaist Company e, consequentemente, ao incêndio que ocorreu em 1911.
Já outros, indicam que ela surgiu na Revolução Russa de 1917, a qual esteve marcada por diversas manifestações e reivindicações por parte das mulheres operárias.

 


No dia 08 de março de 1917 cerca de 90 mil operárias russas percorreram as ruas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II. Esse evento, que deu origem à data, ficou conhecido como "Pão e Paz". Isso porque as manifestantes também lutavam contra a fome e a primeira guerra mundial (1914-1918).
Além disso, em decorrência de um mal entendido feito por jornais alemães e franceses, foi criado um mito em torno do dia 8 de março de 1857, quando supostamente teria acontecido uma greve, que na verdade não ocorreu.


Manifestação na Rússia em 1917

Ainda que existam diferentes versões sobre a origem da data, ambos os movimentos tinham o objetivo de alertar sobre o estado insalubre de trabalho que as mulheres estavam sujeitas. Destacam-se aqui, as longas jornadas de trabalho e os baixos salários que recebiam. Portanto, a luta dessas operárias focava na busca de melhores condições de vida e trabalho, além do direito ao voto.
Diante desse panorama, a criação de um dia dedicado à luta das mulheres foi sendo delineada por manifestações que ocorreram concomitantemente nos Estados Unidos e em diversas cidades da Europa em finais do século XIX e início do século XX.
Fonte: site https://www.todamateria.com.br/dia-internacional-da-mulher/


“Presidente, não vamos engolir o choro. Vamos chorar para que nossos mortos sejam lembrados como suas vítimas”
Choramos para construir um futuro. E, evidentemente, são essas lágrimas que o senhor mais teme
Jamil Chade (site jornal ‘El País’)

 
Presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto no início de fevereiro.
EVARISTO SA / AFP

Senhor presidente,
Uma vez mais, suas palavras sobre a pandemia ecoaram pelo mundo. Dos corredores da ONU às padarias de bairro onde sabem que sou brasileiro, vieram me comentar e, no fundo, me confortar.
Estou cada vez mais convencido de que existe um enorme risco de que, ao final desta pandemia, o Brasil se transforme no “misterioso país das lágrimas”. Acumuladas na alma de cada família, nas estatísticas dos jornais e no espírito de uma nação, as mortes registradas nos últimos meses tiraram
um país de seu eixo, já frágil e já tão acostumado a enterrar seus filhos. O senhor bem sabe que nada disso era inevitável. O destino do vírus estava em nossas mãos, como mostraram vários países do mundo que, mesmo sem uma vacina, o sufocaram. Já vocês preferiram sufocar nossos sonhos.
Existe uma percepção de que somos filhos de uma pátria, uma noção complemente equivocada alimentada por perigosos nacionalistas que formam a base da ala mais radical de seu governo. Uma nação nasce de seus filhos, é determinada por sua coragem, moldada a partir de sua diversidade. Seu futuro depende daqueles que choram. Jamais daqueles que se acomodam. No fundo, as lágrimas mais sinceras são da parcela mais otimista da sociedade. Do grupo que acredita que o mundo pode ― e deve ser melhor.
Presidente,
Quando seu líder máximo manda uma sociedade engolir o choro, sua mensagem é clara: parem de lutar. Aceitem o que existe. As lágrimas sabem que exigir que elas cessem é, por si só, um gesto autoritário. Provavelmente o senhor saiba que chorar não é um sinal de fraqueza. Mas sim de indignação, de recusa em aceitar um destino.
Escrevo essa carta apenas para informar que vamos chorar até construir algo novo. Vamos chorar para permitir que cada uma das pessoas amadas que nos deixou seja lembrada como uma vítima de suas escolhas políticas. E não apenas como vítima de um vírus. Essas lágrimas não serão engolidas. Por seu arco-íris que formam, elas são expressões de uma determinação para colocar fim a uma noite escura.
Não choramos pelo passado. Não o resgataremos. Tampouco choramos por uma vontade de vingança.
Choramos para construir um futuro. E, evidentemente, são essas lágrimas que o senhor mais teme.
Saudações democráticas.

Jamil Chade é correspondente na Europa desde 2000, mestre em relações internacionais pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra e autor do romance O Caminho de Abraão (Planeta) e outros cinco livros.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!


"A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor".
'O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes'.
Roberto Campos

Fala que eu te escuto

Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?

 
- Hoje, quarta-feira, dia 03 de de março de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial da Vida Selvagem’;


- Também hoje se comemora o ‘Dia do Grupo de Intendentes da Marinha’; e

 
- A data também é de celebração do ‘Dia do Seringueiro’.

Fala que eu te escuto
O secretário de saúde do estado de São Paulo – Jean Gorinchteyn – afirmou: “Não adianta abrir mais leitos. Nós precisamos que a população mude o comportamento”.
Comentário: você que lê estas linhas pode até não concordar, mas o secretário está certíssimo. Porque o vírus não anda por conta própria, é claro. A forma do novo coronavírus se propagar é simples, isto é, através das pessoas passando umas para as outras a contaminação.
Não é por outra razão que os governos estaduais e municipais estão desesperados. Simplesmente não há mais leitos de UTI para atender a tanta gente em estado crítico. Existem duas formas para conter a contaminação: com vacinação e com distanciamento social (desculpe insistir, ok?).
Como não temos vacinas, o melhor a fazer é não aglomerar pessoas, lavar sempre as mãos, usar toda hora o álcool gel e não sair por aí sem usar máscara.
Beleza.
Mas como convencer as pessoas se há péssimos exemplos vindo de todos os lados? Se ao invés de se politizar o assunto, TODOS os níveis de governos se unissem em prol de um programa de comunicação ao distinto público que informasse em lugar de polarizar?
Pior: a quantidade de festas realizadas de forma clandestina e de bares abertos principalmente à noite com as pessoas totalmente desprotegidas e a enormidade de locais públicos como praias apinhadas de gente sem tomar o menor cuidado não poderia dar em outra coisa, tá certo?
Mas como não há nada que seja tão ruim que não possa piorar, temos que os governos estaduais pelo País afora resolveram por bem decretar duras restrições que fazem lembrar do ‘lockdown’. Estaria tudo certo se o cálculo político dessa gente não atrapalhasse tanto as medidas.
O signatário é a favor do ‘lockdown’ (você, leitor, não é obrigado a concordar, claro. Mas acontece que não adianta esperar atitude de  civilidade  e cooperação de uma sociedade como a nossa, fragmentada e sem o menor sentido de pertencimento), mas acredita que as restrições impostas seriam mais bem aceitas caso nossos gestores não fossem tão ridiculamente primários: cadê as compensações?
Explico. Quem tem empresa tem compromissos mensais a honrar. Então ficaria assim: os governadores e os prefeitos pediriam aos empresários que parassem por 15 dias (segundo muitos especialistas, seria este o tempo ideal para um ‘lockdown’), mas ao mesmo tempo poderiam desonerar os empresários em 30 dias (ou mais), não poderiam?
Veja, leitor: o governo federal faz desonerações anuais de mais de R$ 300 bilhões (é preciso colocar por extenso para não deixar dúvidas: trezentos bilhões de reais)! Bem, se o País ainda não parou é porque isso é tolerável. Não seria também para os estados e municípios?
Mas o que temos? Temos governos autoritários, insensíveis, incapazes de chamar para negociar os contribuintes pessoa física e jurídica que lhes pagam a boa vida de mordomias e muito conforto. E que não reclamem da sugestão/ideia, pois ‘quem sai na chuva é para se molhar’: governar é servir o público.
Estamos numa situação dificílima e, como dito ontem, estamos à deriva. Porque nossos gestores atuais sofrem da praga que os torna incapazes de parar para ouvir as pessoas que, na época da eleição, eles cortejam com promessas incríveis e discursos bem preparados. Uma vez eleitos, promessas e discursos evaporam no ar antes do primeiro dia de mandato.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Sorte e saúde sempre!

Desesperador

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?

- Hoje, terça-feira, dia 02 de de março de 2021, é celebrado o ‘Dia da Oração’.

Desesperador

“Mesmo que o governo venha disponibilizando mais leitos de UTI, não temos aumento na mesma proporção de médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, pessoal de limpeza. Não estamos mais conseguindo dar conta do volume de pacientes. A situação é desesperadora”.
Do infectologista André Luiz Machado da Silva, do Hospital Conceição de Porto Alegre falando ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre-RS.
Fonte da imagem: site históriadasartes.com (quadro do pintor francês Gustave Coubert).

SOS indústria!

“Basta de diagnósticos. A crise no setor industrial exige ação imediata dos empresários e do governo para recuperar o tempo perdido e reverter a tendência de seu gradual enfraquecimento. Se essa questão não for enfrentada de imediato, a perda da competitividade da indústria se tornará irreversível.
Nos últimos seis anos, 36,6 mil fábricas fecharam as portas no Brasil, 17 por dia. A saída da Ford e da Mercedes põem em risco todo o setor automotivo. No ano passado, com a crise econômica nacional agravada pela covid-19, o setor registrou sua menor participação no produto interno bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 1946. O Brasil deixou de figurar como uma das dez maiores economias globais.
O processo de desindustrialização precoce está avançando pela ausência de políticas públicas voltadas para seu fortalecimento. A situação está tão grave que há até quem defenda a ideia de que o governo deixe de apoiar o setor industrial e se foque nas atuais vantagens comparativas do agronegócio e da mineração. Com mais de 200 milhões de habitantes e mais de 14 milhões de desempregados, o campo não tem como oferecer as oportunidades de emprego e renda que a indústria propicia. (...)
O Brasil tem ainda o maior parque industrial no Hemisfério Sul. Nos últimos 40 anos a participação relativa da indústria no PIB nacional vem caindo, passou de cerca de 26% no final dos anos 80 para pouco acima de 11% no ano passado. (...)
O importante é olhar para a frente e defender políticas e medidas que possam, na década de 2020-2030, criar condições para a reindustrialização do País. E necessária uma visão estratégica de médio prazo. Para isso será necessário que a indústria se ajuste às transformações por que passa o mundo, se concentre em inovação e novas tecnologias e, sobretudo, não fique esperando as benesses do governo”.


Trechos de artigo do ex-embaixador Rubens Barbosa publicado no jornal ‘O Estado de S. Paulo’.
Comentário: enquanto isso, a agenda atual do governo é liberar armas, dar um jeito no preço atual do diesel (e a Petrobras que se vire!) e, como disse Dilma Rousseff, ‘fazer o diabo’ para se reeleger.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

O piloto sumiu

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, segunda-feira, dia 1º de de março de 2021, é celebrado o ‘Dia do Turismo Ecológico’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia das Crianças Doentes’ e o ‘Dia Mundial de Oração’;
- A data também é de celebração do ‘Dia Pan-Americano de Turismo’; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia de Zero Discriminação’: ‘[e]sse dia é uma celebração em prol de que ninguém seja discriminado por nenhum motivo, seja ele deficiência, etnia, identidade de gênero, localização geográfica, orientação sexual, raça, sexo, situação econômica, etc.
Trata-se de uma luta pelos direitos humanos, que busca fazer do mundo um local mais justo e com mais igualdade. A data foi comemorada pela primeira vez em 2014, com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS)’.

O piloto sumiu
Nosso País está sem rumo, está à deriva, do que dá prova mais que contundente o fato das mortes por Covid-19 terem ultrapassado 253 mil mortes (e no momento em que você lê estas linhas o número já é certamente maior) e NENHUMA autoridade vir a público lamentar, dizer que há providências urgentes a caminho e que seguem todos os esforços possíveis com vistas a vacinação em massa. Nada!
Quer mais?
O presidente da República foi ao estado do Ceará no fim de semana, provocou aglomeração mais uma vez, discursou contra os executivos estaduais e municipais que impõe restrições aos seus governados e se vangloriou – de novo! – de ficar entre o povo, que ele conduz à morte.
Uma loucura!
A nossa Suprema Corte -o STF- está em vias de acatar provas obtidas de forma ilícita (aquelas do caso dos procuradores da Lava Jato de Curitiba em contato com o ex-juiz Sergio Moro) para assim cancelar as sentenças de um sem-número de malfeitores que foram condenados.
E como se isso fosse pouco, há ainda o inquérito que muitos na mídia chamam de ‘Inquérito do Fim do Mundo’ que serve de pretexto pra tudo. Foi com esse inquérito que o ministro Dias Toffoli mandou que o site ‘O Antagonista’ e a revista digital ‘Crusoé’ fossem censurados em razão da citação de um fato de conhecimento geral: no depoimento do filho do dono da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, ele menciona o ‘amigo do amigo do meu pai’ – quem vem a ser o ministro Antônio Dias Toffoli...
Pior!
O ‘Inquérito do Fim do Mundo’, aberto de ofício no STF, está fazendo escola e agora o STJ também se sentiu no mesmo direito e também abriu o seu ‘Inquérito do Fim do Mundo’ para também investigar a turma de procuradores que supostamente também teria investigado magistrados daquela Corte...
Detalhe: STF e STJ não poderiam abrir inquéritos de ofício, tá certo? Isso é atribuição do MPF, ou seja, o Ministério Público Federal.
Tem mais, leitor!
A Câmara Federal esteve discutindo no fim da semana passada a aprovação de uma PEC, Proposta de Emenda à Constituição que trata da questão da imunidade das excelências congressuais. Bacana, hein?
Pois é. Acontece que a tal PEC, chamada de PEC da Imunidade, era tão fora de lugar e hora que a sua aprovação fez água: a divulgação pela mídia redundou num processo de pressão popular tamanho que os nossos ínclitos, probos e ilibados representantes resolveram por bem recuar.
A proposta, de tão cínica, foi apelidada de ‘PEC da Impunidade’.
É desanimador...
Nosso País está vivendo a pior e maior tragédia humana que uma crise sanitária poderia proporcionar, mas nossas autoridades parecem não se importar. O Poder Executivo só pensa na reeleição, enquanto o Poder Judiciário só pensa na ‘operação abafa’ (que vai matar a Lava Jato); já o Poder Legislativo só pensa em se blindar.
Pergunto: corremos algum risco de nos viabilizar como nação próspera e justa desse jeito?

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

O mercado e a ‘fase 2’ do Governo Bolsonaro

''Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade

George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, sexta-feira, dia 26 de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia do Comediante’;
- Bem, hoje é dia dos comentaristas políticos falarem a respeito da ‘live’ das quintas-feiras à noite, em que o presidente da República geralmente peca e é dia de Gilmar Mendes soltar ‘inocentes’, tá certo?

O mercado e a ‘fase 2’ do Governo Bolsonaro
O que começou como uma troca de comando na Petrobras metastatizou em apenas 48 horas em uma nova fase do governo Bolsonaro: uma menos ligada à racionalidade econômica e mais preocupada em garantir preços módicos em tudo aquilo que o Governo pode interferir. (...)
É impossível, a esta altura do campeonato, que as consequências deste novo ativismo presidencial fiquem restritas à ação da Petrobras. A incerteza semeada pelo próprio Presidente vai contaminar os mercados de ações, câmbio e o maior e mais sensível deles: a curva de juros, que determina o preço e a disponibilidade de crédito na economia.
Empresários e investidores vão sofrer, mas como sempre é o pobre que pagará a maior conta.
O que o presidente — aparentemente assessorado por um pequeno grupo de puxa-sacos ou pessoas sem coragem de lhe dizer a verdade — provavelmente não sabe é que o mercado financeiro não é desconectado da economia real, e seu voluntarismo custará caro ao País, e mais cedo do que ele imagina.
Os R$ 28 bilhões de valor de mercado que a Petrobras perdeu na sexta-feira serão apenas um tira-gosto do que pode acontecer nos próximos dias, se o Presidente não recuar e começar a praticar uma política econômica baseada em seu “feeling” e intuição de “homem comum.”
O mercado financeiro existe para dizer o preço justo das empresas, da moeda e do custo do capital levando em conta fundamentos micro e macro. Neste momento, Bolsonaro está sabotando os dois, [ao dizer] que vai “meter o dedo” na energia elétrica, sinalizando algum tipo de intervenção nos contratos que regem o funcionamento das empresas.
                                                                                 
Como os contratos em vigor garantem às distribuidoras aumentos de pelo menos 10% na próxima revisão tarifária, Bolsonaro quer — como Dilma — inventar um jeito de não haver aumento. (O resultado do plano Dilma: o preço da energia explodiu.)
A principal missão de um governo não é fazer alguma coisa: é não atrapalhar. A principal moeda com que o mercado trabalha não é o Real nem o dólar, é a confiança. E a confiança está sendo amputada pelo Presidente, de declaração em declaração. Talvez, já tenha sido perdida para sempre.
Até os amigos estão perdendo a paciência. Um empresário que sempre foi construtivo em relação ao Governo em erros anteriores disse ao Brazil Journal que “o último fio de esperança acabou”.
Já Salim Mattar, um bolsonarista de primeira hora, veio a público classificar a substituição de Roberto Castello Branco como o ato de um 'governo autoritário e truculento'.
Salim desafiou Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes a privatizar as estatais, e, ressalvando que o general Joaquim Silva e Luna [próximo presidente da Petrobras] é um 'indivíduo muito bem preparado', disse:
‘Me desculpe, mas estamos militarizando demais o país. O militar é para quartel. Temos que colocar um homem de mercado na Petrobras. Um homem que saiba o que é um departamento de relações com os investidores. Esse é o tipo de pessoa que precisamos em uma empresa listada. O governo brasileiro está mostrando que não é confiável’.
Horas depois, mesmo antes de sentar na cadeira, Silva e Luna fazia sua primeira declaração infeliz, mostrando que fala a mesma língua que Bolsonaro.
‘É preciso olhar o investidor [da Petrobras], mas também o brasileiro’, o indicado disse à colunista Ana Flor, do G1, sem entender que como CEO da Petrobras, sua obrigação é cuidar apenas dos interesses da empresa, e que quem cuida dos brasileiros é o Governo — uma confusão de papéis que está no centro do problema atual.
[E] o presidente continuou jogando gasolina na fogueira das expectativas. ‘Se a imprensa está preocupada com a troca de ontem, semana que vem teremos mais’, disse Bolsonaro, acrescentando que a troca envolverá ‘não bagrinhos, mas tubarão’.
O Presidente achou pelo menos uma pessoa para concordar com sua linha de raciocínio: Ciro Gomes. O futuro candidato a Presidente tentou explicar à Jovem Pan ‘por que os preços dos combustíveis estão subindo’.
‘A Petrobras resolveu — do Michel Temer pra cá — cobrar o barril de petróleo pelo preço de oportunidade especulativo (sic) do estrangeiro, e não pelo custo daqui’, explicou Ciro, que, como Bolsonaro, acha tudo muito esquisito.
As ações de um e os comentários de outro refletem um País que padece de uma direita e uma esquerda igualmente populistas e demagógicas, e ainda incapaz de construir um caminho pelo centro.
Aliás, neste capítulo, as comparações entre Dilma Rousseff e Bolsonaro feitas nos últimos dias são injustas com a ex-Presidente: Dilma era uma mulher de esquerda, eleita e reeleita com um discurso intervencionista. Bolsonaro foi eleito com a plataforma oposta, o que evidencia o estelionato agora em curso.
Neste momento, as únicas chances do País escapar de uma deterioração de confiança: o Presidente parar de ter novas ideias, e/ou o País continuar se beneficiando da liquidez internacional, que continua robusta. Mas quando os próprios brasileiros param de acreditar que as coisas vão melhorar, qual investidor internacional vai apostar no País?
Nesta nova fase, o Presidente pode se cercar de todos os sargentos, almirantes e generais que quiser, mas será difícil governar contra a realidade econômica.
Se insistir nisso, o Presidente poderá até ser reeleito, mas seu segundo mandato terá um País mais parecido com a Caracas dos dias de hoje do que com o Brasil que tínhamos até semana passada.
Como ensinou certa vez sua antecessora, ‘Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder’.
Análise elaborada pelos redatores do site de economia ‘Brazil Journal’.

Bom final de semana, leitor! Na segunda-feira estaremos de volta, ok?

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

No circo populista, Paulo Guedes foi estatizado por Bolsonaro

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quinta-feira, dia 25 de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia da Criação do Ministério das Comunicações’ (Decreto-Lei no. 200, de 25 de fevereiro de 1967).

No circo populista, Paulo Guedes foi estatizado por Bolsonaro
A intervenção de Jair Bolsonaro na Petrobras é truculenta, inquestionável e irresponsável. Agora, diante da óbvia repercussão negativa da troca de presidente da empresa, com as ações da Petrobras despencando, o dólar em alta e o risco-país disparando, tenta-se remendar o estrago com um discurso que só não faz rir porque é de chorar: o de que o presidente da República não quer intervir no preço dos combustíveis.
Releia-se a fala do general Joaquim Silva e Luna, que Bolsonaro vai colocar no lugar de Roberto Castello Branco:
“O presidente não fez qualquer recomendação pra mim com relação a preço, a interferência em política de preço. Até porque, pelo pouco que eu conheço ainda da atividade interna da Petrobras, política de preço é competência da diretoria-executiva, ou seja, é uma vontade coletiva.”
Logo em seguida, no entanto, o general complementou: “O momento é sensível, é sensível até com relação à ponta da linha, onde está o caminhoneiro, quem usa o gás. O que está impactando mais é o valor do barril de petróleo no mundo e o próprio valor do câmbio, que já tá alto há algum tempo. A preocupação do presidente é legítima, né. Acho que é de todos nós. Eu diria que ela tá em dois aspectos, pelo que eu percebi: previsibilidade dos preços e o preço do combustível propriamente dito.”
Ou seja, o presidente não quer interferir, mas quer. Esse general Silva e Luna é, ao que parece, um segundo Eduardo Pazuello. Vai cumprir ordens com o aval dos conselheiros da Petrobras que não querem perder a boquinha. Não há outra explicação para a troca de presidente da empresa, a não ser a vontade de Jair Bolsonaro de repetir o erro de Dilma Rousseff e fazer sangrar o caixa da Petrobras para subsidiar o preço dos combustíveis.
A queda de Castello Branco também se explica, segundo o próprio defenestrado anda dizendo a interlocutores privilegiados, pela sua recusa em financiar com publicidade da Petrobras as redes de TV amigas do presidente. O rachuncho pretendido pelo presidente, de acordo com o que o Globo publicou e foi confirmado por este site, era de 100 milhões de reais.  Não é preciso ser um gênio da raça para concluir que se trata de financiamento indireto para a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, em 2022. Os acionistas da Petrobras teriam, portanto, de pagar não apenas pelo subsídio ao preço dos combustíveis como pela propaganda política do presidente da República.
Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, segue fazendo o papel que lhe foi conferido pelo inquilino do Planalto: o de palhaço auxiliar. O ministro que privatizaria tudo foi estatizado por Bolsonaro. E, a acreditar nas indicações do presidente, Guedes ainda será mais humilhado com a intervenção presidencial no setor elétrico. O poderoso chefão quer diminuir as contas de luz para agradar aos eleitores mais pobres, assim como quer segurar o preço dos combustíveis para acariciar os caminhoneiros, a sua massa de manobra sobre rodas. Esqueça-se a privatização da Eletrobras.
Guedes faz papel de palhaço auxiliar nesse circo, depois de cair da corda como equilibrista. Para dar a impressão de que o espetáculo era uma maravilha, o ex-equilibrista estimulou o Banco Central a baixar artificialmente a taxa básica de juros ao nível mais baixo da história, como se isso fosse fazer grande diferença nas taxas cobradas dos cidadãos e empresas pelos bancos. Não só não fez, como impulsionou o dólar para cima e, consequentemente, o preço dos combustíveis que Bolsonaro agora quer segurar com o dinheiro dos acionistas da Petrobras. Quando o preço do barril do petróleo estava baixo, por causa da queda de demanda mundial em função da pandemia, até dava para disfarçar o erro calculadamente grosseiro. Com a retomada econômica, ainda que tímida, já não é mais possível encobrir o populismo endereçado ao distinto e ignaro público.
O circo estatal nunca teve a menor graça.
Artigo do jornalista, escritor e ‘publisher’ Mário Sabino publicado no site ‘O Antagonista’.

 

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

Sonâmbulos e furibundos!


'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, terça-feira, dia 23 de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Nacional da Pessoa Surda-Muda’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia Nacional do Movimento Municipalista Brasileiro’; e
- A data também é de celebração do ‘Dia Nacional do Rotary Club’.

Sonâmbulos e furibundos!
O espetáculo circense encenado no Congresso Nacional na última segunda-feira causou grande impacto, mas não diferiu em natureza de tudo a que temos assistido há vários anos no próprio Congresso, na Presidência da República, no Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria-geral da República.
A impressão é de que nada faz sentido; de que somos um país de sonâmbulos, incapazes de perceber o que acontece à nossa volta e, principalmente, o que nos aguarda ao longo desta década. Sonâmbulos, mas sonâmbulos furibundos. Subjacente a essa estranha coreografia, há uma briga de foice. Ou uma batalha entre dragões-de-comodo, se preferirem. Batalha por cargos, verbas e, sobretudo, vantagens eleitorais, cada um já pensando em reeleição.
E quem são os dragões? Por hábito, ou por preguiça mental, nos acostumamos a dizer que são partidos políticos, não nos dando conta de que o Brasil já não tem partidos. Ter 20 e tantos partidos na Câmara, o maior deles mal ocupando 15% das cadeiras, e não ter nada é a mesma coisa. Tal coreografia talvez até fosse engraçada se não fosse macabra, pois, entre agressões e afagos, os furibundos dançam sobre os [quase 250] mil cadáveres da pandemia, sujeitando a um cruel sarcasmo milhões de cidadãos que sobrevivem graças aos auxílios emergenciais, 20 e tantos milhões sem trabalho e o desencanto permeando a quase totalidade dos lares.
O leitor talvez pense que exagero quando afirmo que o Brasil já não tem partidos políticos. Dá-se que, na acepção que me parece aceitável, partido político é uma organização capaz de conter o apetite dos grupos corporativistas, dentro e fora da máquina pública, transcendendo-os, agregando-os e direcionando-os para o bem público. No Brasil de hoje, o que vemos é precisamente o oposto. Vemos interesses estreitos – alguns empenhados num “liberou geral” contra o ambientalismo, outros em erodir a hierarquia das Polícias Militares, outros, capitaneados pelo próprio capitão, em armar a população civil –, cada um mais forte que a maioria dos partidos. Por essas e outras é que, se o governo tivesse um norte inteligível, não teríamos abandonado o debate sobre a reforma política, sem dúvida a mãe de todas as reformas.
Até recentemente, o grande mal político brasileiro era o chamado patrimonialismo. Grupos incapazes de tocar uma verdadeira economia de mercado se incrustavam (incrustam-se) no casco do Estado e dele se apropriaram, mantendo aparências de legalidade, e às vezes nem tanto, como vimos poucos anos atrás na Petrobrás. Grupos incapazes, grupos falidos e oligarquias de diversos tipos invertem a ordem lógica das coisas, valendo-se do poder político para granjear poder econômico, quando o normal, ou relativamente normal, seria o oposto. Inspirados no grande clássico de Raymundo Faoro Os Donos do Poder, pensávamos que o patrimonialismo era um mal em decadência, nos estertores, abrindo espaço para um grande bem que denominávamos “modernidade”. Não reparamos que tal história pode ser contada ao contrário. Desde os famigerados tempos da ditadura getulista, a apropriação do público pelo privado só fez aumentar, dando corpo ao que, com dor na alma, somos obrigados a designar como um “patrimonialismo moderno”. Infelizmente, sabemos hoje que “patrimonialismo” é só uma parte da perversa história política brasileira. Agora temos o corporativismo, um patrimonialismo “democratizado” e dividido entre grupos, que cedo ou tarde tornará o País virtualmente ingovernável.
Voltemos aos sonâmbulos. Nunca vi um deles caminhando numa casa, mas imagino que ele possa meter a cabeça num armário ou se cortar seriamente numa cristaleira. Se forem vários, e furibundos, poderão quebrar toda a casa e sucumbir entre seus escombros. Essa, justamente, é a hipótese que me ocorre quando vejo o governo mais preocupado em importar revólveres do que em empreender uma abrangente reforma do Estado, uma reforma administrativa séria e um amplo programa de privatização, assestando, assim, um golpe de morte no patrimonialismo e no corporativismo.
“Ora, direis, ouvir o Guedes! Decerto perdeste o senso.” O bravo quixote que se propunha a destruir os moinhos mais dispendiosos por ora mal consegue dar palpites na formatação dos auxílios emergenciais. De fato, o presidente que se elegeu prometendo extirpar a “velha política” acaba de trazê-la com mala e cuia para dentro da máquina do Estado. Na última segunda-feira, a prometida austeridade fiscal levou uma banana, pois o que vimos foi o presidente jogar alguns milhões aos nossos furibundos gladiadores, com o objetivo de impedir um eventual impeachment e debilitar aquele que parece ser seu principal contendor na eleição de 2022.
Excetuada a hipótese de alguma luz desconhecida iluminar as mentes brasilienses, infiro que os próximos dez anos não nos serão benfazejos. Num cenário ameno, teremos mais do mesmo. Mas não podemos descartar um retrocesso abrupto, muito cruel para as almas mais frágeis.
Artigo do sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier publicado no jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

O leão que rugia virou um gatinho...

''Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade''
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, segunda-feira, dia 22 de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Internacional do Maçom’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Auxiliar de Serviços Gerais’.

O leão que rugia virou um gatinho...
Queria deixar aqui só um pitaco acerca do caso Daniel Silveira: ele foi eleito pelo voto popular, é verdade, mas não para lançar mão da imunidade parlamentar para dizer o que disse (isto é tão verdade que ele mesmo se disse arrependido, pediu desculpas ao povo e afirmou que se tratava de um 'momento passional').
Beleza. No ano passado Daniel já havia dito à Polícia Federal, em depoimento no inquérito ILEGAL que o STF abriu para investigá-lo, exatamente a mesma coisa: ‘momento passional’. E se continuasse solto, qual a probabilidade de outros ‘momentos passionais’..?
Daniel Silveira, sabe-se, queria com sua atitude agradar o presidente, que agora se comporta como um 'guri cagado': fica caladinho e quieto. E Silveira ficará abandonado e vai perder o mandato para que sirva de exemplo aos demais aloprados como ele!
Nas palavras de Josias de Souza (UOL): “No início da semana, o deputado achava que era uma coisa. Descobriu em poucos dias que sua reputação já o havia transformado em outra coisa. Imaginava ser amigo de Jair Bolsonaro. E achava que o corporativismo do Congresso não permitiria que nada lhe acontecesse. Bolsonaro fingiu-se de morto. E os sacerdotes da corporação legislativa concluíram que não faria sentido acionar o espírito de corpo para defender um corpo estranho.”
Mas não é só isto, leitor. Tem mais, agora nas palavras de Ancelmo Gois (O Globo): “Acredite. Nove em cada dez deputados da Câmara Federal, incluindo a base bolsonarista, considera seu colega Daniel Silveira um "completo idiota". Quando era PM, o bombado parlamentar foi preso várias vezes por mau comportamento.”
Todos já ouvimos falar do idiota últil, tá certo? Foi este o papel que o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) interpretou à perfeição! Depois do acordo do presidente Bolsonaro com o Congresso (pra não ter impeachment, né?) e com o STF (para não ‘ferrarem’ com seu filho Flávio, o 'Zero Um'), não dava mais pra dar corda aos 'descontrolados', tá certo?
O jogo da política tal qual o conhecemos não é para amadores, para iniciantes quase pueris como é o caso de Daniel Silveira: “No início da crise criada pela fala golpista de Daniel Silveira, graúdos do Centrão debatiam se a Câmara deveria revogar ou chancelar a prisão do deputado, determinada pelo STF.
Foi quando um notório líder do grupo falou a frase, para eles, definitiva: "Por que vamos brigar com os nossos onze amigos que podem nos absolver e ficar ao lado de um cara que, se pudesse, nos cassaria?" (Nota do blog do jornalista Lauro Jardim).
Você certamente soltou um riso de lado de boca agora, não é leitor? Pois é.
Recordar é viver. Na campanha o presidente dizia que o Centrão é um dos males da política brasileira e blá-blá-blá. E seus fiéis seguidores candidatos à Câmara Federal empunhavam a mesma bandeira que os levou a Brasília.
Naquela época, o hoje ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno – que anda meio sumido (por que será?) – cantou numa convenção do PSL antes das eleições: “Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão”.
Dois anos depois o Centrão virou tábua de salvação para Jair Bolsonaro e trabalhou engajado para dar aos outros aloprados e “bem intencionados” da Câmara um aviso com o expurgo do deputado fortão. O Conselho de Ética, que andava esquecido e alijado, vai voltar a funcionar: Daniel Silveira e Flordelis que se cuidem a partir de agora.
Lembra-se, leitor, do 'Acabou, porra..!'..? Pois é, acabou. O presidente agora está em outra...

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

O Brasil, suas leis e seus contribuintes


'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quinta-feira, dia 18 de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo’
- Também hoje se comemora o ‘Dia Internacional da Síndrome de Asperger’, síndrome do espectro autista. A data recorda o nascimento de Hans Asperger (1906), pediatra que fez as primeiras descobertas acerca da síndrome.

O Brasil, suas leis e seus contribuintes
Nosso País é pródigo na criação de leis, como sabemos. E a maioria delas é solenemente esquecida na maioria do tempo de nossas vidas. Talvez por isso há leis que pegam e leis que não pegam. Porque há tantas que faz parecer que o senso comum se vale tão somente da parte das leis mais usuais, do dia a dia - ou que realmente interessa - pra tocar a vida.
E ademais, temos um Poder Judiciário que, data venia, é uma piada. A última sacada do STF é, ao que tudo indica, tornar válidas provas que foram obtidas de forma ilícita. De outro modo: a Suprema Corte do Brasil está para oficializar a profissão de ‘hacker’. Pergunta rápida: um País com um Judiciário assim corre algum risco de dar certo? A resposta é só uma, tá certo?
O desrespeito, o pouco caso e o desinteresse em fazer cumprir as leis (o que absolutamente nunca foi nem é privilégio de ninguém no Brasil – não interessando a classe social) se tornaram parte de nossa cultura (?) e o que se tem é um País cuja insegurança jurídica é fato quase inarredável, principalmente para investidores estrangeiros. E pensar que uma das tábuas de salvação do Brasil atualmente é bem a decisão dos investidores de virem ou não para o País.
O fato de todos os anos termos uma média de 50 mil assassinatos tem tudo a ver com este problema. A triste e cruel realidade do sistema prisional do Brasil é prova da inépcia de nosso Poder Judiciário: o contingente de mais de 770 mil presos tem 50% de pessoas em PRISÃO PROVISÓRIA!

E como fica o contribuinte que a tudo assiste, e que tudo paga?
Dados de 2016 dão conta de que o STF tem 2.450 funcionários. No STF há 25 bombeiros civis (em Foz o destacamento é maior ou menor?). No STF há 85 secretárias. No STF há 293 vigilantes. No STF há 194 recepcionistas. No STF há 19 jornalistas. Há no STF 116 serventes de limpeza. Há no STF 24 copeiros. Há no STF 27 garçons. Há no STF 58 motoristas. Há no STF 12 auxiliares de desenvolvimento infantil. Há no STF sete(7) jardineiros e seis(6) marceneiros. Há no STF dez(10) carregadores de bens.
No ano de 2016 foram gastos pelo STF o montante de R$ 15.780.000,00 (por extenso: quinze milhões e setecentos e oitenta mil reais) com assistência médica e odontológica; e com o auxílio moradia foram R$ 1.502.000,00 (por extenso, de novo: um milhão e quinhentos e dois mil reais); com ajuda de custo foi mais R$ 1.000.000,00 (sim, leitor, mais um milhão de reais). O STF teve despesas com a educação pré-escolar, R$ 2.162.000,00 (dois milhões e cento e sessenta e dois mil reais) e com alimentação dos ministros e seus auxiliares foram gastos outros R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais). Bem, com o auxílio funeral a despesa foi mais modesta: R$ 204.000,00 (duzentos e quatro mil reais). Tem mais: as reformas prediais consumiram R$ 1.850.000,00 (Um milhão e oitocentos e cinquenta mil reais), ações de informática mais R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e outros R$ 40.000.000,00 com ações de segurança institucional (ia me esquecendo: quarenta milhões de reais!).
Em Balneário Camboriú a lei obriga agências bancárias a oferecer material de leitura aos clientes - Lei 3.757/2015; em Petrópolis a lei instituiu o dia do servidor público bonito esteticamente - Lei 7.587; e em Belo Horizonte a lei proíbe expor recipiente com sal em cima da mesa - Lei 10.982 e no Rio de Janeiro a lei obriga a presença de ascensoristas em elevadores - Lei 1.626.
Os projetos no Brasil são todos ótimos, excelentes se a gente considerar que foram todos feitos para chegarmos ao estado de coisas em que nos encontramos, como lembrou o jornalista Mário Sabino. Em tempos de pandemia e com mais de 240 mil mortes por conta dela, o presidente resolveu por bem flexibilizar a compra de armas de fogo... As vacinas podem esperar.

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!

Veja bem

'Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade'.
George Orwell

Olá, leitor! Tudo bem?
- Hoje, quarta-feira, dia 17 de fevereiro de 2021, é celebrado o ‘Dia Mundial dos Gatos’;
- Também hoje se comemora a ‘Quarta-feira de Cinzas’;
- A data marca o início da Quaresma; e
- Por fim, hoje é o ‘Dia do Aniversário da Casa do Marinheiro’.

Veja bem
O ‘site’ Poder360 registra que ‘a geração de energia elétrica por usinas térmicas teve alta de 30,1% em dezembro de 2020. A comparação é com o mesmo mês de 2019. A alta está relacionada ao baixo nível de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas’.
Talvez você que lê estas linhas não tenha percebido, mas a sua conta de luz subiu uma barbaridade e a notícia acima explica uma das razões...
Acontece que as usinas térmicas são tocadas a óleo diesel que, além de caríssimas, são poluentes. E o diesel –em razão da necessidade da Petrobras seguir os preços internacionais– padece com o problema (um drama inarredável, na verdade!) da correção pelo dólar, tá certo?

Tragédia
E na última segunda-feira as notícias davam conta de que a capital catarinense, Florianópolis, estava à beira do colapso do sistema de saúde. Antes de Florianópolis, o mesmo se deu em Chapecó.
Pois é. Situações do tipo são fruto da imensa irresponsabilidade de uns poucos loucos que insistem em não acreditar que se contaminarão ou que irão contaminar outros.
Esses loucos irresponsáveis seguem os maus exemplos de quem deveria zelar pela saúde pública, mas que preferiu e prefere acreditar nas próprias ideias; ideias essas sem quaisquer fundamentos, certo?

Tragédia (2)
E sabe o que é pior? Ninguém se importa. Estão morrendo cerca de 1200 pessoas por dia no Brasil e o que se vê em termos de providências é quase nada! Meu Deus do céu: o número representa o que são SEIS aviões tipo Boeing 737-800 lotados e caindo todos os dias no País. E onde estava o presidente da República no fim de semana? Na praia, sem máscara, aglomerando gente – como se ele não tivesse nada a ver com a pandemia.
Tem mais, leitor: para maio a previsão é de cerca de um total de 340 mil mortos pela Covid-19. O que quer dizer que, entre meados de fevereiro e final do mês de maio, mais de 100 mil pessoas morrerão e o muito que se pode fazer é contar com a sorte.

Vacina derruba Covid no mundo; Brasil é o próximo
“O total de vacinados no mundo ultrapassou o de infectados no início do mês e o que se viu foram quedas vertiginosas da média de novos casos, de mortes, de pessoas em estado grave e, pela primeira vez em toda a pandemia, no número de casos ativos.
No Brasil, o número de vacinados já é mais da metade do total de infectados, a média de novos casos e os casos ativos começaram a cair há duas semanas e, seguindo o que foi observado no mundo, as mortes devem despencar até o fim de fevereiro.
A média de casos no mundo chegou ao pico de 741,7 mil no dia 10 de janeiro e a vacinação a fez cair pela metade em pouco mais de um mês. A média de mortes continuou subindo até 26 de janeiro, quando chegou a 14.438 por dia. Desde então, caiu para cerca de 11 mil atualmente.
No Brasil, os casos começaram a cair no início do mês e a vacinação acelerou, o que pressupõe que as mortes devem cair nos próximos dias”.
Do jornalista Claudio Humberto, em seu blog ‘Diário do Poder’.
Comentário: o jornalista em tela deve ter lá seus motivos para ser otimista, né? Os casos no início do mês não caíram como ele diz e a vacinação está é desacelerando. Tomara ele esteja certo, né?

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808
Sorte e saúde sempre!